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Património Religioso de Nossa Senhora da Vitória e de S. Nicolau

MARQUE A SUA VISITA:

 

Sob marcação prévia, poderá usufruir de um guia que proporcionará uma visita explicativa à Igreja e aos seus 

diferentes espaços interiores.

Email para reserva: ccr@upt.pt


Telefone de contacto: 225572634

Página Internet: www.uportu.pt

Preço da visita guiada: 5 € por pessoa

O valor angariado será destinado às obras  de restauro das Igrejas.

Quando vir este símbolo            , solicita-se que não visite a igreja enquanto este permanecer na entrada. Pedimos compreensão.

Tempo percurso a pé estimado em 3 h.

 

A Igreja do Porto, através do seu bispado, teve uma importância fundamental na história da cidade. Desde o período medieval, o burgo viveu lado a lado com o senhorio episcopal. Com objetivos diferenciados sobre o futuro da cidade, bispos e mercadores entendiam, de forma distinta, o governo e as suas atividades predominantes, visões estratégicas para a cidade que nem sempre foram pacíficas.

Cercada pela muralha fernandina, a cidade foi crescendo, sempre voltada para o rio e, nas áreas correspondentes a estas paróquias, a ruralidade vai paulatinamente dando lugar a construções mais urbanas.

No século XV, a cidade cresce para o espaço das atuais paróquias de Nossa Senhora da Vitória e de S. Nicolau com a criação e desenvolvimento da judiaria no Olival. No entanto, a expulsão dos judeus de território nacional, ditada por D. Manuel I a partir de finais do século XV (1496), criou, neste espaço urbano, um vazio populacional que logo foi sendo preenchido por judeus convertidos ao cristianismo e outros cristãos que acorriam a esta área em desenvolvimento.

A dinâmica empreendedora dos homens do Porto na sua saída para os Novos Mundos e para mercados europeus, nos séculos XVI a XVIII, inicia um processo de grandes construções que valorizou a cidade e dotou-a de magníficas edificações arquitetónicas, sobretudo de cariz religioso que hoje marcam a urbe pela sua grandiosidade e monumentalidade.

O crescimento económico desta cidade comercial abriu novos espaços e acrescentou população a outros. As paróquias de Nossa Senhora da Vitória e de S. Nicolau, criadas em meados do século XVI, no ano de 1583, integraram o território da antiga freguesia de S. João de Belmonte e expandiram-se por áreas mais a norte entre as portas da muralha fernandina do Olival e o Postigo de S. João Novo.

Com número crescente de habitantes, construíram-se e reconstruíram-se os edifícios religiosos, atribuindo-lhes dimensões que permitiam o acolhimento dos muitos fregueses. Ao aumento do espaço acrescia a monumentalidade e enriquecimento com obras de arte e imagens. Curiosamente, hoje, inverteu-se o ciclo e toda esta zona histórica do Porto padece de despovoamento.

Paróquias com grande dinâmica nos séculos XVIII e XIX viram-se envolvidas em dois grandes acontecimentos do Porto do século XIX: as invasões francesas, 2ª invasão francesa à cidade em março de 1809, e pelos anos de 1828 a 1834, as Guerras Liberais que danificaram vários edifícios, entre eles as igrejas que compõem este percurso. Este conflito ou guerra civil, também conhecido por Guerras Miguelistas, envolveu dois irmãos D. Miguel e D. Pedro, opositores em ideais políticos que os dividiam na sucessão ao trono. D. Pedro, apoiado pelo Porto, ficou sitiado na cidade no episódio do Cerco do Porto.

O património religioso portuense é imenso e as obras de arte de grande valor e qualidade. Arquitetos de relevo por aqui passaram como Nasoni, Carlos Amarante, Diogo Marques, pintores de renome como João Glama Stroberle, escultores como Soares dos Reis, mestres de ourivesaria como Domingos Sousa Coelho ou grandes artistas do azulejo como Jorge Colaço, entre muitos outros.

Igreja S. José das Taipas Igreja de Nossa Senhora da Vitória Igreja de S. João Novo Capela do Senhor dos Passos Igreja S. Nicolau Capela de Nossa senhora do Ó
         
Capela da Lada          

      

 

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