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Artigos da Newsletter Institucional novembro 2012

Nº18 – novembro 2012
Linhas de Rumo

Propostas de cursos novos

A preocupação fundamental da UPT é elementar: saber, em cada momento, o que anda a fazer e para onde quer ir. Foi este espírito que nos levou a elaborar o Plano Estratégico; e foi esta mesma necessidade que nos conduziu a pedir uma atualização desse plano a uma empresa de consultadoria. Graças a isso, sabemos quais são as nossas áreas de trabalho, para onde devem ser canalizados todos os esforços.

No que diz respeito à oferta formativa, apresentámos à A3ES, no passado dia 15 de outubro, três projetos de cursos novos. Apresentámos um projeto de 1º ciclo em Gestão e Sistema de Informação, que pretende desenvolver a área da Organizações, Gestão e Sistemas de Informação. Segundo o texto enviado, “por um lado, defende-se que os licenciados em Gestão e Sistemas de Informação obtenham uma base sólida em ciências sociais e teoria organizacional; por outro lado, assumindo-se a importância dos Sistemas e Tecnologias de Informação (STI) para as organizações, complementa-se a formação com um conhecimento no domínio das STI que lhes permita usar, gerir e implementar tais ferramentas para resolver problemas reais e/ou gerar novas oportunidades nas organizações”.

Apresentámos também um projeto de 2.º ciclo em Direito, aprofundando a área do Direito e Estudos de Jurisprudência. De acordo com o documento da proposta, “este ciclo oferece uma oportunidade inovadora e rara de estudar a aplicação do direito privado, nos tribunais. O estudante é forçado a refletir sobre a preparação geral que obteve na licenciatura, confrontando a doutrina jurídica com a sua aplicação real aos casos da vida".

Por último, propusemos um 2.º ciclo em Psicologia do Trabalho e das Organizações, no quadro da área do Desenvolvimento Pessoal e Social. Este ciclo pretende “privilegiar a via profissionalizante e o estágio como elemento de aprendizagem e de ligação a` comunidade local. (…) Demonstrar competências nos campos da intervenção pessoal, grupal e organizacional. Agir nos contextos culturais e na diversidade social e no género de forma a proporcionar bem-estar. Desenvolver sensibilidade para as questões de empregabilidade, desenvolvimento económico, inovação e empreendedorismo social. Considerar as necessidades e a especificidade dos recursos humanos em contexto organizacional de forma a promover a produtividade, a mudança, o empreendedorismo e a inovação”.

Guilherme de Oliveira
Reitor


Destaques

Assunção Cristas encerrará conferência sobre Arrendamento

No próximo dia 16 de novembro, a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, irá encerrar a conferência “As alterações ao regime do Arrendamento Urbano” que terá lugar na Aula Magna da Universidade, a partir das 9h30.

O evento pretende discutir e analisar juridicamente as alterações introduzidas ao regime do arrendamento urbano e contará com a participação de Luís Menezes Leitão, Presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, Fernando Gravato Morais, docente da Universidade do Minho, Guilherme Figueiredo, Presidente do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados, entre outros.

Manuela Maia Rebelo, responsável pela comissão científica da conferência, afirma que os principais desafios da iniciativa “colocam-se no âmbito dos contratos antigos, centrando-se na problemática da atualização das rendas e na limitação da duração dos respetivos contratos de arrendamento. Esperamos que a entrada em vigor do novo regime, com a simultânea aplicação do programa de “Mercado de Arrendamento Social”, consiga rentabilizar o património imobiliário, potenciar a reabilitação urbana, evitar o crescente número de imóveis devolutos, garantir os direitos dos senhorios (reféns de um regime fortemente penalizador) e proteger devidamente os arrendatários”.

A docente considera ainda que “a atual reforma de arrendamento urbano, decorrente do memorando de entendimento entre o Estado Português e a Troika, revela-se crucial e oportuna, embora pouco ambiciosa”. No seu entender, “urge dinamizar o mercado de arrendamento, revitalizar o mercado imobiliário, conservar e regenerar o parque imobiliário urbano e promover a mobilidade da população para potenciar o mercado de emprego”.

A docente espera que “a entrada em vigor da nova lei consiga cumprir a intenção do legislador, nomeadamente quanto aos arrendamentos antigos, e contribua significativamente para o equilíbrio das posições negociais entre senhorio e arrendatário, permitindo o livre funcionamento do mercado”.
 


Especialistas debatem os SI na estratégia de negócio

Jorge Santos Silva, vice presidente da Downstream Portfolio da Shell, e Bruno Padinha, ‘Partner’ da Critical Management Consulting, irão debater “Os Sistemas de Informação na estratégia de negócio” a 16 de novembro, às 18h30, no auditório 201.

O seminário será conduzido por Jorge Coelho, Presidente do Instituto Português de Business Process Management, sócio da Sis Consult e docente da Universidade Portucalense que explicou à “Comunica UPT” a importância dos Sistemas de Informação na gestão empresarial atual.

Comunica UPT: Como entende a pertinência do tema na atualidade empresarial e económica?

Jorge Coelho: Estamos no século XXI onde as Tecnologias de Informação (TI) estão presentes em todas as áreas da sociedade e, em particular, no setor económico. Todavia, aplicar as TI nas empresas não determina necessariamente um contributo significativo para o seu sucesso. É muito oportuno discutir as potencialidades dos Sistemas de Informação (SI) uma vez que podem desempenhar um papel importante na geração de novos negócios, quer no aumento da produtividade.

No seu entender, em época de crise, os (SI) podem influenciar o sucesso dos negócios?

Os SI têm vindo a evoluir de forma significativa, proporcionando técnicas, tecnologias e sistemas com muita potencialidade, existindo soluções muito económicas. Os SI permitem aumentar a rapidez de adaptação das empresas à evolução da conjuntura, seja pela inovação dos produtos, dos processos, do marketing ou da organização.

Neste seminário iremos ter um testemunho da Shell? De que forma este relato poderá ser interessante?

Sendo a Shell uma empresa de um dos sectores que mais tem apostado nas TI, será muito interessante conhecer as experiências, os resultados e as sugestões que nos trará.

Considera fundamental que os CEO’s das empresas tenham sensibilidade para estas temáticas? Porquê?

O CEO é quem tem o poder de decisão e de influência mais adequado para que a empresa possa tirar partido das TI. A experiência tem mostrado que os responsáveis das TI têm tido muita dificuldade em conseguir a adesão às suas propostas de aplicação e desenvolvimento dos SI e TI. As suas intervenções, apenas após as decisões do CEO e dos restantes diretores, podem ser tardias e traduzir-se em perda de oportunidade e, consequentemente, de competitividade. Em muitos casos, os interesses departamentais e a dificuldade de consensos não permitem apostas estratégicas neste domínio, cabendo ao CEO (Chief Executive Officer) um papel importante na clarificação da estratégia da empresa e na defesa das melhores soluções que viabilizem a sua implementação. É fundamental que o CEO perceba que o CIO (Chief Information Officer) deve ser um elemento privilegiado na equipa de gestão e alguém que deve garantir um olhar atento a todas as inovações tecnológicas e identificar o seu contributo para o sucesso da empresa.

A seu ver, quais as práticas de gestão que as empresas portuguesas devem mudar?

As empresas portuguesas são caracterizadas por um défice de gestão face às restantes empresas europeias, conforme os vários estudos têm mostrado. Felizmente, vão aumentando o número de exceções. É necessário que as empresas adotem modelos de gestão assentes na clarificação da sua estratégia de negócio em termos de objetivos, indicadores e metas, na implementação de sistemas de monitorização de desempenho organizacional e da estratégia, no alinhamento estratégico e integração das diferentes áreas. Assume também uma especial importância o desenho de estratégias organizacionais orientadas a processos e a sistemas que garantam o suporte efetivo de organizações que aprendem e com características que lhe conferem agilidade e adaptabilidade.

Como podem empresas, como a Critical, contribuir para uma alteração das estratégias empresariais aproveitando as potencialidades das Tecnologias de Informação?

A Critical é uma empresa de referência no seu setor e competitiva no mercado mundial. Tem vindo a adotar e a melhorar continuamente o seu modelo de gestão interno das TI, que deve ser considerado como um bom exemplo a seguir. Constitui também um caso de adaptação do negócio ao mercado e ao mercado global.
 


Praxe solidária liga Portucalense ao IPO

Na tarde chuvosa de 17 de outubro, os estudantes da Portucalense deram as mãos e fizeram um cordão humano que uniu a Universidade ao Instituto de Oncologia do Porto, com o objetivo de entregar material didático e pedagógico às crianças internadas.

Cerca de 200 objetos, entre marcadores, lápis, plasticina e jogos, foram oferecidos e, provavelmente, fazem já parte das atividades lúdicas dos mais pequenos.

Esta iniciativa integrou-se na “Praxe Solidária”, organizada pela Associação de Antigos Alunos da Universidade Portucalense, em colaboração com a UPT Social, a Associação de Estudantes e o Conselho de Veteranos.

Recorde-se que no ano letivo anterior, a praxe tinha já assumido um carácter solidário ao recolher 500 cobertores para a “Amigos da Rua – Associação de Solidariedade”, tendo contribuído para um inverno mais quente dos sem-abrigo da cidade do Porto.
 


Mouteira Guerreiro distinguido pelo CINDER

O docente José Mouteira Guerreiro participou e foi distinguido no XVIII Congresso Internacional de Direito Registral, em Amesterdão, “pela contribuição dada para o desenvolvimento do Centro Internacional de Direito Registral (CINDER). Nelly Calderón Navarro, ex Procuradora-Geral do Perú, e Léa Emília Braune Portugal, Registadora de Brasília, foram também reconhecidas.

Mouteira Guerreiro, docente da Universidade Portucalense desde 2007, é autor do livro “Temas de Registos e de Notariado”, tendo feito parte de comissões redatoras de conclusões e de vários estudos.

O CINDER fez 40 anos e, atualmente, integra cerca de 40 países membros. Os seus congressos apresentam sempre uma elevada participação, com uma média de 400 congressistas.
 





A Revisão do Código de Processo Civil em análise

O Departamento de Direito da Universidade Portucalense, em colaboração com o Centro de Estudos Judiciários, promoveu o Debate “A Revisão do Código de Processo Civil” que contou com a participação de juízes e de advogados.

A necessidade da procura da verdade material em processo civil, o facto de a forma não poder pôr em causa a marcha processual, a atribuição de um poder de gestão processual e a adequação formal acrescidos ao juiz, a inversão do contencioso e o processo especial para a tutela da personalidade, foram alguns dos temas que estiveram em discussão.

A comissão científica da conferência foi partilhada por Maria João Mimoso, coordenadora da licenciatura em Direito da UPT, e Elizabeth Fernandez, docente da Universidade do Minho e UPT, enquanto Carla Câmara, juíza de Direito, docente do CEJ e coordenadora da Jurisdição Civil, assumiu a comissão Executiva.

De destacar que a revisão do Processo Civil foi assumida pela Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, como “um dos três pilares da reforma global do sistema judiciário, a par da reforma do Mapa Judiciário e do Plano de Acão para a Justiça na Sociedade de Informação” e como “um novo e inovador paradigma de processo civil que permitirá uma justiça mais célere e mais eficiente”.
 


Arbitragem - “atual e útil alternativa”

A Arbitragem como combate à crise e a morosidade da Justiça foi o tema da Conferência Luso-Brasileira de Arbitragem, moderada pela docente Daniela Castilhos.

O juiz Nélson Moraes Rego, titular da Vara Especial de Combate à Violência Doméstica e Familiar de São Luíz, capital do estado de Maranhão, apresentou o “Sistema Integrado de Jurisdições, interação do Processo Civil com a Arbitragem no Direito Luso-Brasileiro”. Na sua comunicação, Nélson Moraes Rego privilegiou a abordagem histórica e os pontos de interseção do Processo Civil Jurisdicional com a Arbitragem, enfatizando “a prática da mediação e da arbitragem como atual e útil alternativa à solução de litígios na sociedade pós-moderna”.

O juiz e professor universitário Elder Lisboa Ferreira da Costa, Juiz de Direito do Poder Judiciário do Pará, considerou que “a justiça estatal está em franca crise por diversos fatores, entre eles, a morosidade”, sendo “a pedra de toque em toda a resolução da conflitualidade humana”. Em jeito de conclusão afirmou: “quem decide, pode errar; quem não decide, já errou”.

Já a docente da Universidade Portucalense Maria João Mimoso abordou o tema “O Princípio da colaboração/assistência dos tribunais judiciais durante iter arbitral”, relembrando as indicações do memorando da Troika sobre o tema, e destacou as novidades introduzidas pela nova Lei. Realçou ainda que “a arbitragem pode, em determinados momentos, parecer ser uma justiça mais cara; no entanto, a sua celeridade saí muito mais barata, quando analisado o binómio duração e preço, pois conseguimos ver os interesses juridicamente tutelados e inclusivamente chegar a uma solução”.
 


COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
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