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Artigos da Newsletter Institucional junho 2014

Nº36 – junho 2014
Destaques

“Aprender é essencial para decidir melhor”

Emídio Gomes, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, considera que “as Políticas Públicas serão mais exigentes no futuro”, no âmbito da conferência "Reforma do Estado/Poder Local: tensões e desafios" que assinalou o lançamento do MPA – Master in Public Administration, no último dia 13 de junho.

“Sou daqueles que acredita que a aprendizagem e a formação de topo é um processo contínuo que nunca termina e, por isso, esta formação dirigida aos responsáveis - e futuros responsáveis - da Administração Pública é essencial para prosseguir o objetivo do bem do país”, afirmou.

Para Emídio Gomes, “o que é válido para o privado é válido para o público”, o que significa que “tal como os empresários, os dirigentes da Administração Pública têm “a missão de voltar a devolver a liberdade de escolha” que é só possível “com o desenvolvimento do país. O desenvolvimento económico, trará a liberdade e a cidadania”.

O responsável lançou ainda o desafio aos mais de 150 dirigentes presentes na Aula Magna de “serem parceiros no desenvolvimento regional do país” e de apostarem na aprendizagem, porque “aprender é crucial para decidir melhor”.
 


“Portugal precisa de uma visão de longo prazo”

Silva Peneda, Presidente do Conselho Económico e Social, assume o papel de Presidente do Conselho Consultivo do MPA – Master in Public Administration e defendeu na Portucalense “o equilíbrio territorial do país”.

O economista considerou que Portugal precisa de "uma visão a médio prazo" para resolver "os problemas de investimento" e que “precisa, pelo menos, de uma década para um programa que persiga três objetivos: crescimento da economia, reforma do Estado e controlo das finanças públicas".

Durante a sua intervenção, Silva Peneda defendeu a descentralização de serviços de Lisboa. "Fecham-se as escolas porque não há alunos. Não há alunos porque não há famílias porque não há serviços. É um fatalismo. Acho que valia a pena pensar, mais uma vez numa perspetiva de médio prazo, em transferir serviços da Administração Pública que estão em Lisboa e espalhá-los por cidades do interior", referiu.

Este programa ao ser rotulado como "de desenvolvimento regional com uma componente de equilíbrio e coesão regional" poderia, aos olhos do responsável do CES, ser "até financiado pela União Europeia".

Na opinião do responsável do CES não faz sentido todas as administrações estarem concentradas em Lisboa, podendo algumas localizarem-se em cidades do Interior ou Litoral Norte "até como forma de incentivo".
 


Laborinho Lúcio desafia nova formação dos magistrados

Laborinho Lúcio celebrou o 25º aniversário do “Curso de Preparação para Admissão ao Centro de Estudos Judiciários (CEJ)” da Universidade Portucalense, no último dia 30 de maio, depois de ter “apadrinhado” a primeira edição em 1989, quando desempenhava a função de Presidente do CEJ.

Vinte e cinco anos depois, faz a avaliação – “é um curso de excelência”, desafiando-o a “ser promotor da mudança na construção da futura formação de magistrados”.

O antigo ministro da Justiça considerou que “a formação de magistrados deve estender o ensino do Direito ao estudo das neurociências, na medida em que contribui para a compreensão do Direito e do seu significado social".

Defendeu ainda a realização de uma prova propedêutica para aceder à magistratura. "É importante que quem ingresse na magistratura faça prova de que conhece a organização judiciária ou os valores constitucionais", realçou, acrescentando que "não se pode aceitar que jovens adultos decidam ser magistrados sem fazerem ideia do que isso é".

“É necessário olhar para o passado na perspetiva de futuro e, por isso, costumo dizer que tenho um futuro brilhante atrás de mim”, concluiu no final da sua intervenção.
 


Melhorar o futuro com a qualificação superior

Frederico Alves decidiu candidatar-se ao regime “Maiores de 23”, após uma ausência de nove anos no ensino. A licenciatura em Direito constituiu-se “o caminho e o objetivo a atingir” para conquistar oportunidades de trabalho que, no seu entender, não eram possíveis de ambicionar sem a formação.

“Passados três anos da conclusão da licenciatura em Direito não tenho dúvidas que sou uma pessoa diferente. O curso traduziu-se na aquisição de valências a vários níveis e matérias, não só jurídicas, que me permitem, hoje, abraçar um sem número de áreas profissionais”.

Frederico afirma que após o ingresso na UPT traçou três objetivos: “a conclusão da licenciatura e a prossecução dos estudos com o Mestrado e o Doutoramento; a obtenção da cédula profissional de Advogado; e o ingresso na Magistratura”.

Neste momento terminou o estágio na Ordem dos Advogados e aguarda os resultados da agregação. A curto prazo pretende concluir o Mestrado e dar o passo seguinte de tentar ingressar na Magistratura. “O Doutoramento é objetivo a longo prazo”.

Para quem está indeciso na inscrição no regime “Maiores de 23”, Frederico defende que não deve haver indecisão na “possibilidade de melhorar o futuro através da obtenção de uma qualificação superior e de um grau de conhecimento diferenciado. A obtenção de uma licenciatura é um marco dinamizador para um melhor futuro profissional e pessoal”.

“Em termos pessoais, posso afirmar que cada minuto de esforço na licenciatura foi e está a ser recompensado, e que há sempre lugar no mercado de trabalho para quem se empenha, se dedica e pretende ser sempre melhor. Cada um faz o seu curso e o seu futuro”.
 



Aposta no conhecimento para chegar ao topo

Para responder aos desafios da melhoria contínua de competências que hoje o mercado de trabalho global e competitivo exige, a Universidade Portucalense dispõe de uma ampla gama de cursos de Mestrado, Pós-Graduação e Formação Aplicada em diversas áreas de conhecimento - Direito, Gestão, Economia, Informática, Educação e Psicologia.

Vários estudos de empregabilidade de diplomados indicam que o investimento na formação continua a ser uma aposta ganha, na medida em que o desemprego desce para um terço quando se possuí mestrado e se regista uma rápida progressão na carreira.

“Calcula-se que a frequência de um mestrado em Portugal represente um ganho salarial de 300 mil euros ao longo da carreira profissional”, revela um estudo da Universidade Nova de Lisboa.

No próximo ano letivo, a UPT dispõe de 14 mestrados e de uma ampla oferta de formação não-conferente de grau, entre os quais se destacam o “MBA para Gestores de PME”, dirigido a executivos que atuam no tecido empresarial português dominado pelas Pequenas e Média Empresas, os “Short Master’s” em “Business Intelligence” e “Gestão de Sistemas de Informação” e um novo curso na área do negócio digital. Já na área do Direito, a aposta recai nas Pós-Graduações em “Direito e Gestão” e “Negócios e Internacionalização de PME” e em cursos de Formação Aplicada em “Insolvência e Recuperação de Empresas”, “Direito do Trabalho”, “Direito da Propriedade Industrial” e “Direito da Concorrência”.
 


Melhorar as competências da Administração Pública

A partir de outubro, a Universidade Portucalense estreia o “Master in Public Administration”, uma formação dirigida a profissionais da Administração Pública central, regional e local.

José Manuel Moreira, coordenador científico do “Master”, refere que se pretende “contribuir para uma melhoria das competências dos quadros da Administração Pública, da qualidade das políticas públicas e para a afirmação do conjunto das áreas de influência regionais e nacionais associadas ao Grande Porto”.

“Consideramos que a Administração Pública enfrenta o desafio de introduzir novos métodos de gestão e de libertar as autoridades públicas para funções de supervisão e controlo e achamos que podemos ter um papel a desenvolver na alteração destas exigências, daí a Universidade ter tido a vontade de aumentar a sua oferta formativa com este curso inovador”, explica o coordenador do curso.
 


AEUPT lança “Maratona da Solidariedade”

A Associação de Estudantes da Universidade Portucalense (AEUPT) está a desenvolver uma “Maratona de Solidariedade”, durante os meses de junho e julho. O Presidente Miguel Marinho explicou porque é importante ajudar.

Comunica UPT: Em que contexto nasce a “Maratona da Solidariedade”?
A “Maratona da Solidariedade” pretende desenvolver laços institucionais que reforcem a nossa capacidade produtiva e humana, com a expectativa de adquirir uma experiência de contributo solidário e auxiliar ao próximo. Temos uma colega voluntária no IPO (Instituto Português de Oncologia) que já nos tinha alertado para esta necessidade. Recentemente, surgiu um pedido de ajuda solidário " Uma Casa para a Rita" que decidimos abraçar.

Quantas pessoas estão envolvidas nesta iniciativa?
Nesta iniciativa temos envolvidos diretamente todos os alunos pertencentes à Associação de Estudantes e estamos a trabalhar diretamente com a Tuna Académica, Tuna Feminina, Elsa e os núcleos de estudantes de Psicologia e Turismo, mas gostaríamos de contar com o apoio de novos voluntários que participam ativamente nas causas que decidimos abraçar.

Quais as motivações da escolha das três “causas” - Pata Vermelha", " Uma Casa para a Rita" e a "Associação Nacional de Ajuda aos Pobres"?
A "Pata Vermelha" foi indicada por um colega que conhece as suas carências e propôs o nosso envolvimento. "Uma Casa para a Rita" desenvolveu-se devido ao pedido de ajuda por parte da mãe desta menina e depois de conhecermos a história era impossível não tentarmos arranjar meios para apoiar de alguma maneira esta família. Os portadores de paralisia cerebral necessitam de várias adaptações para enfrentar, de uma maneira mais tranquila, o seu quotidiano, por isso queremos, pelo menos, conseguir ajudar a Rita a ter melhores condições de vida. Já a Associação Nacional de Ajuda aos Pobres, é um projeto que temo vindo a desenvolver há algum tempo.

Porque devem os “portucalenses” apoiar estas iniciativas?
Acreditamos que devemos apoiar estas iniciativas, porque dar um pouco do nosso contributo para vivermos num mundo melhor parece-nos importante. Para além disso, pensamos que pode existir um elevado grau de motivação ao vivenciar novas experiências, um impulso, uma motivação, uma predisposição intrínseca para desenvolvermos uma vertente mais humana.
 


Portucalense é campeão mundial de Jiu-Jitsu

Guilherme Jardim, estudante da licenciatura em Gestão, sagrou-se este mês campeão mundial de Jiu-Jitsu, na categoria adulto de faixa branca, na Califórnia, Estados Unidos. Treina em Matosinhos, de segunda a sábado, com duas a três sessões diárias.

A modalidade mudou-lhe a vida, hoje mais saudável, mas a atração pelo Jiu-Jitsu não foi imediata. No ginásio sentava-se num banco a ver os treinos, até que um dia, Manoel Neto, atual mestre, lhe diz "todos os dias estás aqui a ver os treinos. Se não vieres treinar na quarta-feira, és expulso do ginásio”. Seria esse “o” momento.

Guilherme explica que a modalidade “é conhecida como a arte suave que qualquer pessoa pode fazer, desde criança até idoso, homem ou mulher. É uma arte suave porque foi feita para não se usar força, apenas usar as alavancas que o corpo tem para finalizar o adversário”.

Para chegar ao topo foram necessários “muitos sacrifícios – passo menos tempo em casa e com os amigos, não há saídas à noite. A vida é muito regrada, mas no final compensa. Quando os resultados são bons compensa muito”.

Hoje, trabalha para “chegar à faixa preta” - a primeira faixa dos adultos e ser campeão mundial, conciliando com os estudos que pretende concluir com uma “boa média”.
 


“TI são uma aposta com probabilidade de sucesso”

A “Comunica UPT” falou com um Inspetor de Finanças que exerce, atualmente, o cargo de Chefe de Equipa na área de “Controlo de Tecnologias e Sistemas de Informação” da Inspeção Geral de Finanças. Chama-se José António Oliveira e é licenciado em Informática de Gestão na Portucalense.

Comunica UPT: Quais as motivações que o levaram a estudar na Portucalense?
A qualidade do ensino da Portucalense, a qualidade do curso de Informática de Gestão da Portucalense e o nível de empregabilidade do curso.

Na altura sonhava com uma profissão em particular? Qual e porquê?
Na altura não tinha em perspetiva uma profissão específica. Contudo, como pretendia trabalhar na área de Informática/Sistemas de Informação, escolhi o curso de informática de gestão porque me pareceu ter as características necessárias para ter sucesso no mercado de trabalho e porque era um curso mais ligado ao ambiente empresarial, devido à componente de Gestão.

Quais as principais recordações que guarda deste período?
As noites passadas na universidade a estudar ou a fazer trabalhos em conjunto com os meus colegas de curso. Foram noites de grande camaradagem e entreajuda, bem como de algum divertimento.

Consegue caracterizar este ciclo da sua vida em poucas palavras?
Um ciclo muito exigente mas, pessoalmente, muito compensador.

Quais foram os principais ensinamentos que o curso lhe deu?
Para além de toda a base teórica, que, apesar da constante evolução nas tecnologias de informação, ainda hoje é muito útil, foi a capacidade de investigar e de aprender e aplicar coisas novas.

Após a licenciatura, como decorreu o seu percurso profissional? Na conjuntura da altura não era fácil um recém-licenciado encontrar emprego. Contudo, ao fim de algum tempo e depois de ter feito um conjunto de provas de conhecimento bastante exigentes, entrei para a Inspeção-Geral de Finanças como Inspetor de Finanças, tendo progredido na carreira, ocupando hoje o cargo de chefe de equipa, com a responsabilidade de coordenar o trabalho das equipas de Auditoria a Sistemas de Informação. Foi um percurso exigente mas, pessoalmente, bastante recompensador.

Houve algum momento ou pessoa que o marcou em particular, quando entrou no mercado de trabalho? Se sim, poderá detalhar
O momento mais marcante aconteceu quando, pouco tempo depois de ter iniciado a carreira de Inspetor de Finanças, realizei a primeira auditoria a um Sistema de Informação. Nesse momento apercebi-me do nível de conhecimento e profissionalismo que é exigido nessa atividade.

No seu entender, o seu sucesso profissional fica a dever-se a...
A uma excelente base de conhecimento adquirido na licenciatura e no mestrado e também à capacidade e vontade de aprender e de acompanhar a evolução que se tem verificado nas Tecnologias de Informação, de forma a poder enfrentar os desafios que se têm colocado à auditoria, nomeadamente ao nível da segurança dos Sistemas de Informação.

Quais são os seus objetivos profissionais a curto e médio prazo?
Continuar a aprofundar os meus conhecimentos em segurança de Tecnologias e Sistemas de Informação e avançar para a certificação de “hacker ético”.

Quais as características que considera essenciais para vencer no atual mercado de trabalho competitivo e global?
Ter um bom curso superior, ter vontade de aprender e de se manter atualizado e a capacidade de aplicar o que aprendeu.

Como encara a saída de profissionais de elevado potencial pelo facto de não terem oportunidades de trabalho em Portugal?
Acho que é um movimento natural, nomeadamente no contexto da União Europeia. Os profissionais com potencial tendem a procurar as melhores condições para trabalhar e estas têm surgido tanto em outros países europeus como em países de outros continentes. É evidente que a saída de profissionais empobrece e diminui a competitividade do país. A conjuntura atual não ajuda, mas Portugal tem de mudar de paradigma e tornar-se competitivo ao nível do mercado de trabalho para conseguir manter os profissionais nacionais de elevado potencial e captar os profissionais de outros países.

No atual contexto de crise que afeta, em particular, o mercado de trabalho jovem, em que domínios devem investir os estudantes e recém-licenciados?
Pessoalmente, acho que a área das Tecnologias de Informação é uma aposta com forte probabilidade de sucesso no mercado de trabalho. Contudo, considero que devemos investir em domínios para os quais temos apetências, de que gostemos e que nos desafiem. De outra forma estamos a investir em algo que não nos é apelativo e que é forçado por uma conjuntura e que abandonaremos na primeira oportunidade, não permitindo atingir a excelência.

Quais os principais conselhos que daria a um recém-licenciado e a um profissional no ativo que procuram ser recrutados?
Elaborar um bom “Curriculum Vitae”, não desistir de procurar um trabalho que entusiasme e considerar procurar fora de Portugal.
 



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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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