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Artigos da Newsletter Institucional outubro 2012

Nº17 – outubro 2012
Linhas de Rumo

Novos alunos e Acolhimento

É digno de nota o facto de se terem candidatado à UPT mais alunos do que no ano anterior. Sabendo das dificuldades económicas das famílias, e considerando que as universidades privadas tiveram globalmente menos candidatos, o resultado da UPT mostra uma grande confiança na nossa escola.

Encontramo-nos numa fase ascendente de organização e de afirmação pública.

Foi para esses alunos que, no dia 17, se organizou a “sessão de acolhimento”.

A vida dos novos alunos na universidade começa, de facto, com esta sessão; mas nós temos a obrigação de prolongar o “acolhimento” durante todo o tempo que o estudante ficar connosco. Provavelmente durante três anos, no mínimo, temos a oportunidade preciosa de conhecer as suas aspirações, desenvolver a sua personalidade, contribuir para que ele seja um sujeito autónomo, ao mesmo tempo que promovemos a sua formação técnica. O estudante que sai da nossa escola tem de ser diferente, e melhor, do que aquele que entrou; a universidade tem produzir diferenças em cada pessoa como um todo.

Porém, se nós sentimos esta responsabilidade, também exigimos de cada estudante que leve a sério a sua formação e que se comporte como o adulto que é. Recomendo, pois, que cada um leia o Regulamento de Direitos e Deveres do estudante. Segundo este documento, o estudante é titular de vários direitos que a universidade tem de respeitar; mas o estudante também é sujeito de deveres que tem de cumprir. Se repararem bem, os deveres que o Regulamento impõe incluem o compromisso de contribuir para o progresso da escola através da formulação de críticas e da apresentação de sugestões de melhoria. A primeira função da universidade é a de desenvolver o pensamento crítico; ao fazê-lo, está a promover a cidadania dos seus alunos e a acrescentar valor para a sociedade.

Guilherme de Oliveira
Reitor


Destaques

“É preciso ter um sentido de autoexigência”

A um mês de abrir a 24ª edição do Curso de Preparação para o Exame de Admissão ao Centro de Estudos Judiciários (CEJ) - as candidaturas decorrem até 24 de outubro -, a “Comunica UPT” falou com um dos seus fundadores e atual coordenador, Gil Moreira dos Santos.

De norte a sul do País, dos Açores à Madeira, mais de 3000 candidatos à magistratura passaram pela formação idealizada por Gil Moreira dos Santos e pelos seus colegas Fernando Matos – a ‘alma mater’, como refere – e Montalvão Machado.

O curso integra um conjunto de ciclos de conferências e de palestras que visa preparar os candidatos para o exame de acesso ao CEJ, através da atualização e renovação de conhecimentos, com ênfase na aplicação prática do Direito, em especial, com recurso à análise e crítica da jurisprudência. Em mais de uma década de vida, a formação foi acompanhada por uma sucessão natural de docentes que afirmou a condição de símbolo de exigência e de afirmação da Universidade.

Gil Moreira dos Santos está na Universidade Portucalense, desde o primeiro dia do curso. Hoje, não sabe se o Processo de Bolonha “é uma ideia feliz”, mas o seu diagnóstico é incisivo: “não existe o hábito de ler, nem motivação para a leitura; não há uma capacidade reflexiva sobre os textos e de relacionamento de conhecimentos”. Para si “o insucesso na matemática deve-se ao fato de não se saber ler, à dificuldade em identificar os termos do problema e à incapacidade de ir ao cerne da questão”.

Recorda Marcelo Caetano, seu professor, pela “capacidade expositiva que prendia os alunos e do esforço sério de sedimentação de conceitos”. Licenciou-se há 50 anos em Direito na Universidade Clássica de Lisboa, esteve 15 anos na magistratura e leva 35 anos na advocacia. Esteve na magistratura judicial e soube que “julgar no campo e na cidade não são a mesma coisa” e que “na base da aplicação das penas deve estar o sentido de se fazer justiça e não somente a aplicação da lei”. Entendeu que um magistrado deve ser alguém “bem preparado para a prática da jurisprudência, sério e aberto ao mundo; não se tratando de um emprego ou de uma função mas, sim, de um serviço”.

Em 1975, por razões políticas, “enterrou voluntariamente o sonho de criança de ser juiz” e estreou-se na advocacia no escritório do advogado Mário Graça Moura. Hoje é sócio da sociedade de advogados Gil Moreira dos Santos, Caldeira e Cernadas & Associados.

Gosta de poesia, uma paixão que levou o jornal “Público” a convidá-lo a integrar a coleção “Os Poemas da Minha Vida”, editada pelo diário. Assume-se como um “lírico” que admira Eugénio de Andrade e Vasco Graça Moura, “duas das figuras maiores da poesia portuguesa”. Hoje, e talvez como nunca, Gil Moreira dos Santos defende que se impõe “um sentido de autoexigência”.
 


Portucalense cresce em tempos de crise

Numa época em que a crise económica e o abandono escolar ensombram o ensino, em particular o Superior, em Portugal, a Universidade Portucalense viu crescer o número de candidatos, de forma significativa, revelando assim um crescimento em contraciclo.

Para o presidente da cooperativa, Armando Jorge Carvalho, o aumento de número de ingressos é o resultado de um trabalho prévio, estando a Universidade a “colher os frutos de um conjunto de medidas anticrise elaborado para combater as crescentes dificuldades de muitos estudantes face às despesas decorrentes dos estudos”.

Recorde-se que a UPT implementou as “bolsas de prestação de serviço” que permitem a alguns estudantes com dificuldades prestarem um serviço no bar, na cantina, nas secretarias ou na biblioteca da Universidade, beneficiando de uma redução no valor da propina.

A par desta medida, foi também a primeira universidade em Portugal a introduzir, para os alunos, um seguro que garante o pagamento de propinas em situações de desemprego de longa duração, incapacidade temporária, invalidez ou morte do encarregado de educação. Uma iniciativa que já permitiu a mais de 25 estudantes o não abandono dos estudos.

Para premiar o mérito, a UPT atribui ainda “bolsas de qualidade” aos alunos que vêm do ensino secundário com uma média não inferior a 16 valores.

Neste momento, Gestão, Direito e Psicologia encabeçam a lista das licenciaturas mais procuradas.
 


Marinho Pinho debate a justiça em Portugal

O Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, esteve na Portucalense, no último dia 27 de setembro, a analisar o estado da Justiça em Portugal a convite da Associação de Estudantes.

Guilherme de Oliveira, reitor da Portucalense, conhece Marinho Pinto há 41 anos, desde que foi seu professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Na abertura da conferência disse que “ambos cresceram numa cultura académica de luta por ideais”, em que “a verdade era mais forte do que as algemas”.

Quatro décadas depois fica “contente” por constatar que Marinho Pinto conserva ainda esses valores e que o próprio Bastonário confirma, mais à frente na sua intervenção, embora admitindo que “as ilusões se desvaneceram ao longo dos 30 anos de advocacia”.

Crítico em relação à magistratura portuguesa, Marinho Pinto identificou como problemas da justiça a “promiscuidade entre julgador e acusador, não havendo uma garantia de distanciamento” e “a juventude dos juízes – com 26, 27 ou 30 anos dificilmente se pode ser um bom juiz, porque a sensibilidade para compreender o género humano adquire-se ao longo dos anos”. Defendeu ainda que “não há uma efetiva igualdade de armas no Processo Penal”, estando este “inquinado” pela “acusação estar numa posição favorável”.

Acusou ainda os magistrados de “irresponsabilidade”, quando “os mesmos tribunais com os mesmos factos e as mesmas provas apresentam interpretações diferentes”, conduzindo, a seu ver, a uma “descrença na justiça e no poder judicial”.

Não tem dúvidas que a descredibilização da jurisprudência começa no seu interior e quando “o valor da confiança falha, falha um dos valores fundamentais de qualquer Estado de Direito”.

Para Marinho Pinto, a “paz, a tranquilidade e a segurança” devem ser os objetivos da Justiça, o que nem sempre é possível pelo fato de a “justiça nos tribunais se ter tornado num totoloto”, em que “prevalece não a certeza jurídica da lei mas o arbítrio individual do magistrado”. Neste sentido, assevera que “as pessoas não estão na mão da lei, mas na vontade do julgador”.

Apesar de crítico, o Bastonário da Ordem dos Advogados continua a acreditar que a deontologia é a essência da profissão, apelando aos estudantes que estejam “atentos e nunca reneguem os ideais”.
 


O privilégio de acolher quem chega pela primeira vez

A Aula Magna da Universidade Portucalense encheu, no último dia 17 de setembro, para receber oficialmente os novos estudantes e as suas famílias, numa cerimónia que contou com a presença da direção, reitoria, órgãos académicos e associações estudantis.

O presidente da cooperativa, Armando Jorge Carvalho apresentou aquele momento como “o primeiro passo para uma integração rápida e de um período de vida que será recordado com saudade”, falando ainda do “permanente desafio” de afirmação da universidade e da convicção que a preferência dos alunos será compensada pela qualidade do corpo docente.

O reitor Guilherme de Oliveira referiu que “é um privilégio receber e acolher novos alunos”, algo que a universidade “tem dado muita atenção ao longo dos anos”. Para Guilherme de Oliveira, a Portucalense será responsável, nos próximos três anos, não só por ensinar, mas também por formar cidadãos responsáveis: “para além da formação técnica, iremos ajudar a saber pensar e a resolver problemas ao longo da vida”.

Na sessão de boas-vindas foram também atribuídas “bolsas de qualidade” aos novos alunos da UPT que concluíram o ensino secundário com uma média igual ou superior a 16 valores e o prémio da “XZ Consultores” que premeia anualmente o (a) melhor aluno (a) a um conjunto de unidades curriculares da licenciatura de Economia ou Gestão, cuja vencedora foi Ana Luisa Oliveira, estudante do 3º da licenciatura em Gestão.

Destacaram-se como momentos altos da cerimónia a apresentação, em primeira mão, do vídeo institucional da Universidade (poderá visualizar aqui) e as atuações das tunas académica e feminina da Universidade Portucalense.
 


José Manuel Tedim é o novo Provedor do Estudante

José Manuel Tedim é o novo Provedor do Estudante, sucedendo a António Oliveira na “missão de defender e promover os direitos e deveres dos estudantes da Universidade Portucalense em todas as situações da sua vida universitária”.

A “consensualidade”, o “empenho” e o “entusiasmo”, algumas características da sua personalidade fazem com que se constitua o mediador por excelência entre estudantes e a Universidade, numa função que exige diálogo, recomendação e aconselhamento.

José Manuel Tedim está na UPT desde a sua fundação, em 1986. Durante este período foi responsável pela criação de novas áreas científicas, nomeadamente a Conservação e Restauro do Património, secretário-geral da Universidade, entre 2000 e 2004, e vice-reitor de 2006 até junho deste ano.

É doutorado em História na Universidade Portucalense e Investigador no Centro de História da Sociedade e da Cultura, sendo um dos mais proeminentes estudiosos da História da Arte Portuguesa, nomeadamente da Arte Barroca, em Portugal, durante o reinado de D. João V (1705-1750).
 


Já abriu o novo restaurante pedagógico da UPT

Abriu recentemente o primeiro restaurante pedagógico da Universidade Portucalense, com o objetivo principal de proporcionar um espaço de formação prática, onde os estudantes possam adquirir competências essenciais para a sua carreira profissional. No futuro promete ser o palco de diversas iniciativas em torno da gastronomia.

Kevin Hemsworth, coordenador da licenciatura em Gestão - ramo de Gestão Hoteleira, apresenta o projeto como “uma unidade curricular prática que obriga os alunos a colocar em prática os conceitos e metodologias de trabalho que tiveram na sua formação teórica” e explica: “para gerir pessoas e unidades de negócio com a especificidade da hotelaria, restauração e hospitalidade em geral, é necessária a aprendizagem de técnicas e de organização apropriadas para criar negócios de sucesso, portanto, os objetivos são aprender, aplicar, gerir e aprender”.

Kevin acredita no “elevado potencial” do projeto que, a seu ver, pode ser rentabilizado, nomeadamente ao nível de ações de formação profissional, a par da licenciatura.

No total estão envolvidos no restaurante pedagógico cerca de 65 alunos e quatro docentes e formadores que planeiam o serviço e os menus, gerem a logística e transmitem o conhecimento teórico-prático aos estudantes.

Em breve será lançado um concurso na Universidade Portucalense que procurará propostas de nomes para este espaço.
 


36 alunos de Erasmus de 11 países

Este ano letivo, a UPT recebeu 36 novos estudantes, no âmbito do programa europeu de mobilidade ERASMUS, oriundos de 11 países, nomeadamente Bulgária, Eslovénia, Espanha, Estónia, Hungria, Itália, Letónia, Lituânia, Polónia, Turquia e Brasil, e que se dividiram entre as licenciaturas em Gestão e Direito.

Susana Correia da Silva do Gabinete de Relações Internacionais e responsável pelos alunos estrangeiros que escolhem a UPT para estudar diz-nos que alguns já perguntaram se podem prolongar a estadia de seis meses para um ano. Uma situação que se repete anualmente e que, no seu entender, se deve a “amabilidade dos docentes e a proximidade estabelecida com os colegas e colaboradores”.

Atualmente, a UPT dispõe de nove ‘buddies’ – alunos da Universidade que se disponibilizam a integrar os colegas estrangeiros, facilitando a sua interação com a comunidade académica e a a cidade. “Cinco deles já estivem em Erasmus e, por isso, creio que o que os moveu foi já terem sentido na pele a importância de terem um ‘buddy’ quando se chega a um país estrangeiro”, indica Susana Correia da Silva.

A responsável sugere que os grupos académicos, como o Coro, as Tunas, promovam um “Dia Aberto” que permita aos colegas de Erasmus assistir ao ensaio e integrar-se.
 


Percurso

A Enfermeira que desafia a Gestão

 Ana Luisa Oliveira, vencedora do prémio XZ Consultores deste ano, concluiu o segundo ano do curso de Gestão com uma média final de 17,1 valores. Licenciada em Enfermagem, escolheu a Portucalense há dois anos para adquirir conhecimentos na área da gestão de cuidados de saúde.

O seu sucesso académico não tem segredos: “se gostamos do que estudamos e se profissionalmente gostamos do que fazemos daremos sempre o nosso melhor”. Acredita que o seu desempenho mais do que o resultado das horas de estudo, deriva de “hábitos de estudo adquiridos durante a licenciatura anterior e da exigência da vida profissional”.

Considera que “a assiduidade e a participação nas aulas são mais importantes para o desenvolvimento de competências do que o estudo em casa”. Não tem uma rotina, mas “semanalmente revê as matérias lecionadas” e reflete no caminho até a casa os temas abordados nas unidades curriculares.

Conquistou o Prémio XZ Consultores, mas não era um objetivo pré-determinado, uma vez que trabalhou sempre orientada por uma crença: “uma boa média, associada a um bom desempenho académico, tem uma influência nas oportunidades do mercado de trabalho”.

No atual contexto económico e social, considera que a “gestão deve ter tanto de humano como de números, porque é apostando na vertente humana e relacional que se obtêm melhores resultados, sendo o principal desafio gerir recursos mais escassos para necessidades mais avultadas, num quadro em que as exigências são maiores”.

Após a licenciatura planeia fazer uma Pós-Graduação ou um Mestrado em Gestão de Saúde e ambiciona trabalhar na área da Gestão da Saúde, em investigação ou administração de serviços de saúde. Atualmente, é enfermeira na Unidade de Saúde Familiar Monte Crasto, em Gondomar.

Nos poucos tempos livres que tem lê, viaja, ouve música e pratica desporto. Inspira-se em “alguns professores com carreiras profissionais brilhantes, que motivam e inspiram a tentar chegar mais longe, e em colegas de curso, pelo empenho e companheirismo partilhados que facilitam o cumprimento dos objetivos”.
 


COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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