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Artigos da Newsletter Institucional março 2014

Nº33 – março 2014
Destaques

“O saber ocupa lugar e vê-se”

“A Universidade foi instituída como um modo de preparação para a vida. É a casa do saber, onde os alunos desenvolvem a sua inteligência, mas mais do que uma escola de aprendizagem de uma profissão, é um sítio de cultura e de valores”, afirmou Carlos Fiolhais para uma plateia de estudantes e docentes.

O Professor Catedrático do Departamento de Física da Universidade de Coimbra, esteve na UPT a convite do Conselho Pedagógico a falar do ensino e da aprendizagem na Universidade.

“Hoje, os professores têm de aprender continuamente para poderem ensinar. Hoje, as melhores universidades são aquelas em que os professores não só mais sabem, como são os que mais aprendem”.

Associando o ensino superior a uma “experiência de vida”, Carlos Fiolhais partilhou: “sem os nove anos em que estudei e pratiquei na Universidade (em Coimbra e em Main, na Alemanha, onde se doutorou) não poderia fazer o que hoje faço. Por isso, não desperdicem aqui um minuto, porque vão precisar de todos os minutos em que cá estiveram”, aludindo aos estudantes presentes.

Para o diretor do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, o conhecimento é a palavra-chave. “O saber ocupa lugar e vê-se e tão importante como aprender é ficar a saber como se pode aprender mais”.

Em jeito de conclusão, Fiolhais falou da necessidade de investigar, ou seja, de “seguir as pistas”…
 


Antecipar o contacto com as empresas é crucial

Durante dois dias, 124 participantes, 84 empresas e 21 horas de formação fizeram do “Pitch Bootcamp Porto” um sucesso. Esta foi a 13ª edição da iniciativa da “Spark Agency” que já reuniu mais de 1200 jovens, 400 empresas e criou 180 postos de trabalho. Em abril, o evento volta à Portucalense nos dias 11 e 12.

O primeiro dia foi dedicado à criação de uma proposta de valor, a identificação de competências técnicas e transversais, à comunicação - “curriculum vitae”, “emails” de apresentação ou perfil no “Linkedin” - e à segmentação de mercado e identificação de clientes.

No segundo dia, os candidatos apresentaram as suas propostas de valor, em 10 minutos, a um painel de quatro empresas, resultando na avaliação profissional com conselhos para o futuro para cada um dos participantes e na oferta de propostas de estágios ou emprego.

Em declarações à “Comunica UPT”, Miguel Gonçalves explicou que esta ação procura fundamentalmente sensibilizar os jovens para a sua “proposta de valor, ou seja, para o que cada um pode oferecer a uma organização”, uma vez que “o cliente compra um resultado que essa função produz”. Enfatiza: “a empresa não compra licenciaturas, compra resultados. A proposta deverá ser em função do que o cliente compra, pelo que é necessário alinhar os objetivos”.

“Profissionalismo e rigor”, “trabalho com brio”, “persistência”, “compromisso” e “ousadia” são, no seu entender, essenciais para se conquistar um lugar no mercado de trabalho.

Defende ainda que os estudantes devem antecipar o contacto com as empresas e a identificação dos potenciais empregadores e clientes. “É importante que capitalizem o logótipo da Universidade, porque as empresas gostam de estar em contacto com os estudantes”.
 


20 empresas recrutaram na UPT

O “Tratado para o Futuro”, organizado pelo Gabinete de Apoio ao Aluno e a C&M UPT Junior Consulting, trouxe à UPT 20 empresas e o “Road-Show” de Empreendedorismo da ANJE. A sessão de abertura contou com a participação de Manuel Barros, Diretor Regional do norte do Instituto Português do Desporto e Juventude.

“A iniciativa teve como objetivo a aproximação dos alunos ao mercado de trabalho, principalmente, para os finalistas, no sentido de perceberem melhor o mercado de recrutamento. Consideramos que a visão das empresas é fundamental para que os alunos possam definir uma estratégia de carreira profissional”, explicou João Silva da C&M, empresa júnior da UPT.

As empresas presentes integravam diferentes áreas de estudo da Universidade - Informática, Economia, Gestão, Direito, Gestão Hoteleira e Turismo. Entre os potenciais recrutadores estiveram empresas como a Teleperformance, Hotel Yeatman, DevScope, ActivoBank, IPDJ, Ábaco, Google, itSector, Talents 4 Cruising, Anje, Indra, Cidade das Profissões, GrupoPestana, Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão & Associados, GFC&A e GMSCC.

“Esta é uma das formas dos alunos começarem a ter contacto com a realidade empresarial, apresentarem os seu CV`s, realizarem entrevistas, começarem a construir a sua rede de contactos e também ouvirem os temas da atualidade trazidos pelos oradores”, indicou Sofia Andrade, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Aluno.
 


“Open lectures” nas áreas da Banca e Seguros

O Departamento de Direito está a organizar um conjunto de “Open Lectures”, no âmbito da Banca, Seguros e Bolsa com oradores provenientes de empresas. A primeira iniciativa denominada por “Operações de Crédito” aconteceu no início do mês e teve Gisela Carneiro e Sara Silvério do Barclays Bank como oradoras.

Os próximos temas são: “Direito à informação do consumidor" com Marcelino Abreu, Advogado (21 de março); “O seguro automóvel e a sua evolução até aos dias de hoje" com Fernando Marques da Axa Seguros (28 de março) ; “Especulação de preços” com Marcelino Abreu, Advogado (4 de abril); “Locação financeira” com Isabel Porto, Montepio Crédito (11 de abril) e “Derivados financeiros: Swaps” com Pedro Marinho Falcão e Eduardo Campos, Advogados (5 de maio).
 


UPT integra redes europeias de investigação

Os docentes do Departamento de Direito e investigadores do Instituto Jurídico Portucalense Manuela Magalhães, Maria João Mimoso e José Caramelo Gomes foram nomeados para os “Management Committees” de três redes europeias de investigação, criadas e financiadas pela União Europeia, para os próximos quatro anos.

Manuela Magalhães integra a rede de investigação “International Law between Constitutionalisation and Fragmentation: the role of law in the post-national constellation” que terá um impacto financeiro de 64 milhões de euros.

Maria João Mimoso está associada à rede de investigação “Intergenerational Family Solidarity across Europe” que conta com um investimento de 80 milhões de euros.

José Caramelo Gomes pertencerá à rede de investigação “New Materialism: Networking European Scholarship on 'How Matter Comes to Matter” que envolverá um orçamento de 60 milhões de euros.”
 


O novo paradigma das partilhas judiciais

O novo regime jurídico do processo de inventário, que entrou em vigor a 2 de setembro do ano passado, e coloca os notários na linha da frente na resolução dos problemas originados pelas partilhas, esteve em debate na UPT.

Reunir os atores deste processo para, em conjunto, discutirem e percecionarem as diferenças com o anterior regime e analisarem o seu real alcance jurídico, foi o mote desta conferência que juntou 148 participantes, entre os quais advogados, notários, solicitadores, agentes de execução, investigadores criminais, empregados forenses, juristas e estudantes e docentes da área de Direito.

“Era espectável que, se todos os profissionais do Direito trabalharam durante anos com um regime processual de inventário em que a figura principal era o tribunal, uma mudança tão radical em que a figura central passa agora para os Cartórios Notariais, fosse necessário debater a aplicação do novo Regime Jurídico do Processo de Inventário. Creio que foi frutífero para todos aqueles que têm agora que trabalhar com um novo paradigma na tramitação dos processos que pretende fazer uma justiça mais célere nas partilhas judiciais”, explica Carlos Rodrigues, docente da Universidade Portucalense.
 


Prémio de Programação UPT 2014

Pelo 11º ano consecutivo, a UPT organizará o Prémio de Programação uma competição dirigida a estudantes do ensino secundário, no próximo dia 14 de maio. Na edição passada o vencedor foi o Colégio Internato dos Carvalhos com a dupla Bruno Alves e João dos Santos.

A competição é dirigidas aos alunos do 10º, 11º e 12º anos e tem como objetivo despertar e aumentar o interesse dos jovens pela área da Programação e fomentar a capacidade de resolução de problemas computacionais. As inscrições estão abertas até 1 de abril e podem ser efetuadas no site www.upt.pt.
 


Ciclo de Workshops de apoio ao aluno

O Gabinete de Apoio ao Aluno está a desenvolver um Ciclo de Workshops, com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal dos estudantes, estimulando e aumentando as suas competências pessoais.

As sessões irão decorrer entre as 14h e as 16h na sala 313, no piso 3. As inscrições podem ser efetuadas até às 12h do dia anterior ao workshop através do email gaa@upt.pt.

Calendário

24 de março – Ansiedade e Avaliações
1 de abril - Gestão de Tempo
10 de abril - Técnicas de Comunicação Oral
20 de maio - Carta de Apresentação e Curriculum Vitae
27 de maio - Entrevista
 


Felicidade aumenta a produtividade

A felicidade organizacional é sinónimo de produtividade, sucesso a longo prazo, diferenciação e conduz à liderança na área de atividade, são as principais conclusões do estudo “Poder económico da felicidade organizacional” de Mário Andrade, mestre em Gestão pela UPT.

A investigação foi orientada por Gabriel Leite Mota, o primeiro doutorado em Economia da Felicidade, e analisou três casos de sucesso de empresas portuguesas: a Delta Cafés, a Bruno Janz e a Novabase.

“A construção da ‘felicidade organizacional’ é um processo temporal, normalmente de médio ou mesmo de longo prazo, que gera vantagens competitivas ao nível da produtividade e motivação, da criatividade, da inovação, da satisfação, da flexibilidade, do reduzido absentismo, da baixa rotatividade dos recursos humanos, da fixação de valores, da crescente notoriedade e confiança na marca, do sentido de pertença e do compromisso com a empresa”, afirma Mário Andrade, autor do estudo.

“Foi detetado através do estudo que as empresas Bruno Janz e Delta Cafés praticam uma ‘felicidade organizacional’ intrínseca, ou seja, que resulta de um genuíno cariz humanista que remonta às suas origens, encontrando-se associada a uma diferenciação muito própria. Por sua vez, a Novabase apresenta uma ‘felicidade organizacional’ extrínseca, de negócio ou instrumental, isto é, implementada no sentido de dinamizar o poder criativo da organização, do qual depende por força da atividade que exerce, procurando desse modo inovação diferenciadora”.

O estudo revela, ainda, que, apesar de ser fundamental a obtenção de lucro por parte das empresas, aquelas que se focam, exclusivamente, nesse aspeto estão, normalmente, condenadas ao insucesso, uma vez que o panorama industrial português tem vindo a mostrar que as empresas que mais se destacam são as que levam a sério o tema da ‘felicidade organizacional’ e da ‘responsabilidade social interna e externa’.
 




Percurso

“Empresas procuram quem mobiliza e adiciona valor”

A “Comunica UPT” falou com Mário Andrade, autor do estudo “O Poder Económico da Felicidade Organizacional”. É licenciado em Economia, mestre em Gestão e gere atualmente uma PME na área do mobiliário.

Comunica UPT: Como surgiu o tema da felicidade organizacional na sua investigação?
Surgiu naturalmente. As temáticas organizacionais e do capital humano sempre me despertaram um interesse particular que foi crescendo com a experiência profissional. Por acreditar que os colaboradores felizes induzem poder económico e diferenciação às empresas, decidi avançar com a investigação, na expetativa de obter resultados relevantes.

Quais as principais surpresas que o estudo lhe deu?
Desde logo o facto de existirem estudos sobre a felicidade organizacional do início do século XX. Há cerca de 100 anos, investigadores já estudavam o tema. Por outro lado, algumas das principais conclusões do estudo, que resultaram de um longo processo de convergência analítica (cerca de dois anos), do qual brotaram conclusões que considero bastante importantes.

Em que medida, o mestrado “mudou” a sua vida ou que ensinamentos lhe deu?
No que se refere à componente curricular houve uma clara adição de valor em termos pessoais e profissionais. Quanto ao desafio da dissertação, permitiu-me desenvolver e aplicar um conjunto alargado de competências e conhecimentos que em muito contribuíram para o resultado final.

Como entende ou se traduz a felicidade no local de trabalho?
A felicidade no trabalho é, antes de mais, uma variável escassa, com um crescente poder de influência nas organizações. A sua construção assenta num processo temporal, normalmente de médio ou longo prazo, que gera importantes vantagens competitivas. As empresas com as melhores práticas de gestão consideram o poder diferenciador da felicidade no trabalho, aproveitando com uma notável eficiência os seus recursos endógenos - conhecimentos, competências, cooperação, etc. Só existem organizações felizes com colaboradores igualmente felizes. Para atingir este objetivo deve adotar-se fatores específicos de diferenciação estratégica, organizacional e humana que contribuam, no seu conjunto, para desenvolver um clima organizacional humanista, de equilíbrio profissional, familiar e social, bem como um contínuo desenvolvimento de competências e de reconhecimento dos desempenhos meritórios.

Houve algum momento ou alguma pessoa que o marcou em particular, quando entrou no mercado de trabalho?
A entrada no mercado de trabalho é um momento singular na nossa vida. Desde logo, porque se entra na vida ativa, à qual estão associadas novas responsabilidades, competências e oportunidades. Quando entrei no mercado de trabalho e em momentos posteriores, encontrei algumas pessoas com responsabilidades na gestão de topo que, pelo seu exemplo, me marcaram profundamente. Obtive direta e indiretamente importantes ensinamentos em termos de planeamento, estratégia, rigor, exigência, objetividade, discurso, postura e de capacidade de trabalho.

Qual a análise que faz à Gestão em Portugal?
A qualidade da Economia depende em muito das boas práticas de gestão das empresas e do Estado. Em Portugal existem práticas de gestão de elevadíssima qualidade que estão associadas a um número reduzido de empresas. Verifica-se, no entanto, que a grande maioria das empresas apresenta uma baixa qualidade de gestão, algo que é extensível às organizações estatais. No setor privado muito deve melhorar, até porque existem em Portugal excelentes escolas e cursos de gestão que produzem conhecimento diferenciador que está claramente subaproveitado. No que diz respeito ao setor público é tudo propositadamente complexo, encontrando-se as principais decisões distantes da meritocracia e, em muitos casos, do interesse público. É importante que se assuma que Portugal, nos termos em que tem sido gerido (governado), ao longo de várias décadas, se fosse uma macroempresa já tinha entrado em processo de insolvência.

Quais as características que considera essenciais para vencer no atual mercado de trabalho competitivo e global?
As exigências a esse nível são enormes. Atravessamos momentos de grande dificuldade que despoletam uma concorrência desenfreada. Importa, antes de mais, que quem está empregado tenha a exata noção de que deve salvaguardar o seu posto de trabalho, contribuindo o mais possível com as suas competências e com o seu desempenho para a obtenção de resultados positivos. Para além disso, é importante que os colaboradores tenham presente que o contributo mensal que dão à empresa tem de ser bem superior ao retorno que recebem da mesma. O atual mercado de trabalho exige competências diferenciadoras que acrescentem de forma evidente, e no imediato, valor à empresa, bem como conhecimentos multidisciplinares que conduzam a soluções inovadoras, uma forte capacidade de trabalho e algum engenho e resiliência.

No atual contexto de crise que afeta, em particular, o mercado de trabalho jovem, em que domínios devem investir os estudantes e recém-licenciados?
Os jovens devem continuar a acreditar na sua vocação. Apostar numa área de formação apenas com a expetativa da fácil entrada no mercado de trabalho ou da aparente rentabilidade, pode resultar num profissional insatisfeito, logo menos produtivo e muito longe da realização pessoal. Acredito que se os jovens adquirirem formação, no âmbito das suas melhores competências - muitas delas inatas -, serão profissionais de futuro, contribuindo para tornar a economia portuguesa mais competitiva e a sociedade mais feliz.

Quais os principais conselhos que daria a um recém-licenciado e a um profissional no ativo que procuram ser recrutados?
Nesta matéria a componente humana assume uma particular relevância, acompanhada das credenciais de cada um e da experiência profissional. Considero fundamental que o candidato se apresente com transparência, evidencie os seus pontos fortes, a experiência profissional que possa ter, bem como eventuais competências que sejam determinantes para a função. Para além disso, deve ter presente que o mercado de trabalho procura colaboradores que encontrem soluções eficazes e que possam dinamizar o negócio da empresa, tornando-a mais produtiva e competitiva. Quer isto dizer, que a generalidade das empresas procura quem faça a diferença dentro da organização, assumindo na sua área de ação um papel multidisciplinar que mobilize e adicione valor.

Neste momento, quem o inspira?
O Papa Francisco pela sua imensa coragem e humildade, por procurar ser sempre um “igual entre iguais”, e pela sua atitude reformista.

Tem alguma lema de vida?
“A vida não sendo uma linha reta, deve ser vivida com a máxima retidão”.
 


COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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