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Artigos da Newsletter Institucional fevereiro 2014

Nº32 – fevereiro 2014
Destaques

Criar valor para o mercado de trabalho

De 28 de fevereiro a 1 março, o “Pitch Bootcamp” estará na UPT com o objetivo de redesenhar o interface entre pessoas e empresas, permitindo aos participantes desenvolver e otimizar as abordagens o mercado de trabalho. Os participantes terão ainda a oportunidade de contactar com 55 empresas de diferentes áreas de negócio e de várias dimensões.

Ao longo de dois dias serão apresentadas novas ferramentas para procurar trabalho, melhorar o “curriculum vitae”, compreender a proposta de valor de cada candidato e o contacto com as empresas. O evento é dirigido a alunos, profissionais à procura de projetos e desafios e desempregados. A participação estará limitada a 80 inscrições.

No ano passado, o "Pitch Bootcamp", com a chancela da agência Spark juntou 1100 participantes e 450 empresas em 12 edições, ajudando mais de 150 pessoas a encontrar trabalho.

Sofia Andrade, responsável pelo Gabinete de Apoio ao Aluno, considera que o evento será importante para “estabelecer uma rede de ‘networking’ com as empresas presentes e desenvolver um leque diversificado de competências essenciais para uma apresentação ao mercado de trabalho”.

Decorre a última chamada para inscrições em http://www.sparkagency.pt/porto.
 


O novo poder dos notários em debate

O novo regime jurídico do processo de inventário, em vigor desde setembro de 2013, trouxe aos notários uma maior maior capacidade de intervenção na Justiça, permitindo a resolução de partilhas amigáveis e partilhas judiciais, até então restringidas aos tribunais. Com esta alteração, aumenta-se a celeridade na resolução dos processos e diminui-se os custos associados.

Carlos Rodrigues, docente da Universidade Portucalense, afirma que “os processos judiciais de partilhas são, regra geral, cerca de sete mil por ano, sendo que, em 2011, os processos pendentes já rondavam os 21 mil, o que dificultava imenso a sua resolução”.??Neste contexto, e com o objetivo de promover o diálogo entre notários, juízes, advogados, solicitadores, docentes e estudantes, a UPT organizou a Conferência “O processo de inventário e a desjurisdicionalização da Justiça”.

“Sentimos que há uma necessidade persistente da discussão e acompanhamento desta temática para que a Universidade, enquanto agente privilegiado de pesquisa, esteja sempre atual e, se possível, um passo à frente e foi, por isso, que convidamos profissionais de excelência da área para participarem neste debate”, explica Carlos Rodrigues.

O evento contou com o apoio da Delegação Regional do Norte da Ordem dos Notários, do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados e do Conselho Regional Norte da Câmara dos Solicitadores.
 


Atrair os jovens para as TI

O DICT – Departamento de Inovação, Ciência e Tecnologia iniciou uma série de iniciativas que pretendem dar a conhecer algumas das saídas profissionais dos cursos relacionados com as tecnologias. No último dia 13 de fevereiro, estudantes do ensino secundário estiveram na universidade em contacto com alguns profissionais.

Filomena Castro Lopes, diretora do departamento, explica que a iniciativa pretende minimizar “um crescente desfasamento a nível europeu entre a aposta nas TI - enquanto recurso para potenciar o crescimento das empresas - e o número de profissionais competentes na área”, assim como o “desconhecimento das saídas profissionais que estas áreas oferecem”.

Já em abril e maio alunos das escolas secundárias do Grande Porto serão convidados a participar, durante um dia, num conjunto de 10 "Wake Up Sessions" na área das TI, onde terão a oportunidade de contactar diretamente com empresas que irão exibir tecnologias emergentes.

"Estes eventos têm um caráter fortemente educativo e queremos com este projeto tentar inverter o ciclo de diminuição de procura de cursos nesta área que, infelizmente, se sente em todo o mundo. Não pretendemos que esta iniciativa tenha um retorno imediato, caso contrário, não iríamos às escolas de ensino básico, o que pretendemos é dar a conhecer estas novas profissões tão importantes para o desenvolvimento das empresas e da sociedade", explica Filomena Castro Lopes.

De salientar que a licenciatura em Informática da Universidade Portucalense foi considerada, em 2013, pela Agência de Avaliação e Acreditação no Ensino Superior o 3º curso, com maior empregabilidade em Portugal, em 'ex aequo' com duas universidades públicas.
 


Gestão de risco está no ADN das PME

O risco representa uma característica intrínseca à atividade empresarial em Portugal e de dois terços das PME nacionais, revela um estudo de Miguel Pires, autor da investigação desenvolvida no âmbito do Mestrado em Gestão. Ao todo participaram 109 PME neste estudo, o qual tinha como objetivo constatar a perceção e a sensibilidade ao risco e à sua gestão por parte das PME Excelência de Portugal Continental.

"Ao analisar as respostas aos inquéritos enviados às mais de 100 empresas que fazem parte da amostra do estudo, percebi que estamos perante uma visão moderna do conceito de risco. Apesar de existir uma ligeira tendência por parte das empresas que consideram o risco como algo negativo, o lado positivo do risco não é descurado", explica Miguel Pires.

A complexidade no processo de gestão de risco e a falta de conhecimento sobre o tema são as principais razões apontadas pelas empresas para não existir maior ciência e aplicação na gestão de risco.

Por outro lado, as respostas das empresas mostram que os principais benefícios que se obtêm com a gestão de risco para as empresas são de cariz interno, como um melhor funcionamento organizacional através da gestão adequada dos recursos da empresa e prevenção de comportamentos inadequados.

"Quis que a amostra do estudo fosse composta por PME de Excelência, uma vez que estas se caracterizam pelo seu superior desempenho a nível económico. As PME representam 99,9% do tecido empresarial português e empregam 78,5% da população ativa", revela o autor do estudo.

O estudo revela, ainda, que os fatores de risco financeiro com maior importância para as empresas referem-se ao pagamento de clientes (94,5%) e ao pagamento a fornecedores (86,1%).

Relativamente ao risco legal, o estudo mostra que alterações na legislação fiscal (91,6%) e na legislação ambiental (80,8%) são os fatores mais importantes para as PME.

O risco de imagem da empresa foi, também, avaliado, e os elementos má conduta dos colaboradores (84,4%), incumprimento de leis e regulamentos (83,5%), falhas operacionais (83,4%) e ações judiciais (79,8%) foram eleitos pelas empresas como de grande importância.

Conclui, ainda, que a gestão de risco nas empresas portuguesas é, em grande escala, entendida como uma técnica com contributo a nível empresarial, capaz de minimizar ou mitigar os efeitos do risco, mas também no aproveitamento de oportunidades.
 


“Quero dar a voz a jovens que sonham com um futuro melhor”

Rui Novais da Silva, estudante da Universidade Portucalense, integrou recentemente a Direção do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), uma plataforma representativa das organizações de juventude de âmbito nacional. À “Comunica UPT” falou do novo desafio que o irá acompanhar no último ano da licenciatura em Direito. ??Comunica UPT: Quais foram as suas motivações para abraçar este desafio???Rui Novais da Silva: Foi por convicção, por gosto e sentido de missão mas, sobretudo, por reconhecer a importância desta plataforma na representação da juventude portuguesa. Reconheço a importância do CNJ e acredito que seremos a voz que os jovens precisam para alcançarem os seus sonhos.

Quais serão as suas principais ações no Conselho Nacional da Juventude?

Foi-me atribuída a função de administrador da estrutura, sendo responsável pelo pelouro das Finanças e Património, e acabei por abraçar o pelouro da Educação Formal. As minhas ações serão no âmbito da gestão dos fundos monetários, sendo fundamental uma gestão racional, transparente e focada em objetivos. Serão desenvolvidas candidaturas a apoios juntos de diversas instituições e será fomentada uma política de “fundraising” para cada uma das atividades.

Certamente que 2014 será, para si, um ano com muitos desafios, pode partilhar connosco alguns deles?

Será, sem dúvida, um ano com muitos desafios, desde deputado municipal a membro do Conselho Nacional da Juventude, que responderei com humildade, cooperação, vontade de aprender, partilhar experiências e conhecimento. Contudo, o maior desafio será concluir a licenciatura em Direito.

Qual o balanço que faz na altura em que deixa a presidência da FNESPC (Federação Nacional do Ensino Superior Privado e Cooperativo)?

No início do mandato discutimos internamente uma estratégia para o Ensino Superior Privado, conjuntamente com as Associações de Estudantes federadas, tendo em conta os reais problemas dos estudantes. Iniciámos a internacionalização da FNESPC, quando propusemos uma petição à Assembleia da República que foi a discussão em plenário. Apesar de terem sido necessários uns longos três anos para a regulamentação do apoio a estudantes carenciados, cujos familiares têm dívidas ao fisco ou à segurança social. Chamamos a atenção para a criação de um programa de recuperação e combate ao abandono no ensino superior, que hoje está em discussão. Em Portugal, não há ensino superior a mais, bem pelo contrário. Portugal partiu de um atraso educativo e fez, até ao fim da década passada, esforços que nos deviam orgulhar a todos.
 


Conservadorismo e secretismo nas perdas por imparidade

Carlos Martins Quelhas apresentou uma investigação, no âmbito do Doutoramento em Gestão, que evidencia a presença dos valores contabilísticos propostos por Gray (1988), nomeadamente através da obtenção de uma correspondência entre os valores do conservadorismo e do secretismo em termos do reconhecimento, mensuração e da divulgação, relacionados com as perdas por Imparidade.

Os resultados encontrados sugerem um apoio menos fortalecido para a hipótese do conservadorismo em Portugal, na medida em que o reconhecimento de perdas por imparidade e imparidades líquidas mostrou-se mais recorrente nas entidades de maior dimensão, em função do código de atividade económica e do EBIT (“Earning Before Interest and Taxes”), e nas entidades obrigadas a certificação legal das contas.

Relativamente ao valor contabilístico do secretismo, também o fator dimensão, o EBIT e a obrigatoriedade de certificação legal das contas mostrou uma associação mais fortalecida no que diz respeito à divulgação relacionados com as perdas por imparidade, em detrimento dos fatores relacionados com o endividamento, o código de atividade económica e a rendibilidade.

Os resultados encontraram então um razoável apoio para o secretismo e o conservadorismo, sugerindo uma reclassificação do país ou a redefinição de tais valores.
 


Estudantes Erasmus brindam à nova vida na UPT

Um “Aperitivo Internacional” reuniu os estudantes internacionais de Erasmus que se encontram a realizar um período de mobilidade de estudos na Universidade Portucalense. Ao todo são 26 estudantes provenientes do Brasil, Espanha, Letónia, Polónia, Turquia e Itália.

Ao abrigo deste intercâmbio europeu, este ano letivo, 24 estudantes da Portucalense das licenciaturas de Direito, Gestão, Economia, Informática, Turismo e Psicologia da UPT apostaram na Alemanha, Espanha, Bélgica, Hungria, Polónia e Turquia para estudar e ter uma experiência única de cidadania europeia.
 


Visitar os futuros estudantes universitários

A Universidade Portucalense iniciou o seu périplo pelas escolas secundárias e colégios, com o objetivo de apresentar aos futuros estudantes universitários a sua oferta formativa e as profissões associadas às diferentes licenciaturas.

No ano passado foram efetuadas 52 visitas a estabelecimentos de ensino e um conjunto de palestras ministradas pelos docentes da UPT, no âmbito de temas emergentes. Até ao próximo mês de maio, Margaret Amorim e Cristina Miranda do Gabinete de Ingresso irão repetir as iniciativas, e contarão com o apoio dos “embaixadores UPT”, nomeadamente estudantes e docentes.
 




Percurso

Lutar pela Informática no currículo escolar

Lúcia Ruão integra a direção Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI) e luta pelo investimento da Informática no percurso escolar. Diz-nos que “os países desenvolvidos, como a Inglaterra ou os Estados Unidos, já introduziram a ‘Programação’ nos currículos escolares, devido à necessidade de qualificação nesta área”.

No próximo dia 8 de março, Lúcia estará na UPT a comemorar os 15 anos da associação. Será um regresso à “sua casa” – como diz orgulhosamente -, depois de se ter licenciado em Informática Educacional, quando era formadora e “já sabia concretamente o que queria fazer na vida”. Tinha 35 anos. Recorda que foram tempos de muito sacrifício “trabalhar, estudar e dar atenção à família”.

Tinha um objetivo traçado “concluir o curso com uma boa nota para tentar recuperar e ficar bem posicionada no concurso nacional de docentes”.

Considera que a licenciatura foi uma “mais-valia para um melhor desempenho nas funções de formadora e depois como professora. Melhorei a capacidade de organização e ganhei mais confiança nas minhas capacidades. Creio que os trabalhos que desenvolvemos e apresentamos, ao longo do curso, contribuíram para conseguir enfrentar todos os obstáculos”.

Enquanto professora, o momento que mais a marcou foi quando “os alunos da primeira turma se recusaram a ir às aulas, pois achavam que tinha sido a direção da escola a mandar-me embora e queriam que eu voltasse. Tive que ir lá e explicar o porquê de não ser professora deles nesse ano. Ainda hoje recebo ‘emails’ desses alunos, que me deixam com as lágrimas nos olhos”.

Revela que neste momento “procura alternativas”, quando “existe uma intenção do Ministério da Educação de reduzir ou quase eliminar a Informática dos currículos”, enquanto, “continuará a luta da ANPRI”, em nome do seu amor de ser professora.

Aos recém-licenciados deixa um conselho “não desistam à primeira dificuldade, lutem pelos seus direitos e sempre com um pensamento positivo”

Lúcia Ruão é secionista no Vitória de Guimarães no Basquetebol Feminino sub-16, tem como lema de vida “não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti” e “A vida é bela” é o seu filme de eleição.
 


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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
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