Como chegar
|
Contactos

Artigos da Newsletter Institucional dezembro 2013

Nº30 – dezembro 2013
Destaques

Novo QREN beneficiará o conhecimento

Emídio Gomes, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e Mário Raposo, Vice-Reitor da Universidade da Beira Interior, afirmaram na Universidade Portucalense que o desafio futuro do tecido empresarial português será o “incremento do conhecimento” e que os futuros apoios comunitários irão incidir nesse fator diferenciador.

Emídio Gomes revelou que os apoios do novo QREN (Quadro de Referência de Estratégia Nacional) irão beneficiar as empresas que apostam em quadros profissionais com formação avançada, nomeadamente doutorados.

Evidenciou ainda que existe um longo caminho a percorrer no que respeita aos empresários portugueses, na medida em que a maioria apresenta um nível inferior de habilitações académicas em relação aos colaboradores, sendo necessário que o tecido empresarial aposte na melhoria da qualificação.

Por sua vez, Mário Raposo salientou a importância da criação de valor para o mercado e da capacidade de inovação das empresas. No seu entender, esta necessidade só se tornará realidade, quando “os profissionais integrados nas empresas tiverem conhecimento de vanguarda em áreas nas quais as empresas pretendem liderar”.

Ambos consideram que os apoios comunitários são importantes para as empresas crescerem. No entanto, alertam para o facto do próximo QREN estar focado no “incremento do conhecimento”, de modo a tornar as empresas mais inovadoras, sendo por isso crucial a existência de uma proximidade entre as Universidades e as empresas.
 


Na linha da frente da conservação do Património

A Universidade Portucalense está a apostar na investigação articulada das áreas do “Património Artístico e Conservação e Restauro” e do “Turismo”. Esta interligação pretende valorizar o Património para as motivações e experiências no contexto de ócio e lazer e, em simultâneo, estudar os seus impactos.

“Sabemos que o Turismo pode ter consequências negativas na conservação do Património e pode ter consequências muito positivas, uma vez que poderá produzir investimento para a ação e intervenção ao nível da salvaguarda do Património”, indica Isabel Freitas, diretora do Departamento de Ciências da Educação e do Património.

A aposta no Património Artístico e Conservação e Restauro convergem para um único objetivo “a salvaguarda, proteção e conservação e restauro do património móvel e imóvel do nosso país, sobretudo a norte”.

“Há uma necessidade de conservar e restaurar o Património, garantindo a sua salvaguarda e autenticidade para as futuras gerações e, no enquadramento da cidade do Porto, não se podem ignorar os impactos positivos ou negativos que a visita e a massificação poderá ter sobre os bens móveis e imóveis. Neste sentido, urge criar estratégias de intervenção e uma dinâmica que garantam a preservação total do património e o seu verdadeiro disfrute enquanto experiência cultural e de lazer”, afirma Isabel Freitas.

Atenta a esta necessidade, a UPT apresentará em breve o mestrado “Património Artístico e Conservação e Restauro” com unidades curriculares inovadoras, entre as quais “Deteção Remota Aplicada ao Património” e “Simulação Digital em Conservação e Restauro”.

Adicionalmente, a definição de práticas específicas, através das unidades curriculares “Investigação e Intervenção em Património Museológico” e “Investigação e Intervenção em Património Integrado” e a realização de estágios e projetos, com especializações nas áreas de pintura, documentos gráficos, cerâmica e azulejos, contribuem para uma oferta formativa orientada para as exigências atuais.
 


Voluntários oferecem Ceia Natalícia para 220 pessoas

Pelo terceiro ano consecutivo, a Universidade Portucalense e os seus colaboradores, em regime de voluntariado, ofereceram o “Jantar de Natal Solidário UPT” com o objetivo de contribuir para um Natal mais feliz para aqueles que mais precisam. No dia 11 de dezembro, a Universidade recebeu 220 pessoas carenciadas da freguesia de Paranhos.

Este jantar de Natal foi organizado no âmbito da campanha “Natal Solidário” que a Universidade desenvolveu desde outubro com o objetivo de ajudar cerca de 500 pessoas em situação de carência económica da freguesia de Paranhos, onde se insere.

“Esta é já a 3ª edição do Natal Solidário e a adesão tem vindo a crescer ao longo dos anos, tanto na recolha de bens nas semanas que antecedem o Natal, como no próprio dia do jantar. Acima de tudo, acreditamos que as Universidades não são apenas lugares de formação académica, mas também de partilha e de cultivo de valores sociais e humanos”, afirma Raquel Coelho, coordenadora da iniciativa.

O jantar foi composto pelos tradicionais pratos de uma ceia natalícia tradicional portuguesa, com ingredientes oferecidos por algumas empresas que já têm colaborado com a UPT noutros eventos desta natureza.

Já no dia 18 de dezembro, os estudantes do 1º ciclo de Educação Social irão organizar a Festa “Natal Solidário” dirigida a crianças. Desde 2005 que esta iniciativa acontece e se destaca por um vasto programa de diversão – da música, ao teatro e às pinturas faciais dos mais novos.
 


Seis “startups” criadas na Portucalense

No âmbito do “3 Day Startup Oporto” que decorreu na Universidade Portucalense, foram criados seis projetos de base tecnológica e a C&M UPT Junior Consulting, empresa júnior de consultoria da Universidade Portucalense e responsável pela organização do evento, foi distinguida por Cameron Houser, CEO da “3 Day Startup”, com a bolsa “3DS Entrepreneurship Ecosystem Grant Program” no valor de cinco mil euros.

Nos dias 22, 23 e 24 de novembro, a Universidade Portucalense acolheu o “3 Day Startup Oporto”, uma prova internacional de empreendedorismo com origem nos Estados Unidos, que contou com a participação de 45 estudantes orientados pelo objetivo comum de criar uma empresa de base tecnológica durante o fim-de-semana.

No final, o júri selecionou seis projetos: Estuda+; TickIN; Knowmycity; Farmxperience; City of Flowers e QR Guys. Neste momento, aguardam por apoios institucional e financeiro de incubadoras ou entidades de empreendedorismo para a sua implementação, estando os estudantes da Universidade Portucalense a apoiar os mentores das ideias selecionadas na captação de apoios.

Estuda+

Plataforma tecnológica que pretende complementar o ensino dos estudantes do 1º ao 4º ano de escolaridade do ensino privado, com o objetivo de os alunos superarem as dificuldades. Esta ideia foi nomeada pelo júri para o prémio da “Incubit”, que consiste na disponibilização de um espaço de “co-working” durante três meses para o desenvolvimento do projeto.

TickIN

Plataforma de pesquisa de eventos que permite aceder à informação dos eventos existentes na cidade, gratuitos e pagos, local e data, comparar preços e redirecionar para o vendedor de bilhetes autorizado.

Knowmycity

Plataforma social entre o turista e os habitantes locais que pretende fazer com que os turistas conheçam a cidade como um local. O guia receberá uma parte do valor pelo serviço prestado ao turista.

Farmxperience

Plataforma que pretende levar as pessoas, principalmente os jovens desempregados, a trabalhar em quintas, publicando ofertas de emprego nestes locais e promovendo o estilo de vida regional.

City of Flowers

Consiste na venda “online” de produtos de florista, ligando diretamente o cliente ao florista local sem intermediários. O florista ganhará 80% do produto e a empresa 20%.

QR Guys

Aplicação móvel que proporciona ao turista a possibilidade de conhecer a cidade de forma diferente. O turista pode escolher se quer utilizar o serviço como fonte de informação, utilizando a tecnologia QR, ou como um jogo.
 


Nova direção na Elsa Portucalense

Márcio Castro é o novo Presidente da ELSA (The European Law Students' Association), uma associação de estudantes de Direito fundada em 1981, em Viena, por um grupo de quatro estudantes unidos pelo estudo do Direito. À “Comunica UPT”, Márcio Castro apresentou os próximos desafios da ELSA Portucalense.

Comunica UPT: Quais as motivações que o levaram a abraçar a presidência da ELSA?
Márcio Castro: A principal razão que me levou a abraçar este projeto foi perceber que estava na hora de dar um novo rumo aos destinos da associação que, pelo seu carácter internacional, pode trazer muitas vantagens a todos os alunos de Direito. Nesse sentido reuni uma equipa bastante dinâmica, com o intuito de desenvolver o projeto ELSA e dá-lo a conhecer a toda a comunidade académica.

No seu entender, quais devem ser os principais objetivos da ELSA?
A ELSA é uma Associação de estudantes de Direito de cariz internacional que conta com 42 delegações europeias, representadas por mais de 300 Universidades e mais de 38 000 alunos de Direito, cujo objetivo principal é a promoção de contacto internacional através de desafios, seminários, conferências, estágios de cariz internacional, bem como da prossecução da defesa dos direitos humanos, que são as bases da sua fundação.

Quais serão as principais linhas de orientação da nova direção?
As principais linhas desta direção passam pela alteração estatutária e pela aquisição de uma nova personalidade jurídica. Estamos em estreita cooperação com o Departamento de Direito, como também com outros departamentos, com o objetivo de promover atividades que captem o interesse de novos alunos para a Universidade e para a associação.

Pode destacar algumas das ações que pretende desenvolver a curto e médio prazo?
A curto prazo, iremos organizar conferências, visitas a instituições do Estado português, a órgãos de Polícia Criminal e a trabalhar com o Departamento de Direito na prossecução de projetos em curso. A médio prazo, iremos organizar o Conselho Geral Nacional – “Nacional Council Meeting Spring 2014” nos dias 4, 5 e 6 de abril. Iremos ainda trabalhar na procura de novos parceiros que permitam aos nossos associados desenvolver estágios, tentar encontrar uma solução para os associados que terminam o curso e não têm perspetivas do que fazer, realizar o “Dia do Direito” e criar um “banco de trocas”, para livros e apontamentos.

O que pode a ELSA oferecer aos alunos de Direito da UPT?
O nosso compromisso passa pela criação de estágios nacionais e internacionais, a possibilidade de uma oferta formativa ainda maior, através da realização de seminários, conferências, “workshops”, auxílio e esclarecimento de dúvidas dos estudantes, acompanhamento social e respetivo encaminhamento para as entidades competentes, assim como a promoção do contacto direto com os possíveis formadores e empregadores.
 


Percurso

“O difícil de abdicar hoje será um privilégio de amanhã”

Nuno Bizarro licenciou-se em Direito na Universidade Portucalense. No segundo ano do curso tinha como objetivo dar aulas na Universidade. O “feedback” positivo dos colegas a quem explicava a “matéria de forma simples” alimentou esse objetivo “muito ambicioso”, como era encarado há 20 anos.

Empenhou-se a sério e obteve notas invulgares. O primeiro 17 aconteceu a Direito Comercial, recordando-se do funcionário a afixar as notas e a felicitá-lo emocionado com o feito.

O percurso de “muito trabalho” e o “carinho com que foi recebido pelos seus docentes” estimularam-lhe o gosto por aprender mais e foram decisivos para que no final dos cinco anos da licenciatura fosse convidado a lecionar. O sonho e o objetivo foram assim cumpridos. Talvez por isso acredite que o esforço e o trabalho são sempre compensados - “a seu tempo as coisas acontecem”.

Considera que as oportunidades continuam a existir em momentos de crise e que “não deve ser esta [a crise] a razão pela qual se abdica da profissão com que se sonha. Temos que acreditar que há lugar no mercado de trabalho, mas não basta acreditar, é necessário acreditar e fazer”.

Durante 15 anos lecionou unidades curriculares como “Introdução ao Direito”, “Direito da Família e das Sucessões” ou “Direito das Obrigações”. Em 2000 ingressou na Sonae Sierra, especialista internacional em Centros Comerciais, onde começou por dar apoio legal na expansão internacional da empresa que hoje tem presença empresarial em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia, Roménia, Croácia, Turquia, Marrocos, Argélia, Colômbia e Brasil.

Uma experiência além-fronteiras que lhe permitiu “crescer pessoal e profissionalmente” e a “pensar o Direito como uma “oportunidade de prática internacional em áreas muito gratificantes e com juristas de excelência”. Refere ainda que foi necessário “despir da raiz idiossincrática do Direito e cultura nacional” e “estar sensibilizado para as diferenças culturais e legais dos vários países”.

Fala Espanhol, Inglês e Francês. Inicia o seu dia de trabalho, na sede da Sonae Sierra, muito cedo porque na Grécia são mais duas horas e não se pode perder tempo. Atualmente, trabalha com os mercados português e grego.

Apesar de ter trabalhado com vários países com diferentes idiomas, os obstáculos linguísticos nunca se impuseram. “O “Impossível” é tão somente uma barreira que construímos na nossa mente e que se acreditarmos, tem sempre forma de ser superado!”, sublinha.

Defende que “é necessário projetar muito cedo, planear, ter capacidade de esforço e lutar” e que “o sacrifício de hoje é o privilégio de amanhã”.

Há quatro anos descobriu uma paixão pelas motas, uma espécie de “catarse” que vive entre sexta-feira e domingo. A sua família e o seu “mentor” Joaquim Pereira Mendes, Administrador da Sonae Sierra, responsável pelos Assuntos Legais, Fusões e Aquisições, e docente da Universidade Portucalense, são a sua inspiração. Daqui a cinco anos “gostaria de ter saúde para trabalhar com o mesmo nível de energia e felicidade de hoje”.
 


COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

Este website usa cookies para funcionar melhor e medir a performance (Diretiva da União Europeia 2009/136/EC)
Por favor dispense alguns minutos para responder a umas perguntas rápidas sobre o nosso website.