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Artigos da Newsletter Institucional julho 2013

Nº26 – julho 2013
Linhas de Rumo

Preparar o futuro

O ano de 2013 tem sido muito estimulante.

A Portucalense tem vindo a preparar as bases para um ciclo académico novo, adaptado às exigências europeias para o ensino superior.

A Portucalense tem reforçado o seu corpo docente com doutorados que exibem já produção científica ou mostram o potencial para desenvolver um bom currículo. Com os recursos que já tinha e com o concurso destes novos docentes, tem integrado doutorados, ou núcleos de doutorados, em centros de investigação acreditados de outras escolas, públicas e privadas, de modo a beneficiar de um melhor enquadramento e de maior experiência nas áreas respetivas. Simultaneamente, a Portucalense começou a elaborar programas em parceria com outras universidades nacionais ou estrangeiras em todos os ciclos de estudos, mas sobretudo no âmbito dos doutoramentos.

A área dos doutoramentos tem sofrido alterações enormes, em toda a Europa. Há alguns anos, a Associação Europeia de Universidades já dizia que “mesmo que nada mais tivesse acontecido no ensino superior europeu, a rapidez das mudanças nos doutoramentos significa uma mini-revolução (…) Não só têm aparecido novos modelos de organização, mas também têm surgido doutoramentos inovadores que pretendem responder às novas exigências do mercado de trabalho (…) frequentemente através de parcerias”(Trends V). Isto significa que os doutoramentos tradicionais são apenas uma parte da oferta contemporânea; e que os doutoramentos novos, interdisciplinares, se mostram mais capazes de formar melhores profissionais e de garantir a empregabilidade.

A Portucalense está a preparar doutoramentos novos em várias áreas, em parceria com algumas das melhores universidade do país e com escolas estrangeiras; uns são mais complexos do que outros, e o estado de desenvolvimento dos trabalhos preparatórios é diverso, conforme o caso. Oportunamente, os resultados vão aparecer.

Em suma, no âmbito da investigação científica, da oferta formativa e das parcerias, a Portucalense está a passar um ano excecionalmente promissor, que lançará as bases de um longo período frutuoso.

É com estas razões de otimismo que vos desejamos boas férias.

Guilherme de Oliveira
Reitor


Destaques

Gestão e STI juntos

A Universidade Portucalense irá lançar no próximo ano letivo a primeira edição da licenciatura “Gestão e Sistemas de Informação” (GSI), um curso inovador que alia a Gestão das Organizações aos Sistemas e Tecnologias de Informação (STI) para ir ao encontro dos desafios das empresas e do mercado de trabalho.

A interligação entre estas duas áreas deixou de ser uma tendência para fazer parte da gestão empresarial à escala global. Atenta a esta realidade, a Universidade Portucalense estruturou o novo curso “Gestão e Sistemas de Informação”, coordenado pelos departamentos de Ciências Económicas e Empresariais e de Inovação, Ciência e Tecnologia, que ambiciona marcar uma nova etapa no conhecimento das duas áreas de competência.

Numa época em que os negócios são, cada vez mais, digitais e as Tecnologias de Informação assumem um papel estrutural na organização, dominar de forma isolada as duas áreas já não é suficiente. A multidisciplinaridade impõe-se, quando hoje os executivos tomam decisões ao nível da estratégia dos STI.

Os licenciados deste curso serão chamados a desempenhar um papel essencial no suporte a atividades de gestão e de decisão nas organizações, na seleção de soluções tecnológicas, na gestão de projetos organizacionais, no redesenho de processos de negócio, na introdução de inovação e mudança nas práticas organizacionais e na eficaz utilização dos STI, em termos de melhoria dos processos de tomada de decisão.

Como saídas profissionais destacam-se: analista de sistemas, analista de negócio, “chief information officer” e quadros superiores de empresas públicas e privadas. Sublinhe-se que, atualmente, o setor das Tecnologias de Informação regista as maiores taxas de crescimento, com um aumento esperado médio de 5,3% até 2016 e de 22% para a profissão de analista de sistemas, entre 2010 e 2020, segundo um estudo do Departamento de Estatística do Trabalho dos Estados Unidos de 2012.
 


Levar a gestão à Cultura e Criatividade

A necessidade de levar os modelos de negócio e as ferramentas de gestão à Cultura e à Criatividade está na base da recente licenciatura “Cultura e Economia Criativa”, a primeira em Portugal, que ambiciona formar profissionais capazes de fazer da cultura um negócio.

O curso tem três objetivos fundamentais: gerar ideias originais e novas formas de interpretação da cultura no sentido do desenvolvimento económico local, regional e nacional; integrar os modelos de organização e de gestão de empresas em projetos culturais e criativos e participar no desenvolvimento económico e social com base no desenvolvimento da cultura e da atitude criativa.

As parcerias com a Direção Regional de Cultura do Norte, a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte, Câmaras Municipais, Incubadoras e Centros de Investigação, são um dos alicerces da oferta letiva.
 


Nova pós-graduação em ‘Social Business’

A nova pós-graduação em “Social Business” resulta da necessidade de ajudar as empresas a rentabilizar a informação recolhida através das ferramentas de ‘social media’, com vista a uma gestão mais eficiente.

Enquanto apenas 18% dos inquiridos de um estudo publicado pela “MIT Sloan Management Review”, em 2012, acreditam que as ferramentas sociais são importantes para as suas organizações, 63% dizem que será importante daqui a três anos, o que corresponde a um salto de 250%! Estar preparado para antecipar esta mudança será, deste modo, um fator de vantagem competitiva para as organizações.

Hoje, as empresas procuram saber o que se pode fazer com o ‘Social Business’ e já existem vários projetos de sucesso, quer na relação com os clientes, quer de suporte das atividades de criação de novas ideias sobre produtos e serviços, bem como na melhoria da ‘performance’ organizacional, facilitando a partilha do conhecimento. Marketing, Inovação e Recursos Humanos são as áreas onde se encontram casos de sucesso.

A pós-graduação em “Social Business” visa analisar estratégias de ‘social media’ e compreender os conceitos e ferramentas associados. O curso será lecionado em dois módulos, incluirá análise de casos reais, seminários e um projeto final onde os alunos aplicarão, num caso real, os conceitos e as ferramentas abordados.
 


Estágios de Verão que abrem as portas do futuro

É já tradição que os estudantes do 3º e 4º anos da licenciatura em Direito se candidatem a uma participação em estágios de verão. Este ano sete entidades abrem as portas aos alunos para um contacto com o mercado de trabalho durante os meses de julho e agosto.

Catarina Rocha (na foto) e Sónia Macedo têm em comum a conclusão da licenciatura em Direito no ano passado, a participação em estágios de verão no currículo e a integração atual no mercado de trabalho.

Catarina é uma “veterana”. Esteve nas sociedades Silva Lopes & Associados, Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão & Associados e Jorge Carneiro & Associados. Recorda que “a vontade de ter um contacto mais próximo e precoce com a advocacia foi a rampa de lançamento para a realização dos estágios. Abdiquei das férias, do lazer e do verão, porque acreditei que iria abrir horizontes e as portas para o futuro”.

“Aconselho a aproveitar esta oportunidade o mais cedo possível. É uma iniciativa com uma vertente prática muito produtiva e, acima de tudo, uma experiência que se leva para o mercado de trabalho. Além disso, os contactos que estabelecemos serão bastante úteis no futuro próximo”.

Sónia Macedo esteve na DECO onde encontrou um “bom acolhimento imediato”. Acredita que para desenvolver um bom estágio, é necessário “compromisso emocional, intenção constante de melhoria, empenho individual ao serviço do coletivo, definição de metas de desempenho ambiciosas, comunicação, respeito mútuo e foco na aprendizagem”.

No seu entender, um estágio de verão “coloca à prova as competências teóricas e a nossa inteligência emocional de lidar com certas situações, funcionando como um ‘barómetro’ pessoal”.
 


Seminário Internacional de Direito Constitucional

Durante dois dias, a conferência internacional de estudos ibero-americanos em Direito Constitucional debateu o tema “A Evolução dos Direitos Fundamentais e a sua eficácia constitucional”, uma organização conjunta do Departamento de Direito, do Instituto Jurídico Portucalense, da Universidade do Maranhão, Brasil, e do Centro de Estudos da Mulher da Universidade de Salamanca, Espanha.

A conferência integrou três painéis que incidiram na perspetiva histórica do Direito Constitucional, nos direitos fundamentais em Portugal, no Brasil e na União Europeia e no tema dos imigrantes nas constituições portuguesa e espanhola e os novos fluxos migrantes entre Portugal e Brasil.

Destacaram-se as intervenções “Os Direitos Fundamentais na União Europeia” de Alessandra Silveira, Diretora do Centro de Estudos em Direito da União Europeia e Cátedra Jean Monnet em Direito da União Europeia; “A evolução dos Direitos Fundamentais e dos Direitos Humanos nos primórdios do período constitucional europeu” de Maria Esther Martínez Quinteiro da Universidade de Salamanca e “Os Direitos Fundamentais na atual Constituição Portuguesa”, abordando a importância e as consequências do desiderato constitucional no seio do ordenamento jurídico português, de Manuela Magalhães Silva, diretora do departamento de Direito da Universidade Portucalense.
 


Bolsas 2013/04 para premiar a qualidade

Estão abertas as candidaturas às várias bolsas atribuídas pela Universidade Portucalense, com o objetivo de premiar a qualidade e o mérito dos seus estudantes e permitir que todos possam estudar e realizar com sucesso o seu percurso académico.

As bolsas de “Mérito Escolar” destinam-se aos alunos de cada ano de cada um dos cursos do 1º e 2º ciclo de estudos, matriculados no ano letivo 2013/14 que tenham obtido a classificação mínima de catorze valores, sem recurso ao arredondamento, com aprovação a todas as unidades curriculares do plano curricular, em 2012/13.

As bolsas de “Promoção da Qualidade” dirigem-se aos alunos que concluíram o Ensino Secundário com média final não inferior a 16 valores e se matriculem em cada um dos cursos do 1º ano do 1º ciclo de estudos.

São ainda promovidas bolsas de “Prestação de Serviços” que permitem a redução do valor mensal da propina através da participação em atividades da Universidade

Bolsas de “Iniciação à Investigação”

Para promover a investigação no âmbito dos seus ciclos de estudos, a Universidade lança este ano bolsas de “Iniciação à Investigação” para alunos da Portucalense que pretendam enveredar pela investigação e dar continuidade aos estudos do 2º ciclo na Universidade Portucalense.
 


Percurso

“Estudar e trabalhar é uma enorme vantagem”

José Manuel Ferreira já trabalhava na Jomafe, empresa portuguesa de referência na área da cutelaria, utilidades de mesa e de cozinha, quando decidiu tirar um curso superior. Entrou na Universidade Portucalense e licenciou-se em Gestão. Hoje, é administrador da empresa que tem operações comerciais em Espanha e Inglaterra e sonha conquistar o Brasil.

A sua entrada na Jomafe, após o cumprimento do serviço militar, coincidiu com a explosão da grande distribuição em Portugal, um canal que começa por acompanhar e que rapidamente se torna no principal cliente da empresa. José Manuel gere o negócio de “a a z”: negoceia o preço de venda dos produtos e gere a colocação dos produtos nos lineares dos hipermercados.

Um dia decidiu que deveria apostar na formação e inscreveu-se na Portucalense. Trabalhou e estudou em simultâneo. Em vários momentos, a pressão aumentou e pensou em desistir, mas o “não gostar de deixar as coisas pela metade” venceu e concluiu a licenciatura. “O importante foi mesmo começar, depois não tinha outra saída – tinha que terminar!”

O estudo fez-lhe “pensar a empresa”, deu-lhe a capacidade de “interpretar elementos financeiros cruciais na gestão, estruturar pensamentos e definir caminhos”. Depois da licenciatura ainda fez um MBA e talvez não fique por aqui… “Hoje em dia, um curso em si não basta, temos de continuar a apostar no conhecimento”.

Considera que “trabalhar e estudar é uma enorme vantagem, porque permite uma aplicação prática, não permitindo uma aprendizagem abstrata”. Recorda o gosto particular que lhe dava “validar no dia seguinte o que tinha aprendido na aula”. “Estabelecer um paralelismo entre o que se está a aprender e a fazer, é extremamente motivador”, sublinha.

Revela que no recrutamento para a Jomafe valoriza a atividade profissional em paralelo com os estudos. “Quando analiso os currículos valorizo quem durante os estudos trabalhou, porque é revelador de uma predisposição para trabalhar, desenvolver e fazer acontecer. Considero também importante a participação no programa Erasmus e experiências internacionais. Já aconteceu na contratação de um jovem ‘designer’, em que a sua experiência em Inglaterra e o domínio da língua funcionou como efeito diferenciador dos outros candidatos”.

José Manuel Ferreira é um gestor que vibra com “novos projetos que são sempre uma incerteza”, talvez porque “a incerteza é inquietante” e desafia todos os dias a não deixar os objetivos pela metade.
 


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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
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