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Artigos da Newsletter Institucional abril 2017

Nº67 – abril 2017
Destaques

Rui Moreira fala da crise das democracias

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, irá refletir sobre a crise das democracias representativas e dos partidos tradicionais de raiz ideológica, na próxima sexta-feira, dia 4 de maio, às 11h, na Sala de Atos.

“A Crise das Lideranças” é o tema da 2ª sessão do Ciclo de Seminários “Caminhos do Futuro”, e Rui Moreira irá abordar temas como o populismo e as lideranças, analisando se a crise das democracias representativas poderá conduzir a modelos de democracia direta.

Quando faltam cerca de 5 meses para as próximas eleições autárquicas, Rui Moreira propõe-se ainda responder a perguntas como: Será que as democracias serão raptadas por partidos de interesses e causas? Ou resultarão em modelos autocráticos? E, em qualquer destes cenários, como serão construídas as lideranças?

O Ciclo de Seminários “Caminhos do Futuro” tem a coordenação de Paulo Morais e todos os meses leva a debate na UPT um tema relevante da atualidade.


A política externa da Turquia em análise

Face às decisões mais recentes da política externa da Turquia, que afetam a segurança e a estabilidade do Médio Oriente, da Europa e do mundo, a Universidade Portucalense organiza o workshop “A Política Externa Turca em 2017”, no dia 18 de maio, a partir das 10h.

O workshop contará com a presença de um representante diplomático da Turquia, de investigadores e outros agentes que farão uma análise da política externa recente da Turquia, promovendo uma discussão que se impõe na Política Internacional Contemporânea, através da consideração de temas relevantes como os curdos, as relações com a União Europeia, os refugiados, o Médio Oriente, os Estados Unidos e a NATO.


A primeira mulher a dirigir uma prisão

A docente da UPT Conceição Santos foi a primeira mulher, em Portugal, a assumir a direção de um estabelecimento prisional. Uma experiência que, no seu entender, lhe “permite transmitir a experiência de vida e ajudar a formar pessoas que sejam mais tolerantes, que saibam ouvir e compreender”.

Em 1997, dirigiu o Estabelecimento Central e Especial de Paços de Ferreira, uma cadeia destinada a homens condenados a penas longas, na maioria dos casos, e à época com 700 reclusos. Uma nomeação que “não cumpriu a tradição, tendo o cargo sido ocupado por uma mulher. Penso que o Diretor Geral dos Serviços Prisionais foi muito corajoso e o Ministro da Justiça também”, salienta.

Comunica UPT: Quais as motivações que a levaram a aceitar este desafio?
Conceição Santos:
As motivações foram as que sempre pautaram a minha multifacetada carreira profissional - disponibilidade para abraçar novos projetos, gosto pelo trabalho em equipa, empenho na melhoria das condições de vida dos reclusos, e abrir o Estabelecimento Prisional à comunidade de modo a facilitar a reinserção dos detidos.

Durante esse mandato, quais foram os principais desafios que encontrou?
Os principais desafios foram sempre: privilegiar o diálogo, ouvir as pessoas, respeitá-las, melhorar as condições de vida dos reclusos e dos funcionários. Estabelecer parcerias e protocolos com as entidades públicas e privadas. Ser exigente na defesa dos direitos dos reclusos e tentar a humanização de um espaço que tradicionalmente é visto como local de “expiação de pecados”.

Qual a lição de vida (ou lições) que aprendeu nos Serviços Prisionais?
A grande lição de vida que tirei da minha carreira nos Serviços Prisionais foi valorizar a Liberdade e constatar a fragilidade da condição humana. A prisão ensina-nos a ser humildes e verificar que é muito fácil ‘pisar o risco’ e perder a liberdade.

Um episódio ou momento que a tenha marcado...
A ceia de Natal no refeitório da prisão é um momento comovente. Durante muitos anos passei o Natal com os reclusos e com os guardas de serviço e só depois ia para a minha casa.

Atualmente, quais os principais desafios que a gestão do estabelecimentos prisionais enfrenta?
Atualmente, os grandes desafios que a gestão penitenciária enfrenta são: o envelhecimento do parque penitenciário, a sobrelotação dos Estabelecimentos, os elevados gastos com a saúde, a necessidade de contratação de guardas e de outro pessoal especializado e de novas políticas de reinserção social com vista à qualificação dos reclusos e as novas tecnologias.



Estudantes avaliam inovação de empresas

Estudantes de Economia e Gestão avaliaram a capacidade de inovação de sete empresas (Sparklegend, ICG, ITEN, Devscope, IT Sector, Primavera e Sapwise), de acordo com o modelo “Innovation Scoring”, no dia 19 de abril.

Num cenário próximo do empresarial, os estudantes aplicaram alguns dos instrumentos de gestão da inovação e reforçaram a proximidade ao mercado de trabalho, com o qual, alguns dos finalistas, serão confrontados ao longo do segundo semestre.

“A implicação, a abertura e a disponibilidade dos representantes das sete empresas, permitiram aos alunos captar um conjunto de informação sobre as características da liderança, cultura, valores, modelos organizacionais e processos de inovação. Nas próximas semanas, os alunos apresentarão os relatórios às empresas que se podem constituir como oportunidades de melhoria”, explicou o docente Júlio Faceira.

“Para a universidade, esta aproximação às empresas é uma ocasião para abrir novas perspetivas na análise de problemas e dar continuidade ao desafio de transferir conhecimento para as empresas”, considera.


Os cadernos eleitorais estão atualizados

Jorge Miguéis, membro da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e ex-diretor do STAPE (Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral), afirmou na UPT que "há um evidente empolamento do recenseamento eleitoral no território nacional".

Para o especialista em sistemas eleitorais, esta realidade não decorre da existência de "eleitores fantasma, porque os cadernos eleitorais estão atualizados, mas, sim, com o problema da chamada ‘abstenção técnica’ relacionada, a seu ver, com o aumento da emigração.

Segundo o mapa da CNE de 31 de dezembro de 2016 estão inscritas para votar 9 704 046 pessoas.

"Admitindo que entre 10 a 11 milhões de pessoas vivem em Portugal e estão cinco milhões de portugueses no estrangeiro, então somos à volta de 16 milhões. Sendo assim, será que nove milhões de eleitores é um número assim tão grande?", questionou Jorge Miguéis, ao mesmo tempo que garanta que os cadernos eleitorais estão atualizados.

"O recenseamento está bem feito, está a cumprir a sua missão e está no bom caminho", disse.

Para Jorge Miguéis, o problema reside sobretudo no aumento da emigração. “Nos últimos anos, muitos portugueses foram trabalhar para o estrangeiro e não mudaram a sua morada. Por isso, não votam, e a abstenção aumenta. Por outro lado, a morte de muitos emigrantes nem sempre é comunicada. Para minimizar a ‘abstenção técnica’, sugeriu algumas medidas, entre as quais a identificação de óbitos antigos e não comunicados, a realização de campanhas mediáticas nas comunidades portuguesas e o cruzamento da base de dados eleitorais com a informação dos consulados”.


A gastronomia deve ser valorizada como experiência

Numa altura em que o Porto bate todos os recordes no turismo, com 6,8 milhões de dormidas registadas em 2016, seis conceituados ‘chefs’ nacionais – Hélio Loureiro, Sérgio Cambas, Luís Américo, Vasco Coelho Santos, Pedro Lemos e Ruy Leão – debateram as tendências e as novas oportunidades na enogastronomia e restauração.

O seminário subordinado ao tema “O Porto fervilha” aconteceu no dia 4 de abril e ficou marcado pelas visões daqueles que são reconhecidos como os ‘chefs’ de excelência da cidade considerada ‘Melhor Destino Europeu 2017’.

Defenderam que “é importante que o Porto não fervilhe apenas na baixa da cidade” e destacam como tendência da restauração o prolongamento para as zonas da Foz e de Campanhã, que conta com um recente plano de reabilitação que atrairá muitas oportunidades.

Convergiram na ideia que “o serviço é, muitas vezes, mais importante do que a comida”, que “os turistas apreciam a gastronomia simples e a comida de conforto” e “a gastronomia deve ser valorizada como experiência”.

A moderação da iniciativa ficou a cargo de Luís Rocha e Renato Cunha, do restaurante Casa da Música e Ferrugem, respetivamente, e ambos professores da licenciatura de Gestão da Hospitalidade da UPT.


UPT debate Turismo na Póvoa de Varzim

Com o Turismo a ser um dos setores com maior crescimento da economia portuguesa, a Universidade Portucalense organizou, em parceria com o município da Póvoa de Varzim, o debate “Turismo é Agora!” no dia 5 de abril, no Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim.

A sustentabilidade e o crescimento local e regional do setor foram os temas abordados pelo painel de oradores constituído pelo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, o CEO da Douro Azul, Mário Dias Ferreira e os docentes da Universidade Portucalense, Frederico d’Orey, Jorge Marques e Susana Ribeiro.

O seminário teve como objetivo envolver, esclarecer e dinamizar os agentes económicos locais e regionais relativamente às oportunidades, desafios e ameaças ao setor, assim como a estratégia a seguir para o desenvolvimento de um turismo de qualidade.


Investigador colombiano escolhe Portucalense

Maurício Ramirez Villegas, doutorando na Universidade de Cauca e professor na Universidade Nacional Abierta y a Distancia, ambas na Colombia, escolheu a Universidade Portucalense, entre um conjunto de universidades espanholas, francesas, belgas e holandesas, para realizar um período de investigação, no âmbito da sua tese de doutoramento.

Ao longo de 14 semanas na UPT, Maurício Ramirez Villegas, com a orientação dos docentes Fernando Moreira e Alexandra Baldaque, desenvolverá a “caracterização do stander xAPI, a aprendizagem conectiva, as metodologias e estratégias para definir o modelo e verter os resultados em publicações científicas, assim como um trabalho de pesquisa sobre as ferramentas adequadas que permitam a realização de U-Learning”.

A investigação de Maurício versa o tema “Modelo U-learning apoyado en las experiencias de aprendizaje y el aprendizaje conectivo para la educación superior virtual”, tendo sido avaliado, no primeiro ano do doutoramento, por um júri internacional, constituído por vários docentes internacionais, entre os quais Fernando Moreira da Universidade Portucalense.

Depois da estadia na Universidade Portucalense, Mauricio Ramirez Villegas seguirá para uma segunda fase de investigação na Universidade de La Laguna, em Tenerife, Espanha.


Prémio para Mestres em Direito

A Sociedade Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão & Associados criou o “Prémio Jurídico Portucalense/Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão & Associados”, para distinguir a melhor dissertação do Mestrado em Direito.

O galardão com a periodicidade anual premiará o vencedor com o valor pecuniário de 1.500 euros, a oportunidade de realizar um estágio na sociedade de advogados, bem como o apoio na publicação de cerca de 300 exemplares da dissertação.

Podem candidatar-se ao prémio os estudantes da Universidade Portucalense que concluíram o Mestrado em Direito com a classificação mínima de 16 valores.

O júri será composto por membros do corpo diretivo da Universidade, dois doutores nomeados pelo departamento de Direito e um representante da Sociedade de Advogados.



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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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