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Artigos da Newsletter Institucional maio 2016

Nº57 – maio 2016
Destaques

Nova licenciatura em Relações Internacionais

“Relações Internacionais” (RI) é a nova licenciatura da Universidade Portucalense. O curso estreia no próximo ano letivo e pretende preparar os estudantes para uma carreira de internacionalistas, dotando de competências transversais nas áreas de Economia, Gestão, Direito e Turismo, explica André Pereira Matos, coordenador deste ciclo de estudos.

Comunica UPT: Quais as razões que motivaram a universidade a criar a Licenciatura em Relações Internacionais?

André Pereira Matos: O curso surge de uma carência identificada na formação superior em Relações Internacionais, especialmente na cidade do Porto. Num mundo crescentemente globalizado, marcado por fluxos comerciais, financeiros e culturais, as competências desenvolvidas neste curso irão desempenhar um papel fundamental. Destaco o conhecimento de línguas estrangeiras, a maior sensibilidade para as diferenças culturais - essencial para os contactos com outras regiões do mundo - e a perceção mais aprofundada sobre as dinâmicas políticas, económicas e sociais mundiais.

É uma área com uma elevada procura...

Sim, o curso de RI é bastante popular junto dos alunos do ensino secundário. A prová-lo está o preenchimento das vagas dos vários cursos oferecidos nesta área em Portugal, assim como as médias elevadas de acesso. Os alunos entusiasmam-se com a variedade curricular da formação - Economia, Gestão, Direito, Política ou Línguas estrangeiras - , assim como com a diversidade das saídas profissionais.

E o mercado de trabalho procura hoje mais profissionais com esta formação?

Sim, atualmente, é possível encontrar vários pedidos de internacionalistas por parte do mercado. A formação abrangente, de banda larga, que os licenciados em RI recebem é uma mais-valia para empresas e organizações públicas e privadas. Os conhecimentos jurídicos, económicos, políticos e culturais desenvolvidos, juntamente com competências linguísticas, tornam este profissional muito versátil.

Quais as funções ou atividades que um licenciado em Relações Internacionais está apto à desenvolver?

Relativamente às funções, um internacionalista, pela sua versatilidade, consegue cumprir com qualidade uma grande variedade de atribuições, como por exemplo, consultor internacional, técnico superior de RI em instituições da administração pública, técnico de RI em empresas multinacionais, diplomata, funcionário de organizações internacionais ou investigador científico.

O que diferencia este curso dos já existentes em outras instituições de ensino superior em Portugal?

O curso de RI da Universidade Portucalense oferece uma formação académica de qualidade nas diferentes áreas científicas envolvidas e uma especial preocupação com a empregabilidade dos licenciados, o que é, aliás, reconhecido pela Comissão de Avaliação Externa. Do ponto de vista da originalidade desta oferta formativa, destaca-se a possibilidade de os alunos poderem optar pela realização de quatro 'minors' ou uma especialização. Ou seja, no último ano, os estudantes ao selecionarem todas as unidades curriculares (uc) de opção na área científica do Direito, obterão uma licenciatura ('major') em Relações Internacionais com um 'minor' em Direito; o mesmo princípio é aplicável às áreas da Economia, da Gestão e do Turismo. No caso de pretenderem uma maior especialização em Relações Internacionais, podem optar por concluir as uc opcionais na área das RI. É um percurso flexível e adaptado aos interesses e objetivos individuais, tendo em vista a prossecução da sua formação para um segundo ciclo ou a sua integração no mercado de trabalho. Efetivamente, um licenciado em RI com 'minor' em Direito terá uma vantagem comparativa no exercício de funções em organismos do Estado ou até em organizações internacionais, assim como o detentor do 'minor' em Economia ou Gestão terá uma maior abertura na integração em empresas multinacionais.


ThreeC Conference a 6 de junho

A Universidade Portucalense acolhe o evento “ThreeC Conference: Circular Economy and Education”, no próximo dia 6 de junho, a partir das 9h30, na Aula Magna.

O consórcio “ThreeC” do projeto ERASMUS+ irá refletir sobre a Economia Circular na Educação, no contexto da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, e apresentar os resultados do projeto.

O programa inclui apresentações e sessões de discussão com Rafael Pereira (Associação dos Industriais Metalúrgicos e Metalomecânicos), Sara Heinrich (Fundação Ellen MacArthur) e Martin de Wolf (Fontys University of Applied Sciences).

A Economia Circular faz parte da agenda da Estratégia Europa 2020 e é baseada no modelo de desenvolvimento sustentável e nos princípios de uma economia verde, que garanta a eficiência na utilização de recursos. Estima-se que a Economia Circular venha a gerar uma poupança na ordem dos €600 mil milhões nos negócios, crie dois milhões de postos de trabalho e a produtividade aumente 30% até 2030.


“As crises são lições de vida”

“A ética é fundamental para haver futuro”, “surge muitas vezes no drama do dia-a-dia” e “é um caminho para ser feito com bom-senso”, estas foram as principais ideias defendidas pelos gestores convidados das Jornadas de Economia e Gestão sob o tema “Ética vs Economia”, moderadas pelo docente Frederico D’Orey, no dia 13 de maio.

Jorge Líbano Monteiro, Secretário-Geral da Associação Cristã de Empresários e Gestores, começou por afirmar que “a competência técnica é importante, mas o fundamental é a consistência humana. O mercado não vive com profissionais sem ética ou de pessoas boazinhas sem competência”.

“A transparência começa com a transformação individual e são as pessoas que fazem a ética. Não existem empresas éticas, existem empresas com pessoas éticas que fazem a diferença. A ética liberta-nos. Quanto mais transparentes e mais livres formos, mais felizes seremos. A falta de ética começa quase sempre em pequenas coisas e depois evolui”, realçou.

João Ermida, antigo administrador do banco Santander e atualmente consultor independente, destacou que “a fixação de objetivos impossíveis de alcançar é um dos fatores que mais contribui para a falta de ética. As pessoas deixam-se condicionar, por várias razões, e não questionam os objetivos da empresa. Viver contra os nossos valores pode ser uma bomba-relógio e só há uma saída - abandonar o caminho errado”.

Para Fernando Monteiro, administrador da SIVA (representante em Portugal de marcas como a Volkswagen ou a Audi), “a ética reflete-se na reputação e é a reputação que diferencia uma empresa”. A propósito do recente escândalo da Volkswagen (VW), afirma que “as crises mostram que as empresas têm de mudar de atitude. São lições de vida”.

“Em 2014, a VW teve um pequeno sinal que algo estava mal e não avaliou devidamente essa informação. Deveríamos saber que são os pequenos sinais que fazem as revoluções. As crises são sempre piores do que pensamos, mas são elas que abrem novas culturas. Hoje, a VW é mais transparente e o setor automóvel questiona se as regras criadas em laboratório, e não em condução real, são possíveis. Está-se a criar uma nova realidade sem hipocrisia regulamentar”.

Arnaldo Figueiredo, vice-presidente da Mota-Engil, frisou que “se vive num tempo em que tudo é suspeito” e que “hoje os jovens estão mais atentos à questão da ética”. Por seu turno, João Luís Peixoto Sousa, diretor do jornal Vida Económica, afirmou que a comunicação social tem a responsabilidade social de denunciar casos não-éticos, criticando-a por “não colocar em causa dados estabelecidos e ser pouco ativa a contrariar a falta de ética”.


Qualidade e preço explicam sucesso da Quinta do Crasto

O Almoço de Harmonização da Quinta do Crasto, preparado pelos estudantes de Gestão da Hospitalidade e o ‘chef’ Renato Cunha, trouxe Pedro Guedes de Almeida, diretor comercial da marca de vinhos, ao restaurante da universidade, onde afirmou que “a apreciação do vinho varia em função da companhia, da comida e do ambiente”.

Na Quinta do Crasto, em Sabrosa, são produzidas anualmente diversas categorias de Vinhos de Mesa e de Vinhos do Porto. A taxa de exportação é de 75% e os principais mercados internacionais são Brasil, Estados Unidos da América, Reino Unido e Canadá. Portugal representa 25% das vendas globais, sendo um mercado que tem crescido influenciado pelos Vinhos de Mesa. Em 2015, o volume de negócios fixou-nos nos 8 milhões de euros

Um sucesso que, na opinião de Pedro Guedes de Almeida, se deve à “qualidade consistente e ao preço equilibrado”. No ano passado, 5% da faturação resultou do Enoturismo, uma área de negócio que tem sido desenvolvida à medida do interesse e gosto do cliente, com programas personalizados de visitas guiadas e almoços/jantares

Daqui a 5 anos espera que a Quinta do Castro “tenha aumentado a produção, melhorado a qualidade e a quota de mercado tenha crescido”. Os seus vinhos preferidos são o “Maria Teresa” - o primeiro vinho português a figurar no ‘top’ 3 da conceituada revista “Wine Spectator”, e o “Vinhas Velhas Reserva”.

Pedro Guedes de Almeida, sobrinho de Jorge Roquette - proprietário da Quinta do Crasto, fez o percurso profissional na indústria informática de software e hardware, onde aprendeu “a disciplina e a gestão de tempo”. Em 2005 abraçou o desafio de dirigir as áreas comercial e de marketing da empresa familiar.


“Tudo é transitório e está interligado”

“Existem duas regras básicas da vida: tudo é transitório e está interligado. Se refletirmos diariamente sobre estas duas condições teremos a calma e a clareza para nos concentrar naquilo que pretendemos conhecer”, disse Bal Krishna Maganlal, médico reconhecido pela sua visão espiritual da vida, do mundo e da medicina, no Ciclo de Seminários “Caminhos da Cidadania”, no dia 19 de maio.

“Porque é que não agimos em função do que sabemos? E porque sabemos e não fazemos?”, questionou Bal Krishna. Para o especialista em medicina chinesa, a resposta é clara: “criamos uma visão muito alta de nós próprios - porque o ego existe -, não refletimos sobre a visão e não nos concentramos.

Alertou que a ação não pode estar constantemente longe da visão, sendo necessário “mudar o hábito todos os dias, para que o distanciamento entre o saber e o fazer não aumente.

Explicou que “saber sem conhecimento não é saber, pois só a experiência dá o conhecimento”; “há sempre uma saída, porque todos os túneis têm luz” e “amor significa ficar feliz com a felicidade dos outros”.

Bal Krishna estudou Ciências na Universidade Saint-Xavier´s College, na Índia, e Medicina Tradicional Chinesa, em França. Em 1993 fundou o Centro de Retiro e Meditação Karuna, na Serra de Monchique, no Algarve. Em 2001, foi o intérprete oficial de Dalai Lama na sua primeira visita oficial a Portugal.


Estudantes em semana internacional

A Universidade Portucalense, através do Departamento de Economia, Gestão e Informática, associou-se a uma rede de instituições de ensino superior europeias que organizam programas de curta duração, designados por “BusIT Weeks”, sobre temáticas nas áreas de negócio e tecnologias de informação.

Marcos Cunha, Jorge Carvalho, Francisco Marques, Gonçalo Vaz, Tiago Martins, João Rodrigues e David Freitas, estudantes do 1º ano da licenciatura em Informática, representaram a UPT na “BusIT week” com o tema “Will humans become obsolete?”, que decorreu na Fontys University of Applied Sciences, na Holanda, entre 18 a 22 de abril.

O projeto visou a utilização e programação de robots “NAO”, utilizando a plataforma de software “Choregraphe” e a linguagem de programação “Python”, para o suporte de diferentes cenários de negócio, desde o atendimento e acompanhamento de clientes em unidades hoteleiras, um ‘personal trainer’ ou um robot de entretenimento com funções de truques de magia.


Carvalhos e Murça vencem 13º PPUPT

A dupla João Santos e Manuel Correia do Colégio Internato dos Carvalhos venceu o 13º Prémio de Programação UPT, que contou com a participação de mais de 40 estudantes do ensino secundário apaixonados pela programação.

Bruno Moreira e Diogo Couto, da Escola Secundária de Valongo, classificaram-se em segundo lugar, e Daniel Zheng Dong e Nuno Dias, do Colégio Internato dos Carvalhos, classificaram-se em terceiro lugar. No concurso feminino, a vencedora foi Isabelle Lima da Escola Profissional de Murça.


Porto precisa de desenvolvimento turístico sustentável

No âmbito do Dia Mundial dos Museus, Isabel Freitas, coordenadora do Departamento de Património, Turismo e Cultura, chamou a atenção para a necessidade do centro histórico do Porto, classificado como Património da Humanidade, ter um desenvolvimento turístico sustentável, para evitar que a zona se transforme numa "cidade plastificada".

“A alma da zona histórica que as pessoas transportam com a sua presença está a desaparecer. Começam a existir serviços e comércio que se veem em todo o lado e desapareceram as confeitarias mais tradicionais. A grande questão é como é que as entidades públicas podem evitar o despovoamento e a fixação de grandes cadeias em edifícios privados”, observou a docente.

“Não estamos contra o turismo. O turismo é o motor da economia. Achamos é que devem existir equipas multidisciplinares para que o desenvolvimento do setor seja feito de forma sustentável, evitando que o Porto se transforme numa cidade plastificada, estandardizada, sem população e com comércio e serviços de grandes cadeias, iguais em todo o lado do mundo”.

Isabel Freitas sugeriu que sejam encontrados “polos de atração turística na cidade”, nomeadamente na zona da Foz, de modo a “evitar a pressão sobre o centro histórico” e os riscos da massificação do turismo.





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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
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