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Artigos da Newsletter Institucional março 2016

Nº55 – março 2016
Destaques

Internet das Coisas em debate

Os desafios atuais da Internet das Coisas (IoT), enquanto possibilidade de conectar o mundo físico com o mundo digital, é o tema da conferência “Are you ready for the Internet of Things” que decorrerá no próximo dia 13 de abril, às 14h30, no auditório 105.

A Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT) consiste na conexão de máquinas, dispositivos, sensores, automóveis ou câmaras, com vista a otimizar a vida quotidiana, economizando tempo e recursos financeiros.

As aplicações da IoT estão hoje presentes em diversas áreas - edifícios inteligentes, envelhecimento saudável, agricultura, segurança alimentar, veículos autónomos e “wearables” - e desafiam a utilização generalizada e a adoção em larga escala.

Esta conferência reunirá diversos especialistas de referência em três painéis de debate - soluções e projetos, análises de dados e segurança/privacidade da IoT.

Com esta iniciativa dirigida a profissionais da área das Tecnologias da Informação, gestores e empreendedores, docentes e alunos, a Universidade Portucalense pretende contribuir para a compreensão do impacto da IoT, envolvendo as dimensões do negócio e inovação, tecnologia e investigação, segurança e privacidade.


Vasco Lourenço estreou “Caminhos da Cidadania”

Depois do Ciclo de Seminários “Gestão das Cidades”, surge o Ciclo de Seminários “Caminhos da Cidadania” organizado pelo docente Paulo de Morais. O primeiro orador convidado foi Vasco Lourenço, Presidente da Associação 25 de Abril que abordou, a 31 de março a questão das decisões coletivas no seminário “Participação cívica - Não feches os olhos, participa!”

“Apesar de vivermos em comunidade, razões diversas levam-nos, muitas vezes, a esperar que sejam os outros a resolver os problemas mas, como não há almoços grátis, o absentismo abre a porta a decisões que não vão ao encontro dos interesses da maioria”, sublinhou Vasco Lourenço.

António Manuel Ribeiro, compositor e vocalista dos UHF; Bal Krishna, mestre budista; Jorge Miguéis, especialista em questões eleitorais; José Pedro Teixeira Fernandes, especialista em Relações Internacionais; Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo; e o realizador António Pedro Vasconcelos, são outros dos nomes confirmados para este ciclo anual de seminários.

“A Universidade é, por definição, um espaço de debate sobre as problemáticas que afetam o dia a dia da nossa sociedade, pelo que queremos promover a partilha e discussão de ideias sobre questões tão urgentes como a guerra, a segurança, a diferença religiosa, a igualdade de género, o ambiente, o consumo, entre tantos outros temas da vida em coletivo”, esclarece Paulo Morais.

A iniciativa “Os Caminhos da Cidadania” decorrerá na última quinta-feira de cada mês, a partir de março até dezembro, às 18h30, no auditório 203, e é aberta a toda a população.


Jornadas “Das falas do corpo ao corpo do mito”

Eduardo Sá e Alberto Eiguer são as oradores principais das Jornadas “Das falas do corpo ao corpo do mito” da Sociedade Portuguesa de Psicodrama Psicanalítico de Grupo, que a Universidade Portucalense acolhe a 15 e 16 de abril.

No dia 15, às 17h, Eduardo Sá, Psicólogo Clínico e professor de Psicologia Clínica, abrirá as jornadas com a conferência “O corpo não existe”. Depois seguir-se-ão três workshops - “Corpo, Ação e Palavra no Psicodrama Psicanalítico”, “E o corpo pula e avança, como bola colorida, nas mãos de uma criança” e “Meu corpo… um barco sem ter porto?”

No dia 16, Alberto Eiguer, Psiquiatra, Psicanalista e Professor no Instituto de Psicologia da Universidade de Paris V, falará sobre “A função simbólica da ternura física e os seus efeitos na intersubjetividade familiar”. Ao longo do dia irão decorrer três mesas-redondas.






Estágios e Erasmus fazem a diferença

“Traz o teu curriculum e leva uma oportunidade de emprego” foi a máxima da 4ª feira de emprego “Careers UPT” que trouxe à Universidade Portucalense 30 empresas das áreas tecnológica, financeira, industrial, turismo, hotelaria, consultoras e sociedades de advogados nos dias 14 e 15 de março.

Carlos Andrade, responsável pela Michael Page no Porto, foi um dos oradores convidados. Conhecedor profundo do mercado de trabalho no norte do país, indicou que “a Gestão e a Economia lideram o recrutamento” e que “os estágios e as experiências Erasmus fazem a diferença na seleção dos candidatos – as empresas valorizam os perfis com diferentes experiências”.

Revelou que “a proatividade e a resiliência são as características pessoais mais procuradas pelos empregadores” e exemplificou: "trabalho com um diretor de Recursos Humanos que aguarda sempre que o entrevistado tome a iniciativa de telefonar a perguntar pelo ponto da situação do recrutamento. Neste caso particular, quem não tomar esta iniciativa, nunca será contratado por esta empresa”.

O gestor confidenciou ainda que “na maioria das entrevistas, os candidatos falham nas ‘soft-skills’ (atitudes e comportamentos) e que muitos currículos são eliminados dos processos de seleção pela fotografia desapropriada dos candidatos”.

Ao longo dos dois dias a feira de emprego, organizada pelo Gabinete de Apoio ao Aluno (GAA), acolheu palestras, apresentações corporativas e entrevistas de emprego e contabilizou 500 estudantes inscritos.

Sofia Freire de Andrade, coordenadora do GAA, destaca a “elevada colaboração da comunidade e a vontade das empresas participantes de voltarem a colaborar em futuras iniciativas e de estabelecer eventuais parcerias, no sentido de identificarem candidatos com potencial. No entanto, quase todas referiram que a maioria dos alunos tem pouca iniciativa de aproximação e estava unicamente focada em estágios curriculares e não em oportunidades de emprego. Na próxima edição, os estudantes devem ser mais pró-ativos no contacto com as empresas”.


12 estudantes recebem diplomas “Master Work”

No final do primeiro dia da feira de emprego “Careers UPT” foram entregues os diplomas “Master Work” a 12 estudantes que participaram neste programa que permite aos atuais alunos terem uma primeira experiência de trabalho com antigos alunos da universidade, ao longo do ano letivo.

Esta iniciativa conjunta do Gabinete de Apoio ao Aluno e da Associação de Antigos Alunos nasceu no ano passado e arrancou com uma experiência piloto com alunos da Licenciatura de Direito, abrindo as portas ao contacto direto com a prática forense, em contexto de escritório e de tribunal, e a colocação em prática dos conhecimentos adquiridos na universidade.

Katy Fernandes, estudante de Mestrado em Direito, indica que o programa Master Work “ajudou a aliar a teoria à prática do Direito - estar num escritório de advocacia permitiu-me sedimentar o desejo de continuar nessa caminhada e reconheci que essa experiência se irá refletir no futuro. Estou muito grata por esta oportunidade.”

Eduardo Castro Marques, advogado da sociedade Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão & Associados que acolheu estudantes ao abrigo deste programa, considera que “estas iniciativas são muito importantes para o conhecimento ‘in loco’ de realidades como diligências, reuniões com clientes ou apresentações de propostas”.


Portugal desinvestiu nas TIC

Um estudo recente realizado por Carla Rêgo, no âmbito do Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), revela que “em 10 anos, Portugal reduziu para um terço o ensino das TIC na escolaridade obrigatória”.

Há uma década, o número total de horas lecionadas entre o 1.º e o 12.º ano era de 157.5, hoje são apenas 52.5, ou seja, os alunos têm pouco mais de uma semana completa de trabalho para adquirir as competências necessárias na área das TIC.

“Apesar de nos últimos anos se terem conhecido significativas evoluções na sociedade da informação, verifica-se atualmente um desfasamento entre as competências necessárias e as adquiridas pelos alunos, pelo que seria desejável que os objetivos da Escola estivessem em consonância com a evolução e necessidades da sociedade”, sublinha Carla Rêgo.

A investigação, intitulada “As TIC no currículo da escolaridade obrigatória”, analisou os currículos escolares de quatro países que estão em lugares cimeiros nos rankings da Educação, designadamente Reino Unido, Finlândia, Austrália e Estados Unidos, e comparou com o caso português, concluindo que Portugal se mantém abaixo da linha da água no que respeita ao índice de políticas de e-skills.

Com uma pontuação de 1.5 valores, numa escala que vai de 1 a 5, Portugal assume assim a posição mais baixa quando comparado com os restantes países em análise, sendo o Reino Unido, com um índice de políticas ‘e-skills’ igual a 5, quem ocupa o topo da tabela.

“Todos os países que integraram a amostra apresentaram uma preocupação comum: o futuro da economia e produtividade do país, pelo que todos concordaram que é necessário, pertinente e urgente apostar na educação valorizando as STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), devendo esta aposta começar logo no 1.º ciclo”, afirma a investigadora.

No entanto, os dados apresentados por Carla Rêgo ajudam a perceber que nem todos os países estudados adotam currículos com base nessa preocupação, como é o caso de Portugal, que tem vindo a desinvestir no ensino das TIC no básico e secundário.

No Reino Unido, por exemplo, à semelhança da Austrália e Estados Unidos, pretende-se que os alunos exercitem o pensamento computacional desde os primeiros anos escolares, esperando deste modo combater a falta de especialistas em TIC.

“O pensamento computacional apresenta-se como uma competência que, recorrendo ao raciocínio lógico e algorítmico, ajudará no desenvolvimento das capacidades cognitivas, bem como da produtividade, inovação e criatividade dos atuais alunos, futuros profissionais”, realça a autora do estudo.


Mestrandos apresentam projetos de investigação

Desde 2009 que a UPT organiza o Encontro Científico de Psicologia “Troca de Ideias a Meio Caminho do Mestrado”, aproximando investigadores e estimulando o debate e a discussão dos conhecimentos científicos emergentes, e permitindo aos estudantes finalistas do Mestrado em Psicologia apresentarem e discutirem os seus projetos de investigação com um painel de investigadores.

Esta 7ª edição contou com a participação de 32 estudantes e 15 especialistas convidados das Universidades do Porto, Coimbra, Minho, Aveiro, Católica, Fernando Pessoa, Instituto Politécnico do Porto, CESPU e da consultora Team Work.

Os projetos de investigação apresentados organizaram-se em torno de temas como: Stress, trabalho e família; Funcionamento cognitivo e qualidade de vida na doença oncológica; Avaliação neuropsicológica ao longo do ciclo vital; Competição e cooperação no processo de aculturação de imigrantes; Processos emocionais e relacionais na adolescência; Envelhecimento; Estilos parentais; Identidade e orientação sexual na transição para a idade adulta.

Investigações que, segundo a docente e coordenadora da iniciativa, Ana Conde, são um contributo efetivo para o avanço do conhecimento, ao permitir a acumulação de evidências científicas em áreas inovadoras e socialmente relevantes, e refletem a “linha estratégica do projeto científico da universidade que dá prioridade à investigação colaborativa em projetos e linhas de trabalho com investigadores e centros de investigação nacionais e estrangeiros, promovendo a interdisciplinaridade, a multidisciplinaridade e a globalização do conhecimento”.


Novas Tendências da Educação

Lino Oliveira e Daniel Azevedo apresentaram dois estudos, desenvolvidos no âmbito do Doutoramento em Informática na UPT, " no workshop "Novas Tendências da Educação 2016” que decorreu no ISCAP, no dia 16 de março.

“O teu mestre - uma plataforma digital de ensino” de Daniel Azevedo mostrou um caso prático de uma ferramenta de apoio à aprendizagem à distância da Matemática, com dois públicos-alvo: estudantes em situações impeditivas de frequentar a escola e estudantes que frequentam a escola, mas que necessitam de apoio para a compreensão das matérias.

Lino Oliveira abordou a temática “A utilização da web social como forma de potenciar a aprendizagem”, onde mostrou a forma clara como as ferramentas web podem ser utilizadas no processo ensino-aprendizagem, relativamente à recolha, organização e utilização da informação. Esta experiência prática, como ficou demonstrado, está vocacionada para estudantes do ensino superior de qualquer área de conhecimento.


Inscrições abertas para “Maiores de 23”

Até 6 de maio encontra-se a decorrer a 1ª fase de inscrição para as Provas Especiais de Acesso e Ingresso ao Ensino Superior para candidatos com mais de 23 anos, que se pretendam candidatar aos 10 cursos de licenciatura da Universidade Portucalense no ano letivo 2016-2017.

O ingresso via “Maiores de 23” destina-se a candidatos que não possuam habilitações de acesso ao ensino superior e tenham completado 23 anos até 31 de dezembro de 2015.

A Universidade Portucalense apresenta 10 licenciaturas - Direito, Solicitadoria, Economia, Gestão, Gestão da Hospitalidade, Gestão e Sistemas de Informação, Informática, Educação Social, Psicologia e Turismo.





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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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