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Artigos da Newsletter Institucional fevereiro 2016

Nº54 – fevereiro 2016
Destaques

Feira de emprego regressa em março

Nos dias 14 e 15 de março irá decorrer mais uma edição da feira de emprego “Careers UPT 2016”, em que empresas e estudantes participam em palestras, apresentações corporativas, entrevistas de emprego e “roundtables”.

A iniciativa organizada pelo Gabinete de Apoio ao Aluno (GAA) traz à UPT empresas das áreas tecnológica, financeira, industrial, turismo, hotelaria, consultoras e sociedades de advogados que apresentarão os seus negócios, oportunidades de estágio e de emprego.

No dia 14 de março estão previstas duas palestras: “Futuro Profissional” e “Responsabilidade Social Interna - Promoção do desenvolvimento de competências”, apresentadas pela Michael Page e Bio Rumo. No final do dia, serão entregues os certificados aos estudantes que participaram no “MasterWork”, um programa de estágios que envolve atuais e antigos alunos, promovido pelo GAA em parceria com a Associação dos Antigos Alunos.

Já no dia 15 estão agendadas várias atividades - “roadshow” da ANJE, apresentações corporativas, stands, “roundtables”, entrevistas, divulgação de bolsas de estágio e de investigação e estágios internacionais.

Sofia Freire de Andrade, coordenadora do GAA, indica que a iniciativa tem com objetivo “criar relações próximas entre os alunos e as empresas e compreender as competências mais valorizadas e os perfis pretendidos pelos recrutadores”.


A relação entre a Turquia e a União Europeia

O docente e investigador André Pereira Matos lançou o livro “EU’s democracy promotion in Turkey”, no último dia 25 de fevereiro. A obra analisa as relações entre a União Europeia e a Turquia, ao longo das últimas décadas, e foi apresentada por Gülce Kumrulu, Conselheira da Embaixada da Turquia em Portugal. A “Comunica UPT” falou com o autor.

Comunica UPT: Fale-nos um pouco sobre este livro…

André Pereira Matos: Este livro resulta de uma adaptação e atualização da investigação realizada no âmbito do meu doutoramento. Trata-se de uma tentativa de avaliar sistematicamente a evolução da democracia turca entre 1999 e 2009 e de relacionar esse desempenho com a presença da União Europeia (UE), enquanto ator que exerce pressão no quadro da política de alargamento.

O que procurou revelar neste trabalho?

Pretendi, acima de tudo, sistematizar alguma informação dispersa sobre questões teóricas, como os processos de transição e consolidação democrática, a influência de atores externos numa realidade nacional e a avaliação do desempenho democrático de um país. Ao congregar esta avaliação teórica com uma recolha de dados empíricos e de juntar a ambos uma avaliação de natureza hermenêutica, pretendi comprovar que a perceção pública de deterioração da qualidade da democracia turca coincide com as avaliações de dezenas de instituições internacionais. Para além disso, foi ainda possível descortinar algumas conclusões acerca do papel da UE no processo de democratização.

Quais as conclusões mais relevantes que podemos encontrar?

Destacaria três conclusões. Em primeiro lugar, que a avaliação internacional do desempenho da Turquia ao nível da democracia foi refletindo flutuações e um cenário de relativa instabilidade ao longo da década, com um momento-chave, em 2005, a partir do qual a tendência foi decrescente. Em segundo lugar, comprovou-se que um maior afastamento da UE em relação à Turquia coincidiu com esta tendência decrescente. Em terceiro lugar, estabeleceu-se um raciocínio, baseado nestes – e em outros fatores – que apontam para a necessidade de estabilidade nas relações entre a UE, enquanto ator externo que pressiona as democracias no sentido da sua consolidação, para que não ocorram (como ocorreram na Turquia) alterações significativas na perceção popular que dê origem a dinâmicas de falta de motivação para o empenho no processo de adesão e, consequentemente, se entre num ciclo em que o afastamento da UE signifique um ritmo desacelerado nas mudanças internas com vista à democratização.

Quais os desafios que perspetiva no âmbito das negociações de adesão da Turquia à União Europeia?

Considero que as relações melhoraram, influenciadas pela crise dos refugiados. O interesse da UE na mobilização deste aliado central no Médio Oriente tem originado um esforço redobrado para promover a aceleração do processo de adesão. Paradoxalmente, pela avaliação que faço ao desempenho democrático da Turquia, as políticas de semi-autoritarismo do Presidente Erdogan colidem com a consolidação de valores democráticos, como temos observado no caso dos constantes desrespeitos pelos Direitos Humanos. O elevado número de casos de violação analisados pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos é prova disso mesmo.


Saúde Mental em debate

Em maio próximo, entre os dias 4 e 6, investigadores espanhóis e latino-americanos e profissionais de Saúde Mental, Ciências Sociais e Humanidades estarão reunidos no Congresso Internacional “História da Psicopatologia e da Psicoterapia”, organizado pela Sociedade Espanhola de História da Psicologia (SEHP), que decorre na Universidade Portucalense.

“Neste momento, temos já propostas de comunicações de investigadores originários de Portugal, Espanha, Brasil, Chile, Reino Unido, Alemanha e Itália”, adianta Paulo Renato Jesus, docente e coordenador do evento.

O objetivo deste congresso internacional é “estimular, promover e divulgar a investigação científica em torno da Psicopatologia e da Psicoterapia para que se realize uma avaliação histórica crítica dos múltiplos paradigmas de explicação da loucura e dos diversos modelos de intervenção terapêutica”.

Para o docente, “conhecer a história da loucura e das suas mutações significa conhecer melhor as modalidades do sofrimento humano e da sua transformação em objeto de ciência e de intervenção cientificamente validada, aumentando a capacidade de autoavaliação, de autocrítica e, consequentemente, de autocorreção das teorias e das práticas que se ocupam da saúde mental. Este acréscimo de autoconhecimento crítico é particularmente relevante num contexto em que a proliferação epidémica de perturbações mentais carece de respostas teóricas e práticas adequadas”.

Explica: “a conceção de doença ou perturbação mental sofreu muitas metamorfoses ao longo da história, de tal modo que a história da Psicopatologia e da Psicoterapia constitui um campo de batalha entre paradigmas com visões distintas do normal e do patológico, assim como do humano e do inumano. Estas oposições permanecem e intensificam-se na atualidade e a este propósito é muito instrutiva a polémica internacional recente em torno do novo manual de diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria, DSM-V, assim como os confrontos entre os defensores da psicofarmacologia e os promotores das psicoterapias”.


Erasmus abre as portas ao emprego

Em fevereiro, a UPT acolheu 38 novos estudantes de Erasmus oriundos de 11 países - Brasil, Eslovénia, Espanha, Estónia, Hungria, Itália, Letónia, Lituânia, Polónia, Republica Checa e Turquia - e promoveu uma sessão de esclarecimento para os estudantes que pretendam viver essa experiência internacional no próximo ano letivo.

Um estudo recente da Comissão Europeia demonstra que a experiência internacional é cada vez mais valorizada pelos mercados de trabalho. "A possibilidade [dos estudantes que fizeram Erasmus] de sofrerem uma situação de desemprego de longa duração é 50% menor em relação àqueles que não estudaram ou obtiveram uma formação no estrangeiro".

Conclui-se também que cinco anos depois da conclusão do curso, "a taxa de desemprego é inferior em 23%" para os que tiveram experiências internacionais em relação aos que não tiveram.

Este estudo envolveu cerca de 80 mil participantes, incluindo estudantes e empresas, e confirma a importância do programa de intercâmbio de estudantes da União Europeia para a empregabilidade e a mobilidade profissional.


Biblioteca Camoniana Digital

Criar uma “Biblioteca Camoniana Digital” com o objetivo de preservar e divulgar mundialmente a coleção doada pelo professor Bernardo Xavier Coutinho, especialista na obra do poeta e fundador da Universidade Portucalense, é um dos objetivos da Biblioteca Geral da UPT (BGUPT) para este ano.

“O acervo integra 280 documentos, 64 dos quais correspondentes à bibliografia ativa de Luís de Camões, e diversos exemplares de livro antigo e algumas obras raras, que precisamos de preservar e divulgar. Nesse sentido, será desenvolvido um trabalho de organização, catalogação, indexação crítica e digitalização, respeitando a integridade do núcleo documental”, revela Manuela Barreto Nunes, diretora da BGUPT e coordenadora deste projeto.

“Nesta biblioteca particular encontram-se algumas das edições originais sobre as quais trabalhou, constituindo um precioso fundo antigo, a que se juntam obras raras do século XIX e da primeira metade do séc. XX”.

Bernardo Xavier Coutinho (1909-1987), historiador e especialista em Camões, publicou 64 obras, destacando-se os estudos sobre a edição “princeps” de “Os Lusíadas” de 1572. A biblioteca particular que doou à UPT é constituída por 5.370 títulos e inclui mais de uma centena de obras correspondentes à tipologia de livro antigo, com particular incidência nos séculos XVIII e XIX (até 1820) - atualmente preservadas em ambiente fechado, com temperatura e humidade controladas.


Porto, Património Mundial e Turismo

No âmbito do “Dia dos Centros Históricos” que se assinala a 29 de março, a Universidade Portucalense organiza o seminário “Porto, Património Mundial e Turismo”, às 17h, no auditório 201.

Miguel Rodrigues, Diretor da Direção de Cultura do Norte, Manuel Aranha Vereador do Pelouro do Comércio e Turismo da Câmara Municipal do Porto, José Patrício Martins, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana, Carlos Rodrigues, Ana Bolina, Espaço Porto Cruz e os docentes da UPT Isabel Freitas e Carlos Rodrigues são os oradores convidados. O debate será moderado pelo docente José Manuel Tedim. No final decorrerá uma prova de vinhos da Porto Cruz.



As tecnologias no ensino-aprendizagem

No dia 3 de fevereiro decorreu o primeiro workshop no âmbito do projeto “Novas Tendências na Educação em 2016”, organizado pela Universidade Portucalense e o ISCAP, que pretende refletir sobre as mudanças nos processos de ensino-aprendizagem que decorrem da utilização crescente das tecnologias no quotidiano.

Foram apresentadas duas metodologias que podem ser introduzidas nos processos de ensino-aprendizagem de todos os níveis de ensino.

A primeira sugeriu uma aprendizagem colaborativa com recurso a dispositivos móveis e divulga um estudo exploratório realizado em instituições de ensino superior do norte do país, entre 2009 e 2015, e um caso prático de utilização dos dispositivos móveis e da utilização de aplicações gratuitas e disponíveis na nuvem.

A segunda metodologia, designada por “flipped classroom”, incidiu na análise do desenho e implementação em diversos países europeus, com diferentes graus de desenvolvimento e de cultura.

Concluiu-se que ambas as metodologias devem e podem ser implementadas nos processos de ensino-aprendizagem como estratégias complementares às metodologias tradicionais, de forma a preparar os estudantes para o mercado de trabalho, que impõe hoje novas competências, como a resolução de problemas complexos, o pensamento crítico, a inteligência emocional ou a flexibilidade cognitiva.



COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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