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Artigos da Newsletter Institucional dezembro 2015

Nº52 –dezembro 2015
Destaques

O sucesso e a responsabilidade de 2015

2015 foi um ano de muitas conquistas para a Universidade Portucalense – cresceu 41,2% em número de alunos, avançou na internacionalização e na investigação. Estes foram alguns dos temas que marcaram os discursos do Jantar de Natal que reuniu cerca de 140 docentes e colaboradores (o mais participado nos últimos anos), no dia 17 de dezembro.

“O Natal é uma época de renovação, de reflexão do ano que agora termina, de formulação de desejos para o próximo que começa. O Natal projeta-nos para um novo ciclo com vontade de mudança”, começou por indicar Armando Jorge de Carvalho, Presidente da Cooperativa.

Em forma de retrospetiva, elencou alguns dos factos que fizeram de 2015 um ano de sucesso para a universidade: “a consolidação do nosso Sistema Interno de Garantia da Qualidade; a melhoria do modelo de avaliação do desempenho baseada no desempenho individual e fundamental para a ‘performance’ global da instituição; o plano de emergência interna; a criação da unidade UPT Investigação centralizada na reitoria e do Instituto Portucalense de Neuropsicologia e Neurociências Cognitiva e Comportamental (INPP); o reforço na composição do corpo docente; e o aumento de 41,2% do número de estudantes matriculados - o maior crescimento registado nas universidades, em Portugal”.

Para Armando Jorge de Carvalho, este é o resultado de um “percurso realizado de uma forma rigorosa, séria e determinada, focado em cumprir os objetivos propostos”.

Falou também de futuro - “estamos convictos que serão tempos difíceis e repletos de desafios” -, da convicção que “a maior qualidade de um vencedor é nunca desistir” e da inspiração de Winston Churchil : “nunca desista, nunca e em nada, seja grande ou pequeno, importante ou irrelevante, nunca desista.”

O Reitor Alfredo Marques sublinhou que o “inédito crescimento do ingresso, neste ano letivo, simboliza a afirmação da credibilidade da universidade, mas também deve significar um aumento da responsabilidade de todos”.

Salientou que o projeto de internacionalização para a captação de estudantes estrangeiros deu um passo determinante, com a criação de parcerias internacionais e com a disponibilização de toda a oferta formativa em inglês.

“O balanço é positivo, apesar de ser insuficiente para assegurar o futuro; não pode haver deslumbramento, porque sem ambição não há futuro”, concluiu.


Ceia de Natal solidária

A Universidade Portucalense ofereceu uma Ceia de Natal solidária a cerca de 250 pessoas carenciadas da cidade do Porto, preparada por uma equipa de voluntariado, constituída por estudantes, docentes e colaboradores. A animação infantil, através de palhaços, pinturas faciais e entrega de prendas, levaram a felicidade às 40 crianças presentes.

A iniciativa decorreu, na cantina da universidade, no dia 16 de dezembro, e contou com a participação de várias organizações, entre elas a CAIS, a Associação de Solidariedade da Zona das Fontainhas, os Amigos da Rua, a Junta de Freguesia de Paranhos, a Casa de Vila Nova, o Centro Social da Fonte da Moura, a Ajudaris, a ANAP e o Centro Social e Paroquial do Amial.

Recorde-se que esta Ceia Solidária é organizada desde 2010 e já chegou a mais de 1.500 pessoas em situação de carência económica e social grave.

A iniciativa enquadra-se na política de responsabilidade social da Portucalense e junta-se a várias ações de solidariedade de ajuda à comunidade local que contribuem para o crescimento e desenvolvimento de uma cidadania crítica e interventiva.


“A prosa da justiça e a poética do amor”

“Concilie-se a prosa da justiça com a poética do amor” foi a mensagem de Armando Leandro, Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo, no âmbito de uma conferência centrada nos direitos das crianças e das responsabilidades parentais, que contou com a participação de Maia Neto, Procurador do Ministério Público, e a moderação de Elisabete Grangeia, da Ordem dos Advogados, no dia 1 de dezembro.

Armando Leandro realçou a importância do respeito pelos direitos das crianças, destacando “o direito à educação, como principal instrumento de mobilidade social, o direito a receber princípios e o direito a um amor firme”.

Destacou também a importância da prevenção, indicando como fases de intervenção: “a sinalização, o diagnóstico, a decisão e a respetiva execução em tempo útil, sempre acompanhadas do dever de ouvir a criança”.

Por seu turno, Maia Neto, Procurador do Ministério Público, adiantou os princípios orientadores e os principais aspetos da tramitação dos processos tutelares cíveis no Regime Geral do Processo Tutelar Cível, aprovado pela Lei n.º 141/2015, de 8 de setembro.

Partindo do dever de ouvir a criança, destacou a audição das crianças maiores de 12 anos, alertando para a “minúcia com que a lei regula esta audição, preferencialmente com apoio da assessoria técnica ao tribunal”.

Enfatizou “o alargamento da fase conciliatória e a importância de uma abordagem transdisciplinar, na qual a articulação dos tribunais com os serviços de assessoria técnica assume incontestável relevo”.

Defendeu-se a importância da simplificação dos procedimentos para uma resposta dos tribunais mais eficaz e em tempo útil, referindo-se a “preferência pelo depoimento oral em relação a longos e morosos relatórios da assessoria técnica”.


Mais de 200 estudantes no Pitch Day

A 2ª edição Pitch Day envolveu mais de 200 estudantes que tentaram vender as suas ideias de negócio a um painel de gestores e empresários portugueses, alguns antigos alunos da universidade.

Júlio Faceira, um dos docentes envolvidos no projeto, considera que “o Pitch Day reforçou a implicação da universidade no desafio de promover o empreendedorismo e a valorização do conhecimento que produz”.

“O entusiasmo, a emoção, a motivação e a implicação dos alunos, aliado à qualidade, ao rigor e à exigência imposta pelos avaliadores, permitem-nos ter confiança de que estamos a adotar as melhores práticas na promoção do empreendedorismo universitário”.

Revela que foi surpreendido pela “alegria, felicidade, potencial e vontade de darem uma resposta a problemas da sociedade, o modo como desafiaram modelos tradicionais e adotaram modelos de negócio inovadores, o potencial impacto social e económico de alguns dos negócios propostos”.

“Nas próximas edições, o foco tem obrigatoriamente de se deslocar para a qualidade e a consistência dos modelos de negócio, com base nos quais os empreendedores transformam as suas ideias em negócios que respondam a necessidades atuais, ou emergentes, ou mesmo que induzam a criação de novas necessidades”.

Já o docente Miguel Magalhães sublinha a multidisciplinaridade associada ao projeto (as equipas integravam estudantes das várias licenciaturas), criando valor acrescentado para o projeto. “Qualquer aluno, num futuro trabalho ou mesmo enquanto empreendedor, não terá muitas vezes a possibilidade de escolher com quem vai trabalhar, sendo esta atividade um bom treino para a vida”.

“Foi unânime, por parte dos avaliadores, que a esfera financeira terá que ser mais bem trabalhada pelos alunos. O sucesso ou insucesso de um projeto mede-se pelos números. Por conseguinte, o ‘drive’ de uma ideia/projeto são os resultados financeiros”.


Migração feminina em debate

A jornada científica “Biografias instáveis: Experiências de Migração no Feminino”, organizada pelo NIDEPES - Núcleo de Investigação Interdisciplinar de Desenvolvimento Pessoal e Social e moderada pela docente Maria das Dores Formosinho, reuniu vários investigadores, no último dia 10 de dezembro.

A experiência das imigrantes, de origem brasileira e espanhola, que vivem e trabalham em Portugal, e a caracterização psicológica e socioeconómica das imigrantes que vêm do Brasil para o norte de Portugal e os múltiplos fatores que contribuem para a sua vulnerabilidade psicossocial, estiveram em destaque.

Diana de Vallescar, especialista em Interculturalidade, propôs o conceito de “negociação quotidiana”, como princípio e exigência para os migrantes de longa duração em contacto com a população local. Já Maria Gonçalves, educadora e ativista social brasileira, apresentou uma reflexão autobiográfica da experiência de migração, (vive em Braga há 20 anos), analisando a heterogeneidade dos processos discriminatórios e as estratégias de resiliência e de cidadania ativa.

Daniela Castilhos, docente da UPT, trouxe ao debate alguns dados da investigação que desenvolveu - “A materialização da violência de género contra imigrantes através dos estereótipos da imprensa portuguesa” -, em que revela os estereótipos negativos e ofensivos que representam a mulher brasileira como “hipersexualizada” e “reificada”.

Foram ainda apresentados dados empíricos autonarrativos de imigrantes que participaram na investigação - “Oficinas de trabalho biográfico” -, realizada por um grupo de investigadores do Centro de Estudos Sociais, em Coimbra.

No debate final, sublinhou-se que “a liberdade ou libertação existencial das mulheres requer um processo laborioso de performances que combatem a violência simbólica e discursiva, reforçadora de normas, valores e crenças que reduzem as possibilidades inventivas de cada mulher ‘se tornar mulher’.”


O desafio do turismo inclusivo

Ana Pinheiro, co-fundadora da Waterlily - Turismo Especializado, e Daniel Costa, técnico superior da MPT – Mobilidade e Planeamento do Território foram os oradores convidados do seminário “O Turismo e o combate à exclusão social”.

Ambos defenderam a importância do Turismo inclusivo e da necessidade de se pensar este fenómeno social e económico para todos os cidadãos. Para além da sua dimensão ética e social, preveem um elevado potencial económico e a exigência de técnicos capazes de desenvolver produtos turísticos inclusivos.

“Hoje, os conceitos de Turismo Acessível, Turismo Solidário, Turismo Voluntário e de Turismo Social respondem ao desafio de tornar a atividade turística acessível a todos, combatendo a exclusão social de uma parte significativa da população a uma das dimensões da vida em sociedade”.

O seminário decorreu no dia 7 de dezembro e foi organizado no âmbito das unidades curriculares “Princípios Gerais de Turismo” e “Sociologia do Turismo” das licenciaturas de Turismo e Gestão da Hospitalidade.


Eduardo Pintado é o novo Presidente da AEUPT

Eduardo Pintado, 21 anos, estudante do 3º ano da licenciatura em Gestão é o novo Presidente da Associação de Estudantes da UPT. A criação de um “Fórum de Apontamentos Online” e o cartão “Sócio Plus” são as novidades para este mandato. No futuro profissional, as vendas e o marketing são o seu objetivo.

Comunica UPT: Quais foram as motivações desta candidatura?

Eduardo Pintado: O motivo principal desta candidatura é a tentativa, que espero eu que seja bem conseguida, de uma transmissão de valores e ideais. Numa esfera mais pessoal, pretendo conseguir conciliar o meu trabalho, enquanto presidente e dirigente associativo com a conclusão do meu curso.

Quais são os objetivos centrais para este mandato?

Satisfazer as necessidades que sentimos que estão ao nosso alcance, assumindo o compromisso de tentar aumentar a união e a entreajuda entre os estudantes. Caminhamos todos para o mesmo e o que nos une é a universidade que nos acolheu, por isso, é nosso dever tentar elevá-la ao mais alto nível.

Quais as ações previstas a curto e médio prazo?

Inicialmente, apostaremos numa forte estruturação financeira, recolhendo o máximo de patrocínios e apoios para sustentar as despesas associadas, valorizando a comunicação interna e promovendo uma melhor recetividade da associação aos alunos. Posteriormente, dinamizaremos atividades que os estudantes merecem que se concretizem.

O que a AEUPT fará de novo?

Sentimos a necessidade de criar um “Fórum de Apontamentos Online” que estará disponível no nosso site e disponibilizará “matéria” dos anos anteriores. Será uma grande aposta para os atuais alunos e para os futuros. O cartão “Sócio Plus” é também uma novidade e oferecerá vantagens lúdicas, financeiras e culturais aos estudantes/aderentes.

Qual será a missão da AEUPT para este mandato?

A missão para este mandato será “o sucesso dos estudantes é o nosso sucesso” e garantir o bem-estar e a confiança.

Uma mensagem para os estudantes da UPT…

Não deixem que esta etapa da vossa vida passe simplesmente, disfrutem do momento, procurem novidades e ambicionem oportunidades. A proatividade é um bilhete com acesso ilimitado. Mostrem ao mundo onde realmente são bons. Não tenham medo de falhar. Sintam-se únicos em cada mensagem que transmitem e nunca esperem nada dos outros, porque se não esperarem não se desiludem e o que vier é lucro.


Programa de Voluntariado Internacional

A Universidade Portucalense, através do Gabinete de Apoio ao Aluno (GAA), está a promover um Programa de Voluntariado Internacional que contempla três projetos na Europa, Oriente e África a realizar no verão de 2016.

A “Construção na Europa” possibilitará ajudar na construção e/ou renovação de um espaço social num país europeu com dificuldades económicas, sendo um dos objetivos a a inclusão de refugiados. A “Comunicação e Turismo Sustentável no Laos/Vietname” incidirá na promoção da sustentabilidade, através da criação de meios multimédia que incentivem o turismo na região. A “Educação Social no Gana” visará a organização de atividades recreativas e educativas para crianças e jovens que promovam o seu bem-estar, sucesso e autonomia.

Sofia Andrade do GAA explica que se “pretende, além de desenvolver o espírito altruísta, enriquecer o desenvolvimento pessoal, assim como as competências multiculturais. Este é o melhor programa de desenvolvimento de ‘soft skills’ que podemos oferecer aos estudantes. Esta experiência irá proporcionar um crescimento diferente daquele que a família, os amigos, a universidade podem dar. Será um crescer por dentro, de dentro para fora e de fora para dentro. Acredito que será uma aventura repleta de aprendizagens, amizades e novas experiências. Será uma vivência que ficará sempre na memória.

As inscrições estão abertas até 29 de fevereiro. Para mais informação contactar o Gabinete de Apoio ao Aluno (gaa@upt.pt).



COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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