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Artigos da Newsletter Institucional novembro 2015

Nº51 –novembro 2015
Destaques

“Emprego insere e dignifica o indivíduo”

A vice-reitora Paula Morais, o docente Miguel Magalhães e o ‘alumni’ Rui Machado foram oradores convidados da 6ª Conferência Nacional Primeiro Emprego que se realizou no âmbito do Consórcio Maior Empregabilidade, que a Universidade Portucalense integra.

Centenas de jovens estudantes assistiram ao debate de temas ligados à empregabilidade e à capacidade empreendedora de quem pretende iniciar a sua atividade profissional, no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, no dia 2 de novembro.

Paula Morais sublinhou que “o emprego foi e continua a ser uma ferramenta de inserção e de dignificação do indivíduo”. Já o primeiro emprego, sublinhou, “é sempre uma aventura” e, inspirando-se em Sérgio Godinho, “o primeiro dia do resto das nossas vidas”.

Por outro lado, o “exigente” mundo do trabalho obriga a uma aprendizagem ao longo da vida e, de igual forma, a uma “capacidade de adaptação das instituições de ensino superior”.

O Presidente do IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, Miguel Sá Pinto, defendeu a importância do esclarecimento enfrentar o “pragmatismo” do mundo do emprego: “no mercado de trabalho, os sonhos continuam mas já não há espaço para ilusões”. Por essa razão, reforçou, “não basta a intenção e o esforço”, sendo necessário “aprofundar outras competências”.

No caminho até ao sucesso profissional, concluiu, a mudança de curso não é necessariamente um obstáculo: "o mal não está num engano no caminho: o mal está em não saber para onde queremos ir".
 

Direitos das Crianças e Responsabilidades Parentais

Armando Leandro, Presidente da Comissão Nacional de Proteção das Crianças e Jovens em Risco, será um dos oradores da conferência “Se não sabe, porque é que não pergunta”, no próximo dia 1 de dezembro, às 18h00, no auditório 201. A entrada é livre.

“É indispensável para o nosso desenvolvimento a concretização dos direitos da criança porque, sem isso, não há qualidade da infância, sem qualidade da infância não temos qualidade humana e sem qualidade humana não temos qualidade de desenvolvimento", defende o antigo juiz-conselheiro jubilado.

Maia Neto, Procurador-Geral Adjunto, e outros reputados especialistas irão também abordar questões prementes, que foram alvo de recentes alterações, no âmbito dos Direitos das Crianças e Responsabilidades Parentais, contribuindo para a sua clarificação.

Esta conferência assinala a abertura da Formação Aplicada “Os Direitos das Crianças e as Responsabilidades Parentais”. O curso surge no decorrer das recentes alterações associadas ao Direito das Crianças, responsabilidades parentais, parentalidade na relação laboral privada, adoção, tramitação dos processos tutelares cíveis e regime da proteção das crianças e dos jovens.


Luís Pato e João Nicolau de Almeida na UPT

Em novembro, Luís Pato e João Nicolau de Almeida, dois nomes maiores da produção de vinho em Portugal, foram os oradores convidados da 1ª edição do Short Master em Escanção - Especialidade de Vinhos.

“Bairrada: presente e futuro” foi o tema que Luís Pato apresentou no dia 16 de novembro. Em 1985, o viticultor deu início a duas revoluções na Bairrada: fez vinho tinto de uvas desengaçadas e estagiou vinho em pipas novas de carvalho francês. Já em 1980 tinha produziu o seu primeiro vinho, um monovarietal de baga de uma qualidade excecional, que é hoje uma raridade.

Luís Pato desenvolveu um trabalho intenso e consistente para a viticultura e enologia da Bairrada, tendo sido pioneiro no marketing dos vinhos. Foi o primeiro a levar os seus vinhos às maiores competições internacionais inglesas. Anualmente, assina 400 mil garrafas nos 60 hectares de vinha na Bairrada.

Já João Nicolau de Almeida falou do “Douro em evolução”. O enólogo que criou o vinho "Duas Quintas" há 25 anos, foi responsável por transformar o paradigma dos vinhos de mesa do Douro, retratando a modernidade do Douro Superior.

Ambos os seminários, que incluíram provas de vinhos, refletem a estreita colaboração que o Short Master em Escanção - Especialidade de Vinhos tem com empresas de referência do setor vinícola, permitindo aos formandos conhecer e interagir com as boas-práticas do setor.

As candidaturas à 2ª edição do curso estão abertas até 14 de dezembro.


Criatividade é melhorar todos os dias

No âmbito do Dia da Criatividade que se celebrou a 17 de novembro, falámos com Miguel Magalhães, docente da unidade curricular “Empreendedorismo” que é transversal a todas licenciaturas, sobre a importância de ser criativo nos negócios.

Comunica UPT: Como tem sido estimulada a criatividade nos estudantes?

Miguel Magalhães: Diria que diariamente estimulamos essa capacidade e que existem iniciativas, como por exemplo, a sessão de acolhimento, em setembro último, dos novos alunos do Departamento de Economia, Gestão e Informática (DEGI), onde nasceram ideias muito criativas, ou o “Pitch”, onde foram apresentados ideias e projetos a um júri constituído por gestores e empresários.

Como avalia o trabalho que está a ser desenvolvido?

Muito gratificante. Mudar o modelo de negócio numa universidade pode parecer, à partida, uma tarefa difícil. Porém, quando o denominador comum é o empreendedorismo, envolvendo neste projeto a reitoria, as direções dos departamentos, os docentes e os estudantes, os frutos deste árduo trabalho aparecem. Estamos a formar os alunos para a vida empresarial.

Quais os critérios que não podem faltar a uma avaliação de criatividade?

Diria que o ‘briefing’, a estratégia de criação ou ‘copy strategy’, a criação, a execução e os resultados.

O que entende pelo conceito de criatividade?

Criar coisas reais, úteis, vendáveis que gerem lucros.

E porque é que ela é tão importante nos dias de hoje?

Não te distraias antes de acabares o que estiveres a fazer. Nesse sentido, a história da lebre e da tartaruga é muito interessante. "Era uma vez uma lebre e uma tartaruga. Quando a lebre acordou viu que a tartaruga estava muito perto da linha de chegada. Aí a lebre começou a correr muito depressa, tentando, a todo o custo ultrapassar a tartaruga, mas não conseguiu".

Como diariamente podemos desenvolver esta capacidade?

Aplicando a moral da história - devagar se vai ao longe - e adotar uma postura de melhoria contínua.


Universidade atribuiu 34 bolsas de estudo

Este ano letivo, a Universidade Portucalense atribuiu 34 bolsas de estudo. Quinze de “Mérito do 1º ciclo” e três de “Mérito de 2º ciclo”, cinco de “Prestação de serviços” e 11 de “Promoção da Qualidade”, anuncia Elsa Almeida, um dos rostos do Gabinete de Ação Social.

Para além destas bolsas, o Gabinete gere, neste momento, 400 processos de bolsas de estudo da Direção Geral do Ensino Superior. “Um dia normal de trabalho envolve quase sempre atendimento, a informar e a auxiliar. Aqui os estudantes encontram ajuda financeira, uma palavra amiga, um conselho, uma orientação”.

“O objetivo da Ação Social é permitir a frequência do ensino superior, independentemente das condições socioeconómicas. As bolsas são concedidas aos alunos que não possuem por si, ou através do seu agregado familiar, meios económicos que lhes possibilitem a realização dos seus estudos e que sejam considerados carenciados. Temos a consciência que sem as bolsas do Ministério da Educação, a maioria dos estudantes teria dificuldade em estudar”, esclarece Elsa Almeida.

“Nestes últimos 10 anos, o valor das bolsas do ministério tem vindo a diminuir e o último regulamento reflete isso mesmo. O limiar da elegibilidade foi alterado 14 vezes o valor do indexante dos apoios sociais, acrescido do valor da propina máxima dos cursos de licenciatura do ensino superior público, para 16 vezes o valor do indexante dos apoios sociais”.


Ceia de Natal Solidária

Pelo quinto ano consecutivo, a UPT irá oferecer uma Ceia de Natal Solidária a famílias carenciadas da freguesia de Paranhos, no próximo dia 16 de dezembro, a partir das 19h, na cantina da Universidade.

Colaboradores e docentes, em regime de voluntariado, irão oferecer e preparar o jantar tradicional natalício. Esta iniciativa enquadra-se na política de responsabilidade social da universidade e junta-se a várias ações de solidariedade de ajuda à comunidade local que contribuem para o crescimento e desenvolvimento de uma cidadania crítica e interventiva.


Dia Internacional do Voluntariado

No âmbito do Dia Internacional do Voluntariado que se comemora a 5 de dezembro, a Universidade Portucalense associou-se à ANAP - Associação Nacional de Ajuda aos Pobres, FAZ rondas, Legião da Boa Vontade, Animais da Quinta e Senhores Bichinhos, e irá recolher géneros e bens alimentares para entregar a estas instituições.

O objetivo é angariar alimentos (leite, cereais, bolachas, massa, azeite, óleo, açúcar, bacalhau, batatas), lãs, cobertores, ração, mantas, champô, bebedouros e areia para gatos. As ofertas podem ser entregues no dia 4 de dezembro, entre as 9 e as 13h, junto ao bar ou, ao longo da semana, no Gabinete de Apoio ao Aluno (gabinete 315).

O Dia do Voluntariado foi instituído pelas Nações Unidas em 1985 e pretende sensibilizar, valorizar, incentivar e dar visibilidade aos voluntários e às práticas de voluntariado em todo o mundo.


Filipe Moreira assume a presidência do NEP

Filipe Moreira é o novo Presidente do Núcleo de Estudantes de Psicologia (NEP). A experiência de representante de turma, que permitiu trabalhar em proximidade com a coordenação de Curso, demonstrou-lhe “a importância de participar nas Comissões de Gestão dos Ciclos de Estudo e nos interesses dos estudantes de Psicologia”.

Para o mandato de dois anos, Filipe revela que tem como objetivos “representar bem e servir os interesses de quem escolheu a Psicologia da UPT, dentro e fora de portas, divulgar a oferta formativa da área, implementar ações de formação, como workshops e seminários, e dar continuidade ao trabalho já iniciado pelas anteriores direções”.

Já a curto e médio prazo, o NEP será responsável pelo apoio logístico e participação ativa nas próximas edições do “Encontro Científico de Psicologia”, inscrição na ANEP - Associação Nacional de Estudantes de Psicologia, articulação com a Associação de Estudantes e a Ordem dos Psicólogos, participação na 30ª edição do “Congresso Europeu de Estudantes de Psicologia”, workshops e apoio logístico e participação no “Simpósio da Sociedade Espanhola de História da Psicologia”.

Filipe Moreira frequenta o primeiro ano do Mestrado em Psicologia, é natural de Ermesinde, e ambiciona exercer funções de Psicólogo em contexto clínico.


Cartilha Maternal veio à Portucalense

No âmbito do 1º ciclo de estudos de Psicologia, os estudantes da unidade curricular “Psicologia da Educação” receberam um exemplar da “Cartilha Maternal” criada por João de Deus (1830-1896), no dia 25 de outubro.

O pedagogo foi reconhecido por ter criado um método de ensino da leitura, com o objetivo de captar a maior atenção e participação da criança, desenvolvendo o conceito de leitura e habilidades pró-leitoras.

“Neste método de leitura, a análise e a síntese não são operações separadas, mas estão intrinsecamente ligadas. As palavras que a criança lê, ativam esquemas da sua memória que a auxiliam na compreensão do seu significado, permitindo-lhe fazer a integração das palavras lidas em contextos do mundo real”, explica-nos Cristina Costa Lobo, docente e diretora do Departamento de Educação e Psicologia.

“Uma das características da cartilha é o tipo de impressão adoptado nas lições - palavras segmentadas silabicamente, através do recurso ao preto e cinzento, o que permite obter a decomposição das palavras sem quebrar a unidade gráfica e sonora das mesmas.”

Sublinhe-se que o empréstimo do exemplar da “Cartilha Maternal” foi proporcionado pela direção executiva e pedagógica do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Jardim-Escola João de Deus, em Vila Nova de Gaia.


Percurso

“Planear para o pior, esperar o melhor”

Pedro Deus, Partner da PwC, licenciado em Gestão na UPT, regressou recentemente à universidade, como orador convidado da Sessão de Abertura dos Mestrados e cursos Pós-Graduados. Atualmente, é responsável pela unidade de incentivos, a nível nacional, de apoio a empresas na identificação e obtenção de financiamento público para investimento em Portugal, e lidera a unidade de negócios de Análise de Dados, que auxilia as empresas em análise e inteligência sobre grandes volumes de dados.

Comunica UPT: Quando decidiu estudar Gestão, qual era a sua profissão de sonho?

Quando iniciei a licenciatura tinha o sonho de criar uma empresa, provavelmente com alguns colegas do curso, tendo em vista ajudar essa empresa a alcançar o sucesso a nível nacional e internacional, para o que iria aproveitar os ensinamentos que iria obter durante todo o curso.

Quais as principais recordações que guarda da universidade?

As principais recordações, que ainda hoje me acompanham, incluem algumas pessoas com quem me cruzei durante todo o percurso, sejam eles colegas de turma, de turmas ou cursos diferentes, professores e mesmo outros profissionais da universidade. Conheci momentos de extrema dedicação e muito trabalho, mas também tive a oportunidade de aproveitar as imensas alegrias proporcionadas pela vida de estudante.

Este foi um ciclo essencial para a sua vida...

Sempre considerei o curso como um processo de transição que me proporcionou uma base de competências técnicas e comportamentais, fundamentais para conseguir enfrentar um mercado de trabalho que, em 1995, começou a tornar-se cada vez mais competitivo, mas que, acima de tudo, teve uma grande influência naquilo que eu sou a nível pessoal e profissional.

Quais foram os principais ensinamentos que o curso lhe deu?

Algumas disciplinas e professores foram marcantes - posso referir a título de exemplo “Contabilidade Geral” - e foram mesmo decisivas em determinadas fases do meu percurso profissional. Mas olhando com o distanciamento de 20 anos, destaco o desenvolvimento da maturidade como indivíduo e como elemento inserido em diferentes grupos. É nesta fase da vida que percebemos, de forma definitiva, que vamos ter que nos esforçar para alcançar os nossos objetivos e que passamos a "estar por nossa conta".

Após a licenciatura, como decorreu o seu percurso profissional?

Ainda antes de concluir a licenciatura, em junho de 1995, candidatei-me à função de assistente de auditoria na Coopers & Lybrand (hoje PricewaterhouseCoopers) e hoje, passados 20 anos, sou sócio desta empresa, embora na área de consultoria. Na verdade, e como costumo referir em tom de brincadeira, este é ainda o meu primeiro emprego, embora, dentro da organização na qual trabalho já tenha passado por diversas áreas e funções.

No seu entender, o seu sucesso profissional fica a dever-se a…

Bases técnicas sólidas e em permanente atualização, uma mente aberta para perceber as oportunidades e desafios, quando não pareçam tão evidentes, capacidade de recrutar, formar e motivar equipas de excelência e, naturalmente, alguma felicidade em determinados momentos.

Quais são os seus objetivos profissionais a curto e médio prazo?

Os meus objetivos profissionais passam por desenvolver as áreas pelas quais sou responsável e que, neste momento, já abrangem mais de 40 pessoas, e dessa forma contribuir para o crescimento da PwC, permitindo que esta continue a ser dos principais empregadores a nível nacional de jovens recém-licenciados.

Qual a análise que faz à Gestão em Portugal?

Tem vindo a melhorar, fruto de uma consolidação e generalização das qualificações técnicas com o acesso quase ilimitado à informação, o que não era possível há 20 anos atrás. Entendo que nos dias de hoje, os nossos profissionais das áreas de gestão estão ao nível dos melhores, mesmo de países com maior tradição nesta área. Talvez faltem mais oportunidades para que existam mais portugueses em cargos de topo de empresas internacionais.

Quais as características que considera essenciais para vencer no atual mercado de trabalho competitivo e global?

Adaptabilidade à mudança, capacidade de foco no essencial e compromisso sério e honesto com as pessoas que fazem parte das nossas equipas.

Daqui a um ano, como perspetiva a sua vida?

Honestamente, espero que a minha vida seja muito semelhante à vida que levo agora, sinal de que as apostas que fiz continuam válidas.

Uma lição de gestão?

“Plan for the worst, hope for the best”, esta frase acompanha-me desde os tempos de auditoria e continua muito atual.



COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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