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Artigos da Newsletter Institucional outubro 2015

Nº50 – outubro 2015
Destaques

O novo caminho do transporte público

João Velez Carvalho, presidente da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e Metro do Porto, considera que "os jovens se identificam cada vez menos com os carros”. No seu entender, “renasce a utilização da bicicleta, aumenta a mobilidade virtual e a preferência pela partilha em vez da posse".

Para o gestor, “o aumento da concorrência, a desregulação e liberalização” do transporte urbano colocam hoje novos desafios, através da alteração da cadeia de valor da mobilidade, a criação de novas plataformas (exemplo da Uber) e a troca de informação entre passageiros.

Com a inevitabilidade do tema da subconcessão a privados da STCP e do Metro do Porto, João Velez Carvalho afirmou que é “difícil ser eficiente dentro das regras da contratação pública, às quais os privados não estão sujeitos”, exemplificando com o consumo de gasóleo: “compramos o gasóleo mais caro do que muito operadores mais pequenos, tudo porque temos de fazer um concurso público”.

“O facto é que as regras do jogo impedem a eficiência que um privado consegue. O subconcessionar a um privado tem logo à partida a vantagem de tirar estas regras da frente. Quer comprar gasóleo, chama os fornecedores e pode fazer isso. Nas públicas, para fazer isso é o fim do mundo”.

Revelou que se está “poupar à volta de 14 milhões de euros por ano passando do público para o privado, fazendo a mesma coisa e vivendo com as receitas do sistema”.

O seminário “Transporte Público no Governo da Cidade”, realizou-se no dia 7 de outubro, e integrou o Ciclo de Seminários “Gestão das Cidades”, coordenado por Paulo Morais.


Prémio nacional para investigação da UPT

Sílvia Cardoso venceu o Prémio Raul Proença com o estudo “Óculos, coque, Shhh!: Um olhar sobre a autoimagem e o estereótipo do bibliotecário em Portugal”. Este é o maior prémio da área e visa distinguir o que de melhor se faz em Portugal no âmbito da investigação em Biblioteconomia, Arquivística e Ciência da Informação.

A investigação, desenvolvida no âmbito do mestrado em “Educação e Bibliotecas”, demonstra que “há cada vez mais homens a trabalhar nas bibliotecas portuguesas”. Apesar do predomínio de mulheres no mercado de trabalho das bibliotecas, verifica-se um crescimento considerável de profissionais do género masculino (23%), o que pode contribuir para a mudança da imagem estereotipada da profissão.

“A representação da carreira de bibliotecário, bem familiar na cultura popular, onde predomina uma imagem feminina, de óculos, coque, roupa formal, ar sério ou provocador, pode estar na base de desvalorização e falta de reconhecimento profissional por parte da sociedade”, sublinha Sílvia Cardoso.

Contrariamente à representação social destes profissionais, eles são, na sua maioria, jovens com idades compreendidas entre os 36 e os 45 anos (40,7%), casados ou a viver em união de facto (63%), apresentam níveis de escolaridade superior à licenciatura (88%), usam cabelo solto (75%), vestem-se de forma casual (77%) e alguns têm até tatuagens e piercings (7%).

Concluiu ainda que o dinamismo e as novas potencialidades das bibliotecas portuguesas têm vindo a alterar a imagem do próprio profissional de informação, que se sente hoje menos associado ao estereótipo de ‘rato de biblioteca’, ainda que se considere incompreendido por uma sociedade que pouco frequenta espaços de biblioteca e que, por isso, desconhece as suas funções e papéis sociais.

O estudo orientado por Manuela Barreto Nunes, docente e Diretora da Biblioteca Geral da UPT, envolveu 194 profissionais de bibliotecas públicas portuguesas. Sílvia Cardoso é Bibliotecária na Escola Superior de Enfermagem Santa Maria no Porto.

Destaque-se que o segundo lugar do prémio foi também atribuído a uma estudante da Universidade Portucalense - Isabel Santos Moura, Mestre em Educação e Bibliotecas pela UPT, com a dissertação “Livros (s)em papel: um estudo para a compreensão da história do livro, da pedra à revolução digital”.


Curso intensivo de Robótica

A docente Outi Grotenfelt da Helsinki Metropolia University of Applied Sciences, Finlândia, coordenou, este mês, um curso intensivo de robótica para os estudantes de Informática.

“O objetivo foi construir um robô com controle dos movimentos e sensores. Numa primeira fase, construiu-se um robô de base, através de instruções LEGO, programando-o para que se movimente com a ajuda dos motores. Numa segunda fase, avançou-se para a programação de um robot de limpeza, seguro, com a ajuda de sensores”, explicou Isabel Seruca, coordenadora da Licenciatura em Informática e responsável pela iniciativa.

Hoje sabe-se que “os robôs podem ser utilizados para impulsionar e melhorar a nossa qualidade de vida em vários domínios, como por exemplo, na saúde, na educação ou na domótica. É inevitável que eles vão substituir os humanos em muitas áreas e sectores de atividade. E isso vai acontecer no futuro próximo, mas a questão que se coloca é: como é que os robôs se tornam tão inteligentes?

“Sabemos que os informáticos e os engenheiros serão determinantes para dar esta resposta. Estes profissionais fazem, cada vez mais, experiências com robôs e observam o seu comportamento de forma a usá-los para trabalhos cada vez mais inteligentes e complexos.”

Os estudantes trabalharam com kits “LEGO Mindstorms EV3” que permitem criar e programar robôs customizáveis simples. Estes kits incluem um computador inteligente que controla o sistema, um conjunto de sensores modulares (toque, cor, infravermelhos, velocidade e outros), motores e peças da LEGO da linha Technic para criar os sistemas mecânicos. A programação do robô foi realizada em Java através do LeJOS-package, um plugin para o Java Eclipse.


A Escola do Futuro em debate

A “Escola do Futuro” esteve em debate na 1ª Conferência de Ambientes de Aprendizagem Futuros, iniciativa organizada pela Universidade Portucalense, e que contou com a participação de investigadores provenientes de cerca de uma dezena de países europeus e sul-americanos, nos dias 1 e 2 de outubro.

"As tecnologias de informação e comunicação, integradas no processo ensino, revelam-se hoje como meios que conduzem a aprendizagens significativas, o que resulta na formação de estudantes com horizontes mais abertos e mais predispostos a investir na inovação”, realçou Maria João Ferreira, docente e investigadora da UPT.

Com o enraizamento e constante evolução das tecnologias na sociedade atual, muitos são os investigadores que se questionam sobre o futuro dos ambientes de aprendizagem, havendo mesmo quem defenda que o novo paradigma será cada vez mais personalizado, colaborativo e cooperativo.

O evento decorreu no âmbito do CYTED, uma rede ibero-americana que promove a cooperação multilateral em Ciência e Tecnologia, orientada para a transferência do conhecimento, experiências, informação, resultados e tecnologia entre os países ibero-americanos.


Antigo aluno lança livro “África, até quando?”

O antigo aluno do Mestrado em Finanças Rui Filipe Gungo lançou o livro “África, até quando?”, no último dia 6 de outubro, na Biblioteca Geral da UPT. A apresentação ficou ao cargo do docente Luís Pacheco.

A obra analisa a história de África e dos africanos, com particular realce no domínio colonial e aponta novos caminhos para uma África que se pretende moderna e capaz de resolver os seus problemas, apelando a uma fundamental mudança de mentalidades.

Para o autor, a resolução dos problemas de África passa pela união dos africanos que devem fazer tudo o que estiver ao alcance para que as suas riquezas naturais tenham repercussão no desenvolvimento económico e social.”

Rui Filipe Gungu, natural de Luanda, é licenciado em Ciências da Educação pelo Instituto Superior de Ciências da Educação de Benguela e mestre em Finanças pela Universidade Portucalense. É professor do II Ciclo do Ensino Secundário e docente universitário no Instituto Superior Politécnico Católico de Benguela.


Curso de Preparação para Admissão ao CEJ

Até 5 de novembro, estão abertas as candidaturas à 26ª edição do Curso de Preparação em Admissão ao CEJ - Centro de Estudos Judiciários, coordenado por Gil Moreira dos Santos. As aulas iniciam a 9 de novembro.

O curso visa proporcionar a preparação dos candidatos à Admissão ao CEJ - Centro de Estudos Judiciários, bem como a profissionais do Direito uma atualização e renovação de conhecimentos, com ênfase na aplicação prática do Direito, em especial, com recurso à análise e crítica da jurisprudência.

Mais de 3000 candidatos à magistratura já frequentaram esta formação que foi a primeira a ser lançada em Portugal. O corpo docente de elevada preparação garante uma informação atualizada e uma predisposição para a abordagem dos temas da vida judiciária, que se traduz na elevada percentagem de aprovação dos candidatos.


Revisão do Processo Administrativo

No âmbito da recente revisão do Processo Administrativo, a Universidade Portucalense abre candidaturas à Formação Aplicada de Revisão do Processo Administrativo - Alterações à Justiça Administrativa.

O curso tem como objetivos “conhecer os aspetos essenciais das alterações à justiça administrativa e as principais repercussões dos novos Códigos de Procedimento Administrativo e de Processo Civil no Direito Processual Administrativo, permitindo adquirir competências que permitam lidar com facilidade com as alterações introduzidas.

A formação decorrerá entre 18 de novembro e 2 de dezembro de 2015, à quarta e sexta-feira, das 18h às 22h, num total de 20 horas de contacto, e dirige-se a licenciados e estudantes de Direito e profissionais da área.



COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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