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Artigos da Newsletter Institucional setembro 2015

Nº49 – setembro 2015
Destaques

“Estudar é o passaporte mais seguro para o futuro”

“Trabalho, dedicação, esforço, disciplina e, sobretudo, atitude” definem a nova etapa universitária, defendeu Armando Jorge de Carvalho, Presidente da Cooperativa, no discurso de abertura da Sessão de Acolhimento dos novos estudantes, no último dia 16 de setembro.

Armando Jorge de Carvalho dirigiu-se à audiência, que encheu a Aula Magna, para expressar a “gratidão” aos atuais e antigos estudantes pela escolha da Universidade Portucalense para a construção de um futuro e o “reconhecimento” aos colaboradores que diariamente trabalham para oferecer um ensino de excelência.

Salientou que o êxito da universidade, que se tem traduzido no crescimento significativo de número de alunos, aumenta a responsabilidade e o desafio permanente de preparar os estudantes para serem bons cidadãos e profissionais, ou seja, de contribuir para “um futuro sólido” e a “melhoria da sociedade em geral”.

Por seu turno, o reitor Alfredo Marques enfatizou a importância da formação e da educação. “Estudar, ou seja qualificar o mais possível, é o passaporte mais seguro para conseguir um lugar no mercado de trabalho. Para os melhores há sempre lugar.”

Falou ainda da universidade como uma “escola viva, atenta ao que a rodeia e participante ativa na transformação, em que o trabalho e o talento define o que fazemos”.


Candidaturas cresceram mais de 40%

As candidaturas às licenciaturas da Universidade Portucalense registaram um crescimento superior a 40%, em relação ao ano anterior. Direito e Gestão lideram as preferências dos candidatos e Gestão da Hospitalidade dá os primeiros passos.

O número de estudantes inscritos no ano letivo 2015-2016 é o maior de sempre dos últimos anos da Universidade Portucalense. Praticamente, todos os cursos seguiram esta linha ascendente, nomeadamente os relacionados com as áreas de Gestão e Tecnologia.

Filomena Castro Lopes, Diretora do Departamento de Economia, Gestão e Informática, considera que “este aumento reflete o interesse cada vez mais crescente dos jovens pela Gestão, a tradição tecnológica da universidade que foi pioneira em Portugal a ministrar a licenciatura em Informática de Gestão - hoje, o curso designa-se por Gestão e Sistemas de Informação -, as elevadas taxas de empregabilidade, particularmente no setor tecnológico, e a dinâmica global dos negócios.”

É também o ano de estreia da licenciatura “Gestão da Hospitalidade” que proporciona uma carreira de gestão nas áreas de Hotelaria e Restauração, Turismo no Espaço Rural, Unidades de Saúde e de Bem-Estar e Golfe e Lazer.

Aos 29 anos de vida, a Universidade Portucalense afirma-se como uma instituição de referência no ensino superior em Portugal, tendo diplomado mais de 18 mil estudantes em diversas áreas de conhecimento. Destacam-se como fatores diferenciadores: a proximidade com o mercado de trabalho; o corpo docente qualificado; a investigação internacional; o plano de estudos adaptado às exigências locais, nacionais e internacionais; os serviços prestados e o ambiente académico.


Novo centro de investigação internacional

A Universidade Portucalense consolida o seu projeto de investigação internacional, com a criação do Instituto Portucalense de Neuropsicologia e Neurociências Cognitiva e Comportamental (INPP), em parceria com a Universidade Complutense de Madrid e a Universidade de Granada. A apresentação pública decorreu no último dia 7 de setembro.

O novo centro de investigação na área da Psicologia, liderado por Enrique Justo e com uma equipa de 40 doutorados de diversas nacionalidades, tem como desafio contribuir para o desenvolvimento da neurociência, enquanto instrumento de biomédica, de marketing e de comportamento social. Porém, o seu maior desafio será o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer, com uma antecipação até três anos do seu desenvolvimento.

Enrique Justo revelou que o INPP irá dispor de uma tecnologia única em Portugal e de investigadores especialistas em métodos de detecção da doença. Anunciou ainda que, nos próximos dois anos, serão criadas parcerias com hospitais portugueses e centros de avaliação e intervenção em Alzheimer para o desenvolvimento e implementação do projeto.

A apresentação pública do centro de investigação foi presidida pelo reitor da UPT, Alfredo Marques, e contou com as intervenções de Enrique Justo, docente e investigador da UPT. Fernando Maestú do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Computacional do Centro de Tecnologia Biomédica das Universidades Politécnica e Complutense de Madrid e Miguel Peréz-García do Centro de Investigação Mente, Cérebro e Comportamento da Universidade de Granada.


“Há um excesso de institucionalização de idosos e crianças”

António Tavares, Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, abordou as políticas e atuais modelos de Inclusão Social nas cidades portuguesas, no âmbito do Ciclo de Seminários “Gestão das Cidades”, organizado por Paulo Morais, no passado dia 2 de setembro.

“As políticas públicas de gestão das cidades não podem esquecer a importância da inclusão social, de modo a proporcionar um ambiente equilibrado e de bem-estar aos seus cidadãos e contribuírem, também, para o desenvolvimento e crescimento económico da comunidade”, começou por defender o provedor.

No seu entender, o problema central da inclusão centra-se no desemprego e na ausência de um local para viver - “isto acontece porque ninguém dá emprego a um sem-abrigo ou um crédito a um desempregado; todas as pessoas são úteis e precisam de oportunidades.”

Denunciou que “em Portugal, há um excesso de institucionalização de crianças e de idosos, as políticas sociais nos espaços rurais praticamente não existem. E, aqui, a situação é mais grave, a população está isolada e só tem a GNR e a PSP, que até fazem as funções de carteiros.”

António Tavares considera que um dos desafios maiores da Inclusão Social reside na gestão da transição da vida institucionalizada para a vida ativa, tendo neste contexto apresentado a criação de um projeto de apartamentos de transição para jovens entre os 16 e os 18 anos, que deixam a instituição para começar uma vida nova, promovido pela Santa Casa da Misericórdia do Porto.

Apesar de crítico da atual política social, António Tavares acredita que é possível “mudar a vida de alguém todos os dias” e “contribuir para a criação de novos projetos de vida". “Muitas pessoas têm desistido da intervenção cívica, mas é necessário continuar a remar contra a maré”, concluiu.


Direitos Humanos em debate internacional

A atual crise de refugiados na Europa foi um dos temas do III Congresso Ibero Americano de Direitos Humanos, organizado pelo grupo de investigação internacional ‘Dimensions of Human Rights’, do Instituto Jurídico da Portucalense (IJP), a 14 e 15 de setembro.

Cerca de 30 investigadores provenientes de diferentes geografias debateram os Direitos Humanos na atualidade, as recentes alterações à lei da parentalidade, as dinâmicas das migrações, a igualdade de género e os direitos das crianças.

A análise de uma forma multidisciplinar da evolução histórica, o estado atual e perspetivas futuras dos Direitos Humanos, em Portugal, Espanha, Brasil e Turquia e em blocos regionais como na União Europeia, foi um dos principais objetivos do congresso.

O evento integrou a atividade do IJP, o melhor centro de investigação em Direito na cidade do Porto avaliado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que integra atualmente 60 investigadores provenientes de cerca de 15 diferentes nacionalidades, entre Europa, América Latina e Ásia.


Atuais alunos trabalham com antigos alunos

O Gabinete de Apoio ao Aluno e a Associação de Antigos Alunos criaram em conjunto o programa “MasterWork”, que permite aos atuais alunos desenvolver, ao longo do ano letivo, uma semana de trabalho com antigos alunos da universidade. A experiência piloto aconteceu recentemente com alunos da Licenciatura de Direito.

No âmbito da colaboração com o escritório de advogados de Paulo Braga, Marta Inverneiro avalia como uma “experiência gratificante, que enriquece as competências pessoais e profissionais e permite, deste cedo, o contacto com as diversas fases processuais com casos e pessoas reais, o que é muito importante para o nosso desenvolvimento, enquanto alunos e futuros profissionais de Direito.”

Já Bárbara Seabra e Selma Sousa trabalharam com a advogada Isa de Sousa. Bárbara indica que o programa possibilitou “adquirir conhecimentos extracurriculares que contribuíram para aumentar o entusiasmo pela área de Direito”, enquanto Selma destaca a oportunidade de “aprender como comportar em tribunal, fundamentar e escrever os documentos de processo e conhecer o seu procedimento.”

Cátia de Sousa colaborou na Sociedade Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão & Associados e mostrou-se surpreendida com o acolhimento da equipa e com a possibilidade de acompanhar as diligências. “Foi uma experiência fundamental para as escolhas futuras e relevante para o contacto com a realidade.”


Percurso

“Voar é o melhor lugar”

José Viana licenciou-se em História em 1994, mas é no ar que se faz o seu percurso profissional. É piloto no Vietname, vive em Macau com a esposa Yilun e a filha Gabriela, e em agosto esteve no Porto a visitar a família, os amigos e a universidade.

Mais de 20 anos depois de se ter licenciado em História, regressou à Universidade Portucalense onde partilhou connosco um pouco da sua vida profissional “improvável” e ainda encontrou Isabel Freitas, sua docente durante o curso.

José Viana recorda que ainda teve a dúvida “História ou Direito”, mas venceu a História. Após a conclusão da licenciatura, seguiu-se uma formação em Hotelaria. Pouco tempo depois, um amigo de Braga, cuja mãe era professora em Macau, desafia-o: “Não queres ir para Macau?”

Tinha 24 anos, quando essa pergunta lhe abriu as portas ao mundo. “Naquela altura, os meus pais foram ao banco levantar 100 contos [500 euros atuais] e lá fui para o território que então ainda era português Macau. E como alguém que nunca tinha saído do Porto, lembro-me de ter dito à chegada: mas, isto é só chineses.”

Por “felicidade e sorte”, algumas semanas depois de estar em Macau, o jornal da cidade “Ponto Final” publicou um anúncio de recrutamento para o novo Aeroporto Internacional de Macau e pensou: “não seria uma má ideia!” Preparou o currículo e foi selecionado para fazer um curso Operações Aeroportuárias com a duração de quatro meses. Durante oito anos foi responsável por parquear aviões, fazer inspeções à pista ou calcular as taxas de aterragem.

Há dez anos atrás, com a ajuda monetária dos pais e apoio da mulher, realizou o sonho de ser piloto. Estudou na Austrália e foi para a Malásia e para a China profunda “ganhar horas de voo”. Seguiu-se a “Air Macau”, durante cinco anos, e a “Jet Star Pacific”, em Saigão, em fevereiro último. Atualmente, o mês de trabalho do José resume-se a “três semanas ‘on’ e uma semana ‘off’”.

“Ser piloto é muito atraente, mas há um outro lado - não se dorme todos os dias em casa, não se assiste aos primeiros passos dos filhos e todos os anos repetem-se exames médicos rigorosos. Apesar disso, voar é o melhor lugar.



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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
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