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Artigos da Newsletter Institucional março 2013

Nº22 – março 2013
Linhas de Rumo

Ainda a Cultura e Economia

Na apresentação de um relatório elaborado pela Porto Business School, sobre Serralves, o presidente da Fundação disse que, em 2010, o complexo artístico gerido pela Fundação acrescentou 40,5 milhões de euros ao PIB nacional e contribuiu para a criação de 1296 postos de trabalho. "Para além do seu impacto cultural, Serralves tem de ser respeitada como um agente económico", declarou Luís Braga da Cruz. E Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, disse que "ao gerar novas atitudes, novas formas de ver e de estar, sedimentando uma nova sociedade, a cultura comanda-nos"; e acrescentou que “um equipamento cultural pode ser um fator importante de desenvolvimento do território e que, ao gerar retorno, a despesa em cultura pode transformar-se em investimento.” É a arte e as instituições culturais que fazem “vender a Itália” para depois os economistas, gestores, industriais e comerciantes se encarregarem dos negócios emergentes. Na mesma sessão, Elisa Ferreira acrescentou que “o envolvimento do Estado em determinadas estruturas, não é uma despesa, é um investimento.”

Esteve patente, nesta sessão, o valor económico das atividades culturais.

Além disto, já em 2010, Augusto Mateus afirmava, no relatório elaborado para o Ministério da Cultura que, para além do valor económico, “as iniciativas e projetos de cariz cultural funcionam como um elemento útil e proactivo de qualificação e capacitação das populações num quadro específico de favorecimento da coesão económica e social (…) É, portanto, imprescindível, que os projectos de intervenção sobre as áreas culturais vão ao encontro das “raízes” dos territórios onde pretendem atuar, interagindo com os agentes locais…”.

É neste quadro que a Portucalense está empenhada em promover estudos universitários de Cultura e Economia, para formar profissionais que saibam encontrar os motivos culturais portugueses com potencial económico e para trabalhar nas industrias criativas.

O 1.º ciclo de Cultura e Economia Criativa, apoiado pela cátedra Manoel de Oliveira, integrado na recente Fileira da Cultura da Portucalense, formará “promotores culturais” capazes de diferenciar bens e serviços, fomentar exportações, aumentar o PIB nacional. Queremos participar nesta evolução inevitável.

Guilherme de Oliveira
Reitor


Destaques

Big Data Analyst – A sua nova profissão?

O Departamento de Inovação, Ciência e Tecnologia (DICT) da Universidade Portucalense irá realizar o evento “Big Data Analyst - A Sua Nova Profissão?”, inserido no Ciclo de Conferências dedicado a temas inovadores no âmbito das Tecnologias da Informação (TI), no próximo dia 4 de abril, a partir das 14h30, no auditório 201.

Para a docente Isabel Seruca a iniciativa pretende dar uma resposta simultânea a dois desafios. Por um lado, sensibilizar os alunos e os profissionais do mercado para a forte probabilidade de ser este um dos segmentos das TI em que a procura de profissionais é mais forte - só nos EUA a previsão é de que, em 2018, poderá haver falta de entre 140 mil a 190 mil pessoas com profundas capacidades analíticas, verdadeiros “Cientistas de Dados”, que terão de deter uma formação completa em ciências da computação, matemática e estatística. Por outro, dar a conhecer ao mercado as ferramentas e as soluções mais avançadas que os fabricantes e as organizações estão a implementar a um ritmo crescente, de forma a explorar o potencial aberto pela disponibilidade de quantidades massivas de dados, complexos, heterogéneos e em tempo real.

A inscrição no evento é gratuita e deverá ser feita em: http://BigData.upt.pt/. Mais informações sobre o evento poderão ser obtidas através do email bigdata@upt.pt.


PROGRAMA
14h30: Abertura
Universidade Portucalense

14h45: Painel de Fabricantes
IBM, Microsoft e Oracle

16h15: Intervalo

16h30: Painel de ‘case-studies’
Critical Management Consulting
Sonae Corporate Center
Parfois

18h: Encerramento


10º Prémio de Programação UPT tem nova dinâmica

O Departamento de Inovação, Ciência e Tecnologia da Universidade Portucalense organiza a 10ª edição do Prémio de Programação Universidade Portucalense (PPUP’13) no próximo dia 15 de maio, uma competição dirigida a estudantes do ensino secundário que pretende despertar e aumentar o interesse pela Programação e fomentar a capacidade de resolução de problemas computacionais.

A décima edição da competição apresenta uma nova dinâmica. O docente da Portucalense Fernando Moreira indica que serão introduzidas três eliminatórias com todas as equipas inscritas – 50 no máximo – que visam a resolução de um problema de programação durante um determinado período de tempo que será reduzido à medida das eliminatórias. No final das três eliminatórias, as equipas serão ordenadas pelo número de problemas resolvidos corretamente e pelo tempo de resolução e apenas as 30 primeiras serão apuradas para a final.

Até ao dia 2 de abril cada escola poderá inscrever várias equipas de dois elementos através do link http://ppup.uportu.pt/. As regras da competição assim como a lista com as equipas aceites a concurso serão comunicadas até ao dia 4 de abril de 2013.
 




Afinal, o saber ocupa lugar

“Ter um mestrado reduz a um terço o risco de desemprego” e “a taxa de empregabilidade aumenta à medida que vai subindo na escala dos graus académicos” são as principais conclusões de um estudo realizado pela Universidade Nova de Lisboa.

A Universidade Portucalense consciente da necessidade de uma formação contínua, com vista ao aprofundamento de conhecimento e à aquisição de competências específicas, dispõe de 16 mestrados nas áreas do Direito, Gestão, Finanças, Educação, Cultura, Conservação e Restauro, Psicologia, Informática e Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação.

A ligação às empresas caracteriza os mestrados da Portucalense e permite aos alunos um contacto direto com o mercado de trabalho, através das parcerias estabelecidas, nomeadamente com a Golden Assets, Dif Broker, Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais, Associação Nacional de PME, Onebiz (Mestrados em Finanças e Gestão), Critical, MyPartner ou CPC (Mestrado em Informática), Cuatrecasas Gonçalves Pereira, Jorge Carneiro&Associados, FCB&A, Nuno Cerejeira Namora, Pedro Marinho Falcão & Associados e Telles de Abreu e Associado (Mestrado em Direito).

Já para quem pretende uma formação mais breve e especializada, a Universidade possui diversos cursos de Formação Avançada nas suas áreas de atuação e que poderão ser consultados em www.upt.pt.
 


A Cultura é para todos?

Rute Teixeira apresentou recentemente um estudo “A cultura e os seus públicos”, no âmbito da dissertação do Mestrado em Ciências da Educação, e concluiu que, “ao contrário da educação, a cultura ainda não chega ao grande público por falta de apoios governamentais de incentivo ao consumo das várias expressões culturais”. “A cultura não se democratizou”, destaca.

A estudante da Universidade Portucalense elegeu como objeto de estudo os visitantes do Santuário de Panóias em Vila Real, entre 2006 e 2011. Os resultados evidenciaram que a maioria dos visitantes pertence à classe média e média-alta, sendo a amostra do estudo de 600 visitantes inquiridos – 156 do distrito de Lisboa, 174 do distrito do Porto e 129 do distrito de Vila Real, revelador de uma maior apetência por parte do público proveniente das grandes cidades.

O estudo sublinhou ainda que a inexistência de sinalética adequada é apontada pelos visitantes como um fator que dificulta o acesso físico a estes centos museológicos, assim como a pouca divulgação do património cultural junto das pessoas da região e do país.

Rute defende que as várias instituições deveriam celebrar parcerias, estabelecer pontes no sentido de uma maior concentração de esforços e de partilha de um objetivo comum - atrair novos públicos.

Duas semanas após a apresentação do estudo, Rute teve uma boa notícia: ganhou uma nova oportunidade profissional ao ser convidada para desenvolver uma investigação em torno da recente emigração para França na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Rute tem 32 anos, é licenciada em Assistência Social e dá formação nas áreas de Psicologia e Desenvolvimento Comportamental e Cultural. Tem pena da saúde não lhe ter permitido fazer a experiência internacional do programa Erasmus. O Doutoramento é o próximo desafio.
 


ICT Ways promove as TIC no ensino europeu

A Universidade Portucalense integra, em conjunto com 10 parceiros internacionais, o “Future ICTWays”, um projeto Comenius – intercâmbio de saberes entre escolas da União Europeia - financiado pela Comissão Europeia através do Programa “Lifelong Learning”, que pretende traçar um guia de implementação/utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no Ensino Básico e Secundário, com o intuito de encontrar as melhores práticas nos processos de ensino-aprendizagem, em particular das Ciências, Matemática e TIC.

A “Comunica UPT” falou com a docente Alexandra Baldaque que representa a Portucalense no “Future ICTWays”.

Comunica UPT: Em que contexto nasce este projeto e quais as lacunas que se pretendem colmatar?
Alexandra Baldaque: O projeto nasceu da necessidade de se perceber quais as tecnologias existentes, hoje, nas escolas do ensino básico e secundário e o modo como estão a ser utilizadas. No passado existiram vários programas cujo objetivo era dotar as escolas de novas TIC, embora não se saiba até que ponto estão a ser utilizadas, nem de que forma foram incorporadas nas práticas pedagógicas dos professores. Para além de se identificarem os recursos usados e as boas práticas utilizadas pelos professores, pretende-se sensibilizá-los para o uso das novas tecnologias no processo de ensino-aprendizagem, bem como chamá-los à atenção para a inovação pedagógica que podem introduzir nas suas práticas letivas. Ao longo dos próximos três anos existirá uma formação diversa para os professores.

Com este projeto o que ganhará em concreto o ensino básico e secundário?
O projeto anda à procura de boas práticas. Quando encontrarmos professores que estejam a implementar boas práticas no ensino da Matemática, Ciências ou TIC, iremos ter com eles e procuraremos identificar essa boa prática e divulgá-la o mais possível para que possa, eventualmente, ser replicada noutro ponto do mundo. Por isso, estes ensinos ganharão visibilidade através da divulgação europeia das boas práticas que formos encontrando, ganharão formação em novas tecnologias para os professores e terão informação disponível sobre o estado da arte das escolas nacionais e europeias ao nível dos recursos utilizados e práticas pedagógicas implementadas na sala de aula.

Quais as principais razões que devem levar os docentes a envolverem-se neste projeto?
Os professores, através do seu registo no site do projeto e da participação nas suas diversas atividades, poderão aceder a formação, divulgação do seu trabalho - no caso de ser inovador - e entrar numa comunidade de prática a nível europeu, onde se poderão atualizar em termos de práticas pedagógicas com recurso às novas tecnologias.
 


“Novas competências para maior empregabilidade”

No âmbito da colaboração com o Gabinete de Apoio ao Aluno, Susana Correia da Silva participou recentemente no 2º Encontro Nacional de Gabinetes de Saídas Profissionais, promovido pela Fórum Estudante, onde foram discutidos os desafios da empregabilidade para os jovens licenciados através da apresentação de “casos de estudo” e de debate.

A relação das empresas com as universidades, a aposta na mobilidade e nos estágios internacionais, o fomento da obtenção de “soft-skills” e o uso das ferramentas digitais para articular contactos com os estudantes foram os principais temas abordados.

Neste encontro, a Fórum Estudante propôs a formação de um projeto designado por “Novas competências para maior empregabilidade”, envolvendo as diversas faculdades – incluindo a Universidade Portucalense -, com o objetivo de estudar a empregabilidade em Portugal e as áreas nas quais as instituições de ensino superior devem apostar.
 

Percurso

Erasmus levou João para o Dubai

Em 2002, João Gouveia trocava o curso de Engenharia Mecânica na Universidade de Trás-os-Montes pela licenciatura em Informática na Universidade Portucalense “por uma vontade antiga”.

Quando lhe perguntámos por lembranças desse período, falou-nos dos “professores fantásticos” que foram responsáveis por estar atualmente a trabalhar no Dubai. Revela que “o programa Erasmus foi, sem dúvida, a alavanca mais marcante para o seu futuro”, recordando o desafio lançado pela professora Paula Morais”.

Após a conclusão da licenciatura, João fez um estágio profissional em Lisboa e, posteriormente, passou a fazer parte da equipa IBM até surgir o convite para colaborar na gestão do karting do “Dubai Autodrome”, nos Emirados Árabes, uma oferta que resultou do estágio que tinha desenvolvido na empresa belga SMS timing, ao abrigo do Erasmus.

Atualmente, João tem em mãos a consultoria e criação de espaços de entretenimento com forte vertente do desporto automóvel e, a curto e médio prazo, os seus objetivos profissionais estão no Médio-Oriente. Um dia pensa regressar? “Sim, quem sabe!”

Considera que “a inovação, a constante aprendizagem e o método de trabalho” são fatores fundamentais para uma carreira de sucesso na área da Informática e Sistemas de Informação.

Aos recém-licenciados e aos profissionais no ativo que pretendem emigrar, João aconselha a “consulta exaustiva de empregos no estrangeiro”, sublinhando “que o mais importante é cada um estar consciente do seu valor e ser capaz de partir e de viver fora do conforto do lar".

Procura vir a Portugal duas vezes por ano, mas nem sempre é possível, devido aos compromissos profissionais: “Tentamos estar o máximo de tempo com familiares e os amigos mas o tempo nunca chega”. O nascimento da filha Ana foi o momento mais emocionante desde que se mudou para aquele emirado.

Natural de Baião, João Gouveia de 34 anos tem como “hobbies” brincar com a filha, jogar futebol, fazer pesca submarina e “karting”. O pai é a pessoa que o inspira e tem como lema de vida “A sorte protege os audazes”.
 


COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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