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Artigos da Newsletter Institucional junho 2015

Nº47 – junho 2015
Destaques

UPT comemora 29 anos de conhecimento

A Universidade Portucalense comemora a 30 de junho 29 anos de vida. A missão de investigação, ensino e transferência de conhecimento mantém-se e a ambição de ser um marco no ensino superior é, cada vez mais, trabalhada no dia-a-dia.

Hoje, a universidade está focada em oito áreas de conhecimento - Direito, Economia, Gestão, Informática, Psicologia, Educação, Património, Turismo, Hospitalidade e Cultura, apresentando uma oferta formativa interdisciplinar, inovadora e diferenciada.

É a primeira universidade do país que tem a sua oferta formativa não só em português, mas também em língua inglesa em todos os cursos, assumindo-se como uma universidade global. É também única ao nível da certificação de qualidade ao nível do ensino, investigação e serviços.

Os docentes e investigadores internacionais tem crescido nos últimos anos, assim como o número de alunos estrangeiros, provenientes sobretudo do Brasil e dos PALOP. Este ano letivo já representaram 15% do universo de estudantes, prevendo-se que nos próximos anos a diversidade geográfica seja maior.

A adaptação permanente dos planos de estudo à realidade sócio-económica e a estreita relação da universidade com empresas e instituições de referência têm contribuído para uma formação que dá resposta às exigências e necessidades do mercado.

Atualmente, a Portucalense tem uma investigação multidisciplinar e internacional, com investigadores no Comité de Gestão de Redes Europeias de Investigação e Desenvolvimento e com o Instituto Jurídico Portucalense a liderar a rede de unidades de investigação em Ciência Jurídica.


Nova licenciatura em “Gestão da Hospitalidade”

“Gestão da Hospitalidade” é a nova licenciatura da UPT. O curso pretende responder às necessidades da indústria da hospitalidade em Portugal, que exige aos recursos humanos competências de gestão para o desenvolvimento do negócio.

Este curso prepara os alunos para uma carreira de gestão nas áreas de Hotelaria e Restauração, Turismo no Espaço Rural, Saúde e bem-estar e Golfe e Lazer, em funções de Direção Geral, Recursos Humanos, Marketing ou Relações Públicas.

Filomena Castro Lopes, Diretora do Departamento de Economia, Gestão e Informática, afirma que a nova licenciatura contará com parcerias e protocolos de colaboração com várias entidades, que irão permitir aos estudantes a realização de trabalhos em contexto profissional.

Sublinhe-se que esta formação assume particular importância, no âmbito do Plano Estratégico Nacional do Turismo, que indica ser necessário “fomentar o desenvolvimento da liderança dos gestores e do empreendedorismo como alavancas das economia nacional e do turismo em particular”.


“A pobreza incomoda as cidades”

O Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, padre Jardim Moreira, mostrou-se preocupado com o crescimento das desigualdades sociais nos últimos três anos. “Quando 25% das nossas crianças são pobres o futuro está ameaçado”, declarou, no âmbito do seminário “Reflexões sobre a pobreza urbana”, no dia 3 de junho.

“São números muito pesados e, por isso, estamos conscientes de que a infância em Portugal não é um período de vida feliz para muitas crianças, porque vivendo em situação de pobreza e exclusão social encontram-se privadas de várias dimensões de bem-estar”.

Alertou também para o facto de “mais de 50% da população da cidade do Porto ser pobre ou estar em risco de pobreza” e apresentou os números - “82 mil pensionistas, 12 mil beneficiários do subsídio de desemprego e 29 mil beneficiários do rendimento social mínimo de inserção. Estes números chocam-me”.

A seu ver, “a cidade deveria constituir um refúgio de solidariedade, mas funciona como um centro de consumo e espaço de solidões. Hoje não se respeita quem reside, mas quem compra e vende. Há pessoas que passaram de uma renda mensal de 30 para 450 euros. Como se pode sobreviver?”, questionou.

Defendeu que “os bairros sociais não são solução, só aumentam a marginalização” e que os apoios sociais são “paliativos, só atenuam, não resolvem o problema e não previne”.

A pobreza urbana cresce e corrói a coesão social. “Atualmente, temos cerca de 1000 cantinas sociais no país. É imoral dar por esmola o que o cidadão deveria ter como um direito. Em primeiro lugar está a justiça, em segundo a caridade”.

Defende que é necessário “contrapor o pensamento único. Não defendemos os nossos direitos, achamos que está tudo bem. É preciso resistir ao que é apresentado como inevitável”.


“Nos negócios o que importa é a confiança”

Eugénio Santos estudou Economia na UPT e hoje lidera a Colunex, uma marca nacional de colchões com presença internacional. No último dia 4 de junho encerrou a 7ª edição do MBA para Gestores de PME, onde defendeu que na gestão o futuro é importante, porque representa o sonho, mas é o presente traduzido na atitude que faz a diferença.

“A Colunex nasceu da paixão e da visão de um homem que tinha a quarta classe. O segredo do nosso sucesso é sermos pobres e pequenos e fazer muito com pouco”, começou por revelar.

Considera que “o gestor de uma empresa em Portugal é um génio, porque tem que fazer muito com pouco – e essa é a magia das PME portuguesas”.

Aos gestores que se encontravam na audiência deixou alguns conselhos: “conhecer o mundo, andar de transportes públicos e visitar várias feiras internacionais antes de participar numa”.

Falou também das exigências que agora se colocam - “trabalhar com o fator tempo”, “não ter tempo para racionalizar”, “agir com conhecimento e intuição” e “aplicar o conhecimento de uma forma cognitiva”.

A experiência diária mostra-lhe que “o preço é o que menos importa. O que realmente faz diferença é a confiança e essa não se compra”. Exemplificou: “recentemente conquistámos um dos maiores clientes na nossa área e a razão não foi o preço. Simplesmente, ele apaixonou-se pela nossa paixão, ética, atitude e inovação”.

Para Eugénio Santos, a humildade, a sabedoria, a descrição e o respeito são os valores que valoriza e pelos quais se sacrifica. Entende que na vida, como nos negócios, é preciso “ter alma” para nos diferenciarmos e “ter alma significa que as pessoas, de um modo simples, se lembrem de nós”.


Pintura de Stroberle restaurada na CCR

Durante sete meses uma pintura de Santo Agostinho da autoria de João Glama Stroberle (1708-1792) foi recuperada na Clínica de Conservação e Restauro da UPT. A tela já se encontra restaurada e em exposição na Igreja de São João Novo, no Porto.

A intervenção coordenada por Joana Teixeira, docente de Conservação Restauro, e cinco alunos, "passou pelo tratamento do suporte, pois o suporte original estava bastante envelhecido, e foi colocado um novo para a tela poder ser suspensa no seu local original".

A camada pictórica da tela foi também restaurada. "A pintura estava bastante degradada, com muitas falhas de pigmentação", devido à "própria função da pintura, uma tela que é enrolada em determinadas situações, tendo sido criados vincos e perdas da camada pictórica", explicou Joana Teixeira.


Revista Jurídica Portucalense

A Revista Jurídica Portucalense/Portucalense Law Journal é uma publicação semestral dedicada à reflexão, investigação e divulgação em todas as áreas do saber jurídico. A 17ª edição da Revista Jurídica Portucalense (RJP) acabou de sair e esse foi o mote para uma conversa com a diretora do Departamento de Direito, Maria Manuela Magalhães Silva.

Comunica UPT: Quando nasceu e quais foram as motivações iniciais da Revista Jurídica Portucalense?

Manuela Magalhães: A RJP foi criada em 1998. Desde o seu aparecimento no panorama científico, que se encontra aberta à colaboração de todos os que queiram oferecer contributos para um melhor conhecimento e compreensão das questões do Direito e da Justiça, privilegiando os grandes debates doutrinais, a jurisprudência crítica, a análise legislativa, a recensão de obras jurídicas, entre outros.

Atualmente, quais são os principais objetivos da revista? A RJP tem por missão a difusão do conhecimento científico na área das Ciências Jurídicas, mediante a publicação de artigos de investigação caracterizados pela sua originalidade e qualidade. Visa ainda constituir um veículo para a reflexão e o debate sobre todo o tipo de problemas jurídicos, do ponto de vista teórico e prático, mediante a publicação de artigos de opinião científica e artigos descritivos de experiências práticas. A RJP tem como conteúdo obrigatório as secções “Investigação Científica” e, sempre que se justifique, “Jurisprudência” e “Varia”; sendo que todos os trabalhos publicados em “Investigação Científica” são avaliados por uma comissão de pares selecionada, pelo Conselho Editorial, de entre os membros do Comité de Arbitragem Científica, seguindo o processo internacionalmente designado por “blind peer review”.

Como avalia este percurso de 17 edições? A RJP tem-se mantido fiel à sua matriz ideológica de origem e à missão de contribuir para o aprofundamento e difusão do conhecimento científico no domínio do Direito. Ao mesmo tempo, tem vindo a realizar intercâmbio de publicações científicas com um universo cada vez mais alargado de prestigiadas instituições académicas de todo o mundo, contribuindo para o enriquecimento do acervo bibliográfico da UPT ao dispor da comunidade científica.

Já o ano de 2014 foi um ano de mudança para o digital… Sim, iniciámos uma nova fase da publicação que acompanha as novas tecnologias da sociedade da informação, mantendo embora o suporte impresso em papel. Desde então, passou a apresentar-se em formato digital, em “open access”, na plataforma do Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal gerida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Trata-se certamente do espaço digital de primeira linha no campo da investigação científica em Portugal, que catapulta a revista para uma escala planetária, sendo motivo de grande satisfação e orgulho, mas que acarreta também a enorme responsabilidade de a publicação científica estar à altura do desafio e corresponder incessantemente com grande qualidade e rigor. Neste sentido, realçamos o alargamento continuado do Comité de Arbitragem Científica da Revista. A excelência do painel de Árbitros Científicos (revisores), especialistas das múltiplas áreas do Direito e oriundos de diversos quadrantes, vem seguramente contribuir para a realização de um trabalho de contínua melhoria do processo de avaliação de artigos científicos e, por via disso, colocar a RJP no patamar de exigência científica que se pretende alcançar no plano nacional e internacional.

Destaca alguma edição particular? Todas as edições são o resultado de elevado cuidado e exigência na seleção dos respetivos conteúdos e na excelência dos seus autores.


UPT sempre ligada: 24h por dia 365 dias por ano

A Universidade Portucalense deu um passo em frente na consolidação da comunicação da instituição ao implementar uma estratégia digital integrada, no âmbito da estratégia global de comunicação, assegurando uma gestão permanente das redes sociais Facebook, LinkedIn, You Tube, Instagram e Google+.

“Sabemos que as Redes Sociais são uma comunicação eficaz para os nossos relacionamentos. Porém, esses relacionamentos não existem sem conteúdo relevante, exclusivo, com uma linguagem particular e acompanhamento permanente. O nosso desafio é sete dias por semana, 365 dias por ano, estarmos sempre juntos”, explica Cláudia Carvalho, diretora de Marketing e Comunicação da UPT.

Diariamente, através das várias redes sociais, estudantes, antigos alunos, familiares e amigos acompanham e fazem parte da vida da universidade e da cidade do Porto.

Portugal é o país europeu onde os utilizadores da Internet mais acedem às redes sociais e 95% dos utilizadores tem conta no Facebook, a rede social mais utilizada em todo o mundo. Em Portugal conta com cerca de 4,7 milhões de utilizadores e à escala global já ultrapassou os mil milhões de utilizadores.


“City Marketing” com Carlos Melo Brito

No âmbito do Ciclo de Seminários “Gestão de Cidades”, Carlos Melo Brito, Pró-Reitor da Universidade do Porto e Professor Associado da Faculdade de Economia do Porto, será o orador convidado do seminário “City Marketing”, no próximo dia 8 de julho, às 19h, no auditório 103.

Para Carlos Melo Brito, “uma cidade deve assegurar serviços e infraestruturas de qualidade, cuidar da arquitetura e dos espaços verdes, ter importância e estatuto internacional, ser uma fonte de oportunidades, apostar na forma como os habitantes da cidade, os turistas e também os que vão para lá estudar ou trabalhar”.

Afirma ainda que “a pulsação de uma cidade - o seu estilo de vida e a oferta em termos culturais e lazer - é fundamental numa cidade moderna que pretenda atrair visitantes e dar qualidade de vida aos residentes”.

O seminário “City Marketing” dirige-se a autarcas, gestores públicos, legisladores municipais, planificadores urbanos, empresários, munícipes e todos os interessados nos temas do domínio das cidades. A participação é gratuita, mediante a inscrição prévia através do endereço de email degi_seminarios@upt.pt



Congresso Internacional “Dimensões dos Direitos Humanos"

O Instituto Jurídico Portucalense, através do grupo de investigação internacional "Dimensions of Human Rights”, organizará o Congresso Internacional "Dimensões dos Direitos Humanos” nos dias 7 e 8 e julho.

Durante dois dias, 65 investigadores de Portugal, Espanha, Brasil e Chile debatem os Direitos Humanas na perspetiva histórica e da atualidade, no âmbito dos instrumentos jurídicos de proteção, na relação laboral ou na sexualidade.

O programa do congresso pode ser consultado em: http://dim2015.ijp.upt.pt.

Percurso

Da Gestão para a Administração Judicial

António Pedro Galhardo, licenciado em Gestão em 1997, regressou este ano à UPT para frequentar o Curso de Preparação para Exame de Acesso à Carreira de Administrador de Insolvência. Na prova obteve 19 valores, a nota máxima registada.

Recorda que escolheu estudar Gestão por ser “uma área muito abrangente, interessante, vocacionada para a preparação dos futuros gestores, no sentido de estarem aptos a trabalhar em qualquer empresa e organizações, e com muitas possibilidades profissionais”.

No percurso profissional conta com incursões em contabilidade, direções financeiras de várias empresas e, mais recentemente, em Administração Judicial, com destaque para a Recuperação de Empresas e Insolvências.

Atualmente, está a redirecionar a atividade para a área da Administração Judicial e tem como objetivo o exercício profissional por conta própria. Daqui a cinco anos gostaria de estar na “Administração Judicial e Gestão de Empresas, porventura com enfoque na área financeira”.

O recente regresso à universidade deveu-se ao facto de pretender obter “uma mais-valia para garantir o sucesso no exame e um acréscimo de conhecimentos para o exercício da profissão”.

Já o êxito no exame não tem segredos - “trabalhar na área, estudar muito antes do exame, ter uma boa noite de descanso na véspera da prova, já em Lisboa, realizar o exame com bastante concentração e ter tido tempo para efetuar uma revisão atenta das respostas”.



COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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