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Artigos da Newsletter Institucional fevereiro 2013

Nº21 – fevereiro 2013
Linhas de Rumo

O novo ciclo de estudos em Cultura e Economia Criativa

Numa época em que se sabe que Portugal precisa de exportar, numa época em que a diferenciação dos nossos produtos se tornou vital, a Cultura é um espaço pouco explorado onde se encontra o que é preciso para construir a marca Portugal.

Mas é imperioso formar profissionais que investiguem, identifiquem, valorizem socialmente e divulguem traços culturais ignorados, desvalorizados, na sociedade portuguesa. Profissionais que saibam antecipar o valor económico de qualquer fator cultural, e antecipar a necessidade de gerir tecnicamente a exploração económica desse fator. Profissionais despertos para a necessidade de valorizar as realidades culturais portuguesas e sensibilizados para o valor económico da Cultura. Profissionais capazes de abrir uma janela para o interesse social da Economia da Cultura, em Portugal.

Em suma, a Portucalense quer formar “promotores de cultura” que identifiquem novos campos de intervenção cultural para os economistas e os gestores administrarem posteriormente.

O plano de estudos foi organizado para servir os propósitos que enunciei. Assim, 85 ECTS obrigatórios e 4 de opção dedicam-se à área científica de Artes e Património (49,4%); 17 ECTS obrigatórios e 11 de opção dedicam-se à área científica das Ciências Sociais (15,5%); 10 ECTS ocupam-se da área de Direito (5,5%); 17 ECTS referem-se a Métodos (9,4%); 31 ECTS obrigatórios e 5 de opção pertencem à área da Economia e Gestão (20%).

Este é, portanto, um ciclo de estudos em Cultura. Mas a Cultura de que falamos não é a Cultura que apenas gasta dinheiro; é antes a Cultura que significa diferenciação e investimento, que cria valor para o país e que vai ser, dentro de alguns anos, uma das chaves do nosso progresso económico.

Guilherme de Oliveira
Reitor


Destaques

Investigador, docente e escritor

Falámos com Nuno Camarneiro, docente da Licenciatura de Conservação e Restauro da Universidade Portucalense, vencedor da 5ª edição do “Prémio LeYa”, sobre o dia em que Manuel Alegre – presidente do júri da competição – lhe telefonou a anunciar que era o vencedor, entre as mais de 250 obras a concurso.

Nas horas seguintes ao telefonema “foi digerindo o que representava aquele prémio”, entretanto já tinha as três estações de televisão portuguesas à sua espera e o telemóvel não parava.

Uns dias depois, quando regressou à sala de aula da Portucalense, os alunos tinham em cima da mesa o seu primeiro livro “No meu peito não cabem pássaros” para autografar.

Em março próximo apresentará a obra distinguida "Debaixo de algum céu", o relato de uma história que se “passa em oito dias, num prédio de uma povoação encontrada à beira-mar” e que “pode ser a Praia da Barra (Ílhavo) onde vivo”, revela.

A distinção, oficializada em breve numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não altera a sua vida profissional de investigação e de docência, mas dá “a possibilidade de um dia poder pensar que pode viver da escrita”, como refere.

Nuno Camarneiro escreveu o primeiro livro em ano e meio: começou em Florença, Itália, onde se doutorou em Ciência Aplicada ao Património Cultural, e terminou em Aveiro, onde começou a trabalhar como investigador na Universidade. A música também já fez parte da sua vida – integrou a banda “Diabo a sete”, mas hoje é a escrita que coloca o seu nome na história da literatura portuguesa. Aos 35 anos, com o segundo livro.
 


Portucalense lidera investigação no âmbito da História e do Património

A Universidade Portucalense irá liderar dois projetos de investigação – “Demarcações de fronteira de Castro Marim a Valença (1537)” e o “Acervo Documental da Casa Mota Prego” - através de Isabel Freitas, diretora do Departamento de Ciências da Educação e Património, no âmbito do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória”.

“Plantas das fortalezas em 3D” está integrado num programa mais alargado designado de “Demarcações de Fronteira: de Castro Marim a Valença (1537)” e tem como objetivos reconstruir a planta original dos castelos de fronteira, traçados em planta por Duarte d’Armas; simular em 3D o castelo medieval original; integrar o mapa interativo que está a ser criado no Projeto “Demarcações de Fronteira: de Castro Marim a Valença (1537)” e comparar com o castelo atual e verificar as lacunas em termos de edifício.

O projeto “O Acervo Documental da Casa Mota Prego – Guimarães” visa disponibilizar para consulta pública o acervo documental da família Mota Prego, constituído por mais de 3000 documentos, na casa de família situada no centro histórico de Guimarães. Neste projeto, serão utilizadas as instalações do Centro de Conservação e Restauro da Universidade Portucalense.
 




Conselho Consultivo da “Cátedra Manoel de Oliveira” tomou posse

No último dia 25 de janeiro tomou posse o Conselho Consultivo da “Cátedra Manoel de Oliveira, Cultura e Criatividade” com os membros Alexandre Alves Costa (arquiteto e professor universitário), Ana Luísa Amaral (escritora e professora universitária), António Roma Torres (médico e crítico de cinema), João Botelho (cineasta), Leonor Silveira (atriz) e Maria João Seixas (diretora da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema).

Na ocasião, Maria João Seixas alertou para “a consciência da sorte de termos um homem como o Manoel de Oliveira em Portugal” e João Botelho afirmou que o cineasta portuense “é uma vanguarda do cinema que não tem influências de ninguém”.

De destacar que a Cátedra é coordenada por Abílio Hernandez Cardoso e contempla um plano de atividades que integra: os “Encontros Internacionais Manoel de Oliveira”; o “Prémio Manoel de Oliveira” que premiará uma “personalidade de indiscutível relevo nacional ou internacional no domínio da criação artística ou da atividade académica”; Exposições; Seminários; Debates; Ciclos Temáticos de Cinema; Clube de Cinema Manoel de Oliveira, Biblioteca e Filmoteca e um Centro de Investigação.
 


Ciclo de Workshops em STI

A evolução constante dos Sistemas e Tecnologias de Informação leva a Universidade Portucalense a organizar um “Ciclo de Workshops” que se inicia este mês e termina em maio, inspirado nos desafios que se colocam hoje à Educação e às Empresas.

Este ciclo integra os seguintes workshops: “Criação de Conteúdos Educacionais para a era digital móvel” com Adelina Moura a 16 de fevereiro; “Programação de ‘Apps’ para ‘Smartphones’ com Paulo Gomes a 23 de fevereiro; “Multimédia Educacional” com Paulo Gomes a 16 de março; “O papel das Arquiteturas de processos no alinhamento estratégico dos SI” com Jorge Coelho a 23 de março; “O ‘e-learning’ no ensino Básico e Secundário” com Sónia Sobral e Rui Mesquita a 20 de abril e “A Educação na web 2.0” com Alexandra Baldaque e Paula Azevedo a 11 de maio. Todas as sessões irão decorrer entre as 9h e as 13h.
 


Estudantes de Turismo na FITUR

Os estudantes do 1º e 2º ano da Licenciatura em Turismo estiveram, entre 1 e 3 de fevereiro, na FITUR, em Madrid, a principal feira europeia de Turismo, onde interagiram com a oferta turística dos quatro cantos mundo. Trajes, danças, gastronomia e vinhos mostram a diversidade de cultura e património.

Joana Cerqueira, estudante do segundo ano, considera que a participação no certame deu-lhe “a oportunidade de conhecer não só a oferta turística de vários países, mas também as relações comerciais que são estabelecidas”. Destaca ainda “o contacto direto com a cultura e as tradições através de atuações musicais, espetáculos e danças com os respetivos trajes tradicionais.”

Ana Alves do 1º ano recorda "a sensação única de entrar em contacto com muitas e diferentes culturas, essencial para quem pretende trabalhar no setor do Turismo". Já Diana Ribeiro do 2º ano considera que a FITUR deveria ter “apostado mais na apresentação de produtos típicos como a gastronomia”.

De destacar que Portugal foi premiado, pelo terceiro ano consecutivo, com o “Melhor stand internacional” da FITUR. Assente no conceito “A vida num bairro português”, o espaço pretendeu transmitir aos 200 mil visitantes um conjunto de experiências relacionadas com a vivência em comunidade, nas vertentes cultural, artística ou gastronómica, reproduzindo espaços como um restaurante, uma padaria ou um quiosque.
 


Percurso

“Temos a necessidade de evoluir e o único meio é estudar”

André Marques, estudante do Mestrado em Finanças da Universidade Portucalense, apresentou no âmbito da tese de dissertação um estudo sobre o setor da cortiça em Portugal, com base num inquérito realizado a 150 empresas de Santa Maria da Feira, concelho que concentra 80% das corticeiras nacionais.

A investigação revelou que o preço associado aos custos fixos, a eficiência produtiva, a qualidade da matéria-prima e as economias de escala são alguns fatores que têm contribuído para o crescimento das exportações e para a consolidação da liderança mundial do setor. O estudo concluiu ainda que a entrada da cortiça em novos nichos de mercado, como a construção, o calçado e o design, reforça a tendência de crescimento em mercados emergentes como o Brasil e a China.

Durante um ano, André Marques dedicou-se a este trabalho, na maioria das vezes, no final do dia, após o seu trabalho no departamento administrativo-financeiro do Instituto Superior entre Douro e Vouga, instituição onde se licenciou em Gestão de Empresas. André decidiu continuar investir na formação contínua por “um gosto pessoal”, mas também por “aspirações profissionais” que passam pela área financeira e pela docência. “Não devemos ficar agarrados a uma área, devemos tentar adquirir competências que nos permitam adaptar a diferentes funções e desafios”, defende.

O mercado de trabalho está na vida de André antes da licenciatura, tendo feito “de tudo um pouco” - já esteve em trabalhos temporários e em horários por turnos. Apesar do trabalho sempre presente, decidiu concorrer ao Ensino Superior porque sabia que “a licenciatura daria muitas oportunidades”.

Desde a licenciatura até ao mestrado que agora concluiu, sempre conciliou com sucesso os estudos com o trabalho. Como conseguiu? A seu ver, com “método de estudo, organização e autodisciplina”, não o impedindo da prática do ‘jogging’ ou da natação, como gosta.

André sabe e enfatiza que “temos a necessidade de evoluir e o único meio é estudar, pois o mercado é muito competitivo” e, talvez, por isso está otimista quanto ao futuro, apesar da conjuntura económico-social complexa do país, pois “as oportunidades continuam a existir”. Depois da licenciatura em Gestão de Empresa, do Mestrado em Finanças, quem sabe se não se seguirá um Doutoramento em Gestão ou Economia? Uma ideia que André está a “amadurecer”.
 


Relato de um ‘buddy’ de estudantes de Erasmus

"O que poderei dizer em modo de feedback desta experiência? Fantástica! Permitiu-me fazer Amigos, escrevo-o com letra maiúscula porque sim, fiz mesmo amizades que com certeza perdurarão para a vida. A minha função de ‘buddy’ transbordou da vida académica para a vida pessoal e passamos a encontrarmo-nos frequentemente, tanto na Universidade como fora do horário letivo. Atualmente são mesmo das pessoas com quem tenho maior amizade na Portucalense.

Comecei por ajudá-los a encontrar casa (pesquisando na Internet, fazendo chamadas telefónicas e visitas às diferentes casas, mas sempre considerando fatores como a localização e o preço), depois mostrei-lhes a nossa linda cidade, entretanto fomos sair à noite, depois já estávamos a jogar futebol com os meus amigos e a beber uns copos no bar que mais frequento, seguido de festas em que fiz parte da organização através da Associação de Estudantes e onde os alunos Erasmus compareceram sempre em grande número, também as idas ao Estádio do Dragão - mesmo no seio dos “Super Dragões” onde puderam sentir a força da gente tripeira da cidade Invicta...

Enfim, estou muito satisfeito e contente por ter tido a iniciativa de me propor como ‘buddy’, pois, sinceramente, nunca pensei que fosse ter a sorte de encontrar pessoas tão disponíveis e amigáveis e com quem me identificasse tanto, como com esses três sevilhanos! Um dos alunos Erasmus, com quem tenho tido mais convívio, chama-se Miguel Angel e já frequenta habitualmente a minha casa, conhece perfeitamente a família, joga semanalmente futebol comigo e com os meus amigos, vai a jantares connosco, praticamente já faz parte da "maltinha" como dizemos na gíria.

Em termos académicos, normalmente pedem-me conselhos, também faço por ajudá-los, mas tenho que admitir que não encaro tanto esta função de Buddy nessa vertente estudantil. Em caso de dúvidas mais importantes encaminho-os para o Gabinete de Relações Internacionais (que se situa na Secretaria UPT) onde sei que são muito bem tratados e acompanhados. Mal ou bem deixo-os estarem à vontade e preocupo-me principalmente com o seu bem-estar, que se divirtam, e levem do Porto a mensagem de que somos uma cidade única pelo nosso carisma e afetividade. E sei que eles estão a adorar a experiência em Portugal!

Fiquei também contente e surpreso por saber que a minha fama de ‘buddy’ já transbordou para os outros alunos espanhóis e fui bastante requisitado pelos restantes alunos e alunas para que fosse ‘buddy’ deles também, pois gostariam de ter alguém como eu a ajudá-los durante esta jornada de Erasmus. É sempre gratificante perceber que o nosso esforço é reconhecido pelas pessoas obviamente.

Tenho pena que nem todos encarem este papel seriamente, pois os estudantes estrangeiros precisam de apoio para que possam aproveitar ao máximo a estadia em Portugal, mas claro, nem todos somos iguais, e os mais insensatos não entendem a importância deste tipo de funções e a sensibilidade necessária para tal, pois talvez nunca tenham vivido o suficiente para compreender a dimensão do que engloba a vivência de um estrangeiro num país estranho ao seu, afastado do seu seio familiar e do seu ‘habitat’ natural. Eu sei que cumpri a minha função e no que puder estarei cá para auxiliar, pois dá-me uma enorme satisfação pessoal saber que ajudei alguém que necessita e que, de alguma forma, melhorei a vida dessa pessoa. E um dia posso ser eu a precisar! Não é com certeza uma missão fácil, exige esforço e sacrifícios, mas ouvir comentários do género: ‘Que bem fiz eu a Deus para ter a sorte de te ter conhecido’, faz-me ganhar o dia e ter um sentimento de missão mais-que-cumprida! Um grande abraço! Bem hajam!”

Nota: Pedro Peleias Barbosa Magalhães é estudante de Direito e este ano letivo é “buddy” de três alunos da Universidade Pablo Olavide, de Sevilha: Juan Romero, Manuel Montes e Miguel Cisma.
 


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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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