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Artigos da Newsletter Institucional maio 2015

Nº46 – maio 2015
Destaques

UPT e Governo juntos no Turismo Militar

A Universidade Portucalense e o Ministério da Defesa Nacional assinaram um protocolo de cooperação com o objetivo de criar marcas de Turismo Militar, que potencializem e rentabilizem o património histórico-militar de Portugal.

A parceria foi firmada pela Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, e pelo Presidente da Cooperativa, Armando Jorge de Carvalho, na sessão de abertura das “II Jornadas de Turismo Militar” que decorreram nos dias 25 e 26 de maio na Universidade Portucalense.

Berta Cabral começou por indicar que o Turismo “é um desígnio nacional e um dos motores de crescimento da economia nacional, representando 10% do PIB e 8% do emprego. Sendo a Defesa Nacional proprietária de um vastíssimo património material e imaterial acumulado ao longo de nove séculos, impõe-se a constituição de um modelo de organização, promoção e salvaguarda que resulte na fruição cultural e turística”.

“Esta rede de turismo militar visa a ativação turística do património histórico-cultural, procurando valorizar a instituição militar e a sua história que coincide com a de Portugal, enquanto nação soberana. Pretendemos desenvolver marcas e produtos turísticos associados à temática histórico-militar e desenvolver atividades e experiências turístico-culturais diferenciadoras face aos destinos concorrentes”.

Armando Jorge de Carvalho afirmou que a universidade pretende com esta parceria contribuir para o desenvolvimento do turismo nacional, aliando-o ao património e à cultura, envolver os jovens e divulgar a memória da história portuguesa.


“Esta crise torna as medidas excecionais em normais”

Francisco Caamaño, ex Ministro da Justiça de Espanha e José Magalhães, ex Secretário da Justiça debateram o “Controlo Constitucional dos Direitos Sociais em ciclos de crise económica”, na UPT, no dia 25 de maio.

“Tenho uma certa inveja do poder interventivo do Tribunal Constitucional português, quando declarou inconstitucionais algumas das medidas incluídas na proposta de Orçamento do Estado para 2014”, confidencia Francisco Caamaño.

“Infelizmente, em Espanha não foi assim. O Tribunal Constitucional Espanhol considerou que para pagar direitos sociais tem que haver orçamento e se não há não se pode pagar, como se o orçamento fosse automático, caísse do céu, e não fosse elaborado por quem governa”.

“Esta crise não é uma crise normal e, por isso, as medidas excepcionais convertem-se em medidas normais para sustentar a crise económica. Como cidadão espanhol e como alguém que trabalhou durante alguns anos no Tribunal Constitucional custa-me ver a falta de sensibilidade de um tribunal que continua a seguir os mandatos jurídicos da doutrina europeia, perante a realidade dura do seu país e dos seus cidadãos”.

Crítico do Tribunal de Justiça Europeu, o ex governante considerou que “hoje é mais importante o Direito Comunitário, do que os direitos sociais de cada país soberano. Vivemos com um pensamento económico único, uma ideologia técnica comum e uma liberdade de mercado que tornam os direitos sociais vulneráveis e irreversíveis”.

Por seu turno, José Magalhães interpreta a atualidade como uma “mudança de agenda” e uma “era de incerteza”. Defendeu que o Tribunal Constitucional português foi o “travão da recessão” e se “deve compreender que a constituição não pode fazer tudo”.

Contudo, para o deputado, “é tarde para fazer regressar o velho debate sobre se os direitos sociais são direitos fundamentais para reduzir os meios de proteção social”.

Segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, Portugal voltou aos níveis de pobreza e exclusão social de há dez anos. As estatísticas assinalam que, apesar de o aumento do risco de pobreza ter abrangido todos os grupos etários, foi maior nos casos dos menores de 18 anos.


"space2business" é a primeira empresa UPT

Chama-se "space2business" e será o primeiro agregador ‘online’ de promoção e reserva de espaços exclusivamente de trabalho: espaços de ‘coworking’, escritórios, salas de reunião e formação ou até auditórios. É o primeiro negócio a nascer na incubadora de empresas da Universidade Portucalense.

A nova ‘startup’ pretende reunir na mesma plataforma milhares de espaços de trabalho de forma totalmente gratuita e diminuir o tempo de reserva, de dias para apenas alguns cliques.

O processo é bastante simples: os proprietários registam os espaços na plataforma que, após validação por parte dos gestores da rede, ficam disponíveis para reserva.

Por outro lado, o utilizador consegue, em poucos minutos, ter acesso a uma lista de milhares de espaços que poderá reservar ‘online’ em apenas alguns minutos.


“Queremos ser a maior plataforma europeia”

Luís Gonçalves, João Silva e Carlos Martins são os primeiros estudantes da Universidade Portucalense a criarem uma empresa no âmbito do projeto de empreendedorismo designado por Núcleo de Empresas UPT. O sonho dos fundadores é que a “space2business” seja a maior plataforma de promoção e reserva de espaços de trabalho da Europa.

A cerimónia que assinalou o vencedor do NET-UPT 2015 também ficou marcada pela atribuição do “Prémio Empreendedorismo” da XZ Consultores, que resultou dos projetos desenvolvidos pelos estudantes no âmbito da unidade curricular “Empreendedorismo”, presente no 3º ano de todas as licenciaturas, que envolveu a participação de mais de 40 empresas, na qualidade de avaliadores externos.

Comunica UPT: Um ano depois do vosso projeto ter sido incubado no NET-UPT, a missão de criar uma empresa cumpriu-se. Qual o balanço que fazem desta experiência?

space2business: Esta experiência tem sido muito positiva porque temos aprendido muito e sentimos que o projeto, dia após dia, está mais coeso e isso dá-nos motivação para atingir os objetivos que pretendemos. Até ao momento consideramos que os fatores críticos de sucesso são a união dos promotores e a procura constante de informação que nos tem permitido evoluir de forma sustentada

Quais foram os fatores proporcionados pelo NET-UPT determinantes para o sucesso do vosso projeto e porquê?
Todos os apoios prestados pelo NET-UPT têm sido importantes para o nosso desenvolvimento, no entanto salientamos o apoio jurídico da docente Eva Dias Costa e a tutoria do docente Júlio Faceira.

Ao longo desta experiência de empreendedorismo destacam algum momento que vos marcou particularmente?
Sim, já ocorreram vários momentos que nos deram motivação para continuar e outros que nos permitiram refletir. Um dos que nos permitiu refletir, foi uma reunião que tivemos com um dos nossos parceiros que nos disse que se continuássemos a trabalhar cada um na sua empresa (os três promotores) e a desenvolver este projeto em simultâneo, a “space2business” nunca iria existir. Esta conversa fez-nos pensar e, atualmente, agradecemos esta conversa sincera.

Quais são os objetivos da empresa para o primeiros três anos de vida?
O primeiro objetivo é ter mil espaços de trabalho registados na plataforma até dezembro de 2015. Seguidamente procuraremos investimento para o aceleramento do crescimento da “space2business” e em 2017 iniciaremos o processo de internacionalização.

Qual é o vosso sonho neste momento?
Neste momento o sonho passa por sermos a maior plataforma de promoção e reserva de espaços de trabalho da Europa.


Mais um projeto tecnológico incubado na UPT

"Looking for more" de João Dias e José Guimarães, estudantes do Mestrado de Informática, é o próximo projeto de negócio que será incubado na rede de empresas UPT nos próximos dois anos.

O projeto vencedor da 2ª edição do Núcleo de Empresa UPT começou a ser desenvolvido na unidade curricular “Gestão de Inovação e Empreendedorismo Tecnológico”.

Os dois empreendedores revelam que “o objetivo é criar uma ferramenta ‘online’ de apoio a contratação de capital humano e gestão de recursos humanos e projetos. Pretendemos criar uma plataforma e ecossistema que possa facilitar a criação, desenvolvimento e suporte de projetos inovadores. Queremos com isto eliminar as barreiras à colaboração”.

Confessam que o empreendedorismo estava nos planos desde a entrada na universidade. “Reconhecemos que é uma parte importante da economia e da sociedade; é uma ambição pessoal e é uma tradição na nossa área. O empreendedorismo tecnológico é a nova ‘febre do ouro’”.

Daqui a um ano, gostariam de “ver o projeto suficientemente completo e moderno para começar a ser usado por alunos da UPT”.


Enoturismo alavanca a regeneração dos territórios

Face ao crescimento do Enoturismo em Portugal, no dia 29 de abril, os principais “stakeholders” do setor partilharam na Portucalense experiências, no sentido de concertar estratégias, práticas e objetivos para aumentar a competitividade dos territórios.

Encarado como uma alavanca para a regeneração e desenvolvimento económico das regiões rurais, o Enoturismo valoriza a cultura e a autenticidade dos locais e contribui para o reconhecimento de marcas de vinho.

Agostinho Peixoto do Turismo Porto e Norte de Portugal reforçou a noção de multifuncionalidade das paisagens rurais, quando os territórios devem ser entendidos como um produto histórico e social. “Organizar um produto turístico associado ao vinho e à gastronomia, requer modelos de inter-relação entre todos os ‘players’, fazendo de uma ‘herança’ rara um motor de atração turística”.

Cristina Azevedo da Associação Rota da Bairrada reconheceu que o Enoturismo, enquanto “fenómeno sistémico pode constituir-se como uma mais-valia para o desenvolvimento das regiões, permitindo a integração dos setores primário (agricultura), secundário (indústria vitivinícola) e terciário (turismo). Para isso, será crucial o desenvolvimento do conceito de ‘Rotas dos Vinhos’, explorando ferramentas que permitam criar ofertas singulares e experiências únicas aos clientes”.

Já José Rodrigues do Museu do Alvarinho, em Monção, defendeu que este equipamento contribuiu para a notoriedade e atratividade da ‘Rota dos Vinhos Verdes’. “A forte tradição vinhateira portuguesa está a gerar interesse em torno da história e da cultura do vinho, levando à musealização deste património”.

Ana Bolina do Espaço Porto Cruz apresentou o projeto concebido como um lugar que oferece novas experiências em torno do vinho do Porto, conjugando criações artísticas que celebram a cultura do vinho do Porto e uma oferta cultural e artística.


Reforma do IRS em análise

O bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas, juízes, advogados, quadros do Ministério das Finanças e especialistas no âmbito da Fiscalidade, debateram a Reforma do IRS, na Universidade Portucalense, no dia 11 de maio.

O debate, no âmbito da reforma do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares – IRS, concluiu que não se trata de uma “verdadeira reforma” e que as modificações introduzidas tornaram o imposto mais complicado, contrariando a necessidade de simplificação.

Por outro lado, referiu-se que a integração de múltiplas opções de tributação permite aos contribuintes uma melhor gestão na sua carga fiscal, através de alterações na tributação de rendimentos do trabalho dependente e independente, rendimentos de capitais e mais-valias, quociente familiar e da introdução da tributação separada e de novas categorias de deduções.

Concluiu-se que as alterações na tributação dos rendimentos de atividades económicas não são suficientes para incentivar a dinâmica e a iniciativa empresariais.


Alunos de Famalicão vencem 12º PPUPT

A equipa "PD Solutions" de Pedro Silva e David Magalhães da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado de Vila Nova de Famalicão foi a vencedora do 12º Prémio de Programação da Universidade Portucalense. Já Carla Pereira do Colégio Internato dos Carvalhos venceu a prova pelo segundo ano consecutivo.

Quatro escolas secundárias e mais de 20 alunos participaram no prémio que tem como objetivo estimular o interesse pela área da programação e fomentar a capacidade de resolução de problemas computacionais. O número de problemas resolvidos corretamente e o tempo de resolução apuraram os melhores da competição.

Recorde-se que, segundo estudos da União Europeia, até 2020 existirão 900.000 postos de trabalho relacionados com as Tecnologias da Informação e Comunicação e cerca de 90% dos postos de trabalho vão requerer competências nas mesmas.

Atualmente, a licenciatura de Informática da UPT tem uma taxa de 100% de empregabilidade.



Apostar no conhecimento e potenciar competências

Fazer ou não um mestrado é a questão que se coloca a recém-licenciados ou a profissionais. Dinarco Pimentel e Rui Damas a frequentarem atualmente o Mestrado em Direito falam sobre a importância do segundo ciclo de estudos.

Comunica UPT: Quais as motivações que os levaram a apostar no Mestrado em Direito na UPT?

Rui Damas: A excelência do corpo docente, o rigor, a seriedade e a inovação que a UPT tem no mercado de trabalho e, o facto de a fase curricular do mestrado ter por base a investigação científica, foram fatores que me levaram a escolher este mestrado.

Dinarco Pimentel: Após a licenciatura em Direito na Universidade Portucalense decidi investir no mestrado, tendo ponderado diversos fatores como a qualidade de ensino, as perspetivas futuras, a correspondência entre os conteúdos lecionados e o mercado de trabalho, a interação entre docentes e os alunos ou a formação contínua proporcionada. Creio que foi uma aposta ganha que trará resultados a curto prazo.

Quais os aspetos da formação que destacariam como os mais importantes?

R.D.: A acuidade dos conteúdos programáticos, a abrangência das unidades curriculares, a elevada preparação científica e pedagógica dos professores, bem como a heterogeneidade de mundividências e experiências profissionais dos meus colegas que tornaram as aulas valiosos fóruns de discussão e debate, são fatores que me levam aconselhar este curso a recém-licenciados e profissionais experientes que pretendam atualizar os seus conhecimentos.

D.P.: Considero o curso positivo e enriquecedor. O mestrado, a par da licenciatura, constituem duas pedras basilares na formação daqueles que pretendem atuar na área do Direito, dirigindo a sua formação individual, no sentido da vertente jurídica, pela promoção do conhecimento individual e o raciocínio jurídico.

Uma das características diferenciadoras deste mestrado é a participação direta de profissionais, empresas e sociedade de advogados em seminários. Como avaliam estas iniciativas?

R.D.: A participação de empresas e escritórios de advogados em seminários tem sido muito profícua, permitindo, por um lado, fazer a ligação entre o conhecimento científico e o conhecimento empírico e, por outro, estreitar a relação entre a Universidade e o mercado de trabalho. Essa relação de proximidade entre a teoria e a prática, parece-me ser um traço relevante e distintivo deste mestrado.

D.P.: A participação ativa dos profissionais, empresas e sociedades de advogados, permitiu a integração da componente “realidade” nos conteúdos ministrados, transpondo-os para o plano do concreto e do tangível. A intervenção destes “players” possibilitou, ainda, o contacto com realidades, por vezes desconhecidas e de especial relevância, quer pela transmissão de conhecimentos, quer pela partilha de experiências particulares da vida prática, constituindo, assim, uma importante “pedra angular” da formação.

Destacam algum ou alguns seminários que tenha gostado em particular?

R.D.:A atualidade e pertinência dos temas, a excelência e a preparação dos oradores são características transversais a todos os seminários que assisti. Destaco o seminário sobre práticas contratuais pela relevância do tema e o seminário sobre refugiados pela oportunidade.

D.P.: Creio não ser possível destacar um em especial. A acuidade, clareza e pertinência que caracterizaram cada um dos seminários, permitiram desenvolver o espírito jurídico de cada mestrando, quer pela formulação de questões, quer pela manifestação o seu pensamento crítico em função da sua interpretação do tema em geral ou conceito/instituto em particular, tornando, estes, no cômputo geral, dinâmicos, empreendedores e diligentes, não sendo, por isso, capaz de identificar um seminário em singular.

Consideram o Mestrado em Direito importante para o exercício profissional? Porquê?

R.D.:Considero o Mestrado em Direito muito importante, porque além de possibilitar alargar o leque de escolhas profissionais, proporciona a aquisição de competências e conhecimentos que podem ser decisivos no exercício profissional. Este mestrado, em concreto, ganha ainda mais relevância em termos profissionais, porque aposta na investigação, numa época em que, como referi, o conhecimento é o principal factor de diferenciação salarial.

D.P.: O mestrado apresenta-se, em meu entender, num importante complemento à licenciatura, quer pela oportunidade, quer pela conveniência, por forma a conferir as competências necessárias para enfrentar o rigoroso e meticuloso mercado profissional, e investir os “novos profissionais” da aptidão, conhecimento e notabilidade imperiosa do mundo económico e profissional.



COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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