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Artigos da Newsletter Institucional março 2015

Nº44 – março 2015
Destaques

Reitoria toma posse e abraça novo ciclo

Armando Jorge de Carvalho, Presidente da Direção da Cooperativa, deu posse a Alfredo Marques, Paula Morais e José Caramelo Gomes como reitor e vice-reitores para um novo mandato, centrado na “excelência do ensino, na investigação e na internacionalização”.

No discurso de tomada de posse, Alfredo Marques salientou a exigência de se “enfrentar com êxito as ameaças e os desafios do ensino superior em Portugal, nomeadamente a estagnação do número de candidatos, a elevada concorrência entre instituições, a necessidade do corpo docente desenvolver projetos de investigação, as mutações do mercado de trabalho e a internacionalização”.

Associou a universidade a um centro de criatividade, cujo objetivo é “estar na linha da frente da investigação e ensino e continuar a sua aposta no Sistema de Gestão de Qualidade”.

Ainda, no âmbito da cerimónia de tomada de posse da Reitoria, Manuela Magalhães, Filomena Lopes, Isabel Freitas e Cristina Lobo assumiram a direção dos Departamentos de Direito (DD), Economia, Gestão e Informática (DEGI), Turismo, Património e Cultura (DTPC) e Psicologia e Educação (DPE).


“A experiência de falhar dá resiliência”

“Recomeço” e “resiliência” foram as palavras-chave da intervenção de Ângelo Paupério, Vice-Presidente Executivo da Sonae, no seminário “Empreendedorismo nas Organizações”, no último dia 27 de março, no âmbito do MBA para Gestores de PME.

Para o gestor, é claro que “nunca sabemos em que momento da nossa vida teremos de recomeçar” e, por isso, como nos diz, guarda na memória “as sábias palavras de Miguel Torga ‘Recomeças se puderes/Sem ânsia e sem pressa’”.

Falou do “emprego para toda a vida que já não existe” e da necessidade que daí resulta de empreender. Define empreendedorismo como “destruição criativa”, na medida em que “implica fazer ruturas e sair das zonas de conforto”.

“O excesso de burocracia, a elevada carga fiscal e o baixo grau de tolerância face aos riscos de falhar” são alguns dos entraves que aponta ao fomento de uma cultura empreendedora. Por outro lado, há ainda a dificuldade do “match” entre a ideia e o financiamento. “Ao longo da vida surgem muitas ideias, mas são poucos os negócios que surgem. Não basta a ideia em si mesma, é preciso que o negócio resulte”.

Ângelo Paupério chamou a atenção para uma cultura que não sabe gerir o insucesso. “Não sabemos gerir o falhar e essa perspetiva é altamente inibidora da iniciativa. É necessário criar um ambiente favorável à falha. Nunca sabemos quando as contrariedades são essenciais para um percurso de sucesso. Estou certo que aprendemos muito mais com os insucessos do que com as vitórias. Falhar não é um passo atrás, é um passo à frente”.

Encara Portugal como “um país aberto à inovação, mas que fica atrás em termos de atitude e aspiração”. Reconhece um “ambiente de negócios mais saudável”, “mais oportunidades abertas a todos” e “as condições para o país retomar o rimo de crescimento”.

Acredita na conjugação de interesses entre instituições para estudar soluções para os problemas e afirma que o grupo Sonae se define como uma “sociedade de meritocracia com uma vontade interna permanente de empreender”.

Já em resposta a um participante no seminário, confessou ser um “crente na aprendizagem”, que acredita que “a boa preparação de base, a agregação de vários conhecimentos e perspetivas e a atitude certa” fazem a diferença.


“Um líder deve ser um visionário”

No dia 20 de março, João Paulo Oliveira, administrador da Bosch, falou de “Liderança nas Organizações” e deixou uma recomendação: “devemos puxar a equipa até ao limite e não deixar alguém a fazer a mesma coisa durante 10 anos”.

Começou por citar Peter Drucker “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”, para definir a liderança como a capacidade de alavancar a “melhoria contínua” e a “inovação”, através do “profissionalismo, rigor, gestão e visão”.

Entende que um bom líder: “deve incentivar a partilha de ideias e a comunicação nas equipas; deve ser um exemplo para criar o ‘mindset’ interno de cultura de inovação”.

Diariamente, procura desenvolver um tipo de liderança designada por “Transformacional” e que se traduz por “inspirar e dar capacidade aos colaboradores. É uma relação emocional orientada para as pessoas”, explica.

Crê que os “Recursos Humanos são o ativo mais importante das Organizações” e que a qualificação e envolvimento são determinantes para o êxito coletivo.

João Paulo Oliveira olha para a atualidade como “um mundo volátil, incerto, complexo, ambicioso e de percepções que exige uma permanente mudança em perspectiva e consequente tomada de decisões”.

Este seminário decorreu no no âmbito do MBA para Gestores de PME.


“É preciso correr por um emprego”

No primeiro dia feira de emprego “Careers UPT 2015”, gestores de Recursos Humanos partilharam com os estudantes os perfis de profissionais mais valorizados e as exigências associadas à “prova de fogo” do recrutamento.

“Humildade é a competência que mais procuramos”, revelou Nuno Fraga, Diretor da Hire&Trust, que confidencia que “a orientação para a qualidade e o cumprimento de prazos” foram as competências que aprendeu no estágio. A estreia no mercado de trabalho mostrou-lhe também que “todos os trabalhos são importantes”. Salientou ainda a importância de se colocar a questão “Onde quero estar daqui a três anos?” e o entendimento que “um plano de carreira é uma maratona e não uma corrida de 100 metros”.

Sugere que todos devem ter um plano de carreira, orientado pela pergunta: “onde quero estar daqui a três anos?” e a perspectiva que a “carreira é uma maratona e não  uma corrida de 100 metros”.

Armando Tavares, responsável de Recursos Humanos da Parfois, lançou o desafio: “arrisquem, desenvolvam atividades paralelas ao curso para se autoconhecerem, sejam diferentes”. “É preciso correr por um emprego”, concluiu.

Por seu turno, Paulo Lima de Carvalho, Diretor de Recursos Humanos do Grupo DST, aconselhou a “dedicarem tempo a escolher a empresa onde gostavam de trabalhar e as funções que pretendem desempenhar, para que no momento certo sejam os mais bem preparados para agarrar a oportunidade”. “Sejam ambiciosos e não tenham medo, porque se tiverem, é certo que alguém passará à vossa frente”.

Na mesma linha de orientação, Palmira Santos, Coordenadora da Cidade das Profissões, realçou a necessidade de “testar competências”, “definir objetivos” e “delinear a estratégia de abordagem às empresas”.


“Sonhar que podemos mudar o mundo”

Em processos de recrutamento e seleção, “em primeiro lugar está o carácter da pessoa, em segundo, está competência técnica”, revelou Jorge Sequeira, CEO da Team Building, na Conferência “Dar ao Pedal” que encerrou o primeiro dia do “Careers UPT”.

Defende que o ensino “não é a única fonte de conhecimento”, porque a “honestidade, o rigor, a tenacidade e curiosidade não se aprendem na escola”.

Alertou para o “momento histórico” que se vive - “esta é a primeira geração do ‘homo sapiens’ que pode ter acesso a qualquer conhecimento a custo zero e às horas que entender”. No mercado altamente competitivo e globalizado, em que, atualmente, se “contrata o homem certo para um posto incerto”, é fundamental “ter dúvidas, estar atualizado, ser rigoroso, autónomo, ousado, positivo, experiente, divergente, ambicioso e lutador”.

Concluiu, deixando um desafio para a vida: "temos de ter a capacidade de sonhar que podemos mudar o mundo”.


Enoturismo: dos destinos à gestão

Com o Turismo e a Cultura do Vinho a desempenharem um papel crescente na Economia e no Desenvolvimento Regional, a UPT promove, em abril, o seminário “Enoturismo: dos destinos à Gestão”.

Entidades públicas e profissionais do setor irão debater estratégias de desenvolvimento do enoturismo, partilhar experiências e casos de sucesso de gestão de empresas e atividades associadas que se destacam por contribuir para a competitividade dos territórios e das atividades económicas nos mercados nacional e internacional.

De destacar que, em abril, a Universidade Portucalense irá abrir o Short Master em “Escanção” e, em maio, irá lançar o “Short Master em Enoturismo e Cultura do Vinho” em horário pós-laboral. O curso apresenta um corpo docente constituído por empreendedores e profissionais experientes do sector e privilegia os conceitos de sustentabilidade dos negócios, visitas técnicas e ações de “benchmarking”.


“O futuro está nas cidades”

Guilherme Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, afirmou que “o futuro da organização política dos Estados são as cidades, pois as funções atuais do Estado tendem a internacionalizar-se e a desaparecer”, no Ciclo de Workshops “Gestão das Cidades”, no dia 3 de março.

No seu entender, "é, cada vez mais, difícil para os governos exercerem o poder, pelo que só os autarcas serão capazes de assegurar a proximidade com os cidadãos".

Considerou que é importante diminuir uma alteração constante das leis, bem como aumentar a cultura de confiança na comunidade. "Em Portugal, só poderá haver melhores soluções se houver confiança entre os decisores do Estado e dos cidadãos entre si".

Aponta também para uma maior transparência entre poder local e cidadãos, para uma maior participação cívica. "Os cidadãos sofrem do síndrome do condomínio, onde ninguém quer ir, mas toda gente critica, deixando para segundo plano a organização do prédio onde habitam, o que, numa outra escala acontece também nas cidades", exemplificou.

Como solução, Guilherme Pinto defende que deveriam existir nas Câmaras Municipais os “orçamentos participativos”, onde os executivos demonstram onde é gasto o dinheiro e onde os cidadãos podem também sugerir onde gastar.

Este foi o primeiro seminário do ciclo 'Gestão de Cidades' que, até dezembro, será uma plataforma de partilha de conhecimento com o exterior.


Empresários preferem “network” ao apoio financeiro

A docente Carla Azevedo Lobo concluiu que 84% dos empresários portugueses preferem que o Governo lhes facilite as redes de contacto nos países de acolhimento em detrimento do apoio financeiro e apenas 16% dos inquiridos considera a variável “Apoios Governamentais” como “extremamente importante”.

O estudo “Fatores Indutores da Internacionalização Empresarial”, orientado pelo docente Júlio Faceira, evidencia que, apesar dos apoios financeiros serem importantes, não foram um dos fatores indutores do processo de internacionalização das empresas em estudo.

Os dados indicam: 75% das empresas consideram as “Competências Específicas dos Colaboradores” como “extremamente importantes” e 50% colocam as variáveis “Experiência Internacional dos Colaboradores”, “Propensão Empreendedora e para Assumir Riscos” e “Rede de Contactos no País de Acolhimento” na mesma escala de importância.

Segundo a investigação são, também, as empresas com menor experiência internacional que atribuem uma maior importância à “Propensão Empreendedora e para Assumir Riscos” e à “Rede de Contactos no País de Acolhimento”.

Carla Azevedo Lobo realça: “num mercado cada vez mais global, em que muitas empresas nascem já internacionalizadas, há uma tendência crescente de entrada em novos mercados através de estratégias colaborativas, pelo que os apoios governamentais à internacionalização deveriam espelhar também esta realidade e facilitar redes de contactos entre os empresários portugueses e os mercados internacionais”.


UPT solidária com a ANAP

Mais de 250 bens alimentares foram oferecidos pela comunidade UPT, no âmbito de uma campanha solidária promovida pela Associação de Estudantes, em conjunto com outros grupos académicos, a favor da Associação Nacional de Ajuda aos Pobres. A iniciativa terminou com um aula de zumba, no dia 18 de março.

Miguel Marinho, Presidente da Associação de Estudantes, mostrou-se satisfeito com a mobilização de esforços e de interesses da comunidade em contribuir para ajudar quem mais precisa.






21 projetos de investigação em curso

Na sexta edição do Encontro Científico em Psicologia “Troca de Ideias entre Mestres a meio caminho do Mestrado”, que decorreu nos dias 5 e 6 de março, foram apresentados 21 projetos de investigação que estão a ser desenvolvidos pelos estudantes do 2º ano do “Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde”.

As principais áreas de estudo enquadram-se nas temáticas do stress, psicopatologia e bem-estar ao nível de diversas populações de risco e não risco, avaliação da eficácia de intervenções cognitivas e psicoterapêuticas, parentalidade e dinâmica familiar associada a diversas doenças físicas e mentais e/ou necessidades educativas especiais.

O encontro contou com a participação de 12 peritos externos, de oito estabelecimentos de ensino universitário de norte a sul do país e 3 instituições de referência, nomeadamente equipas multidisciplinares de Assessoria aos Tribunais (EMAT), Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Valongo e Associação Nacional para o Estudo e Intervenção na Sobredotação.

A docente Ana Conde sublinha que iniciativa “permite o treino de competências de comunicação científica, a validação e melhoria dos projetos de investigação, através dos contributos de peritos nos diversos domínios, e o estabelecimento de novas parcerias e sinergias de investigação entre universidades”.


Clínica de Conservação e Restauro aberta ao público

A Clínica de Conservação e Restauro da Universidade Portucalense está aberta a todos os apaixonados e curiosos pelas Artes e Conservação e Restauro, que pretendam conhecer o laboratório onde se recuperam peças históricas de cerâmica, azulejos, pinturas, talha, edifícios e todas as suas estruturas em pedra, ferro ou madeiras.

Na Universidade Portucalense, a Conservação e Restauro faz a ponte entre a preservação e salvaguarda dos monumentos, os objetos de arte e as técnicas aplicadas à conservação e restauro.

As visitas decorrem à segunda-feira, à tarde, e devem ser marcadas através dos seguintes endereços de correio eletrónico: ccr@upt.pt ou dtpc@upt.pt.


Bolsas de Estágio UPT/Santander

No âmbito de um protocolo de colaboração, o Banco Santander e a Universidade Portucalense disponibilizam cinco bolsas de estágio para estudantes finalistas ou licenciados, há menos de dois anos, da Universidade Portucalense.

As bolsas de estágio têm a duração de três meses, no valor total de 1.650€ (550€ mensal), e serão realizadas em PME portuguesas. Mais informação pode ser consultada em http://bolsasdeestagiosantander.pt.



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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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