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Artigos da Newsletter Institucional janeiro 2013

Nº20 – janeiro 2013
Linhas de Rumo

A Fileira da Cultura e Economia

A Universidade tem empreendido um trabalho de recentramento da sua atividade, procurando focar o seu desempenho, para atingir patamares mais altos de qualidade científica e pedagógica. A UPT definiu uma nova Fileira de trabalho - a Fileira da Cultura e Economia. Esta Fileira inclui: a nova licenciatura em Cultura e Economia Criativa; a licenciatura em Turismo, com o seu pendor para o turismo cultural; o mestrado em Planeamento e Gestão da Cultura; a “Cátedra Manoel de Oliveira” de Cultura e Criatividade, dirigida por Abílio Hernandez Cardoso; e o Centro de investigação em Cultura e Economia, dirigido por Alfredo Rodrigues Marques, com várias linhas de trabalho, e que envolverá, tendencialmente, todos os setores da universidade.

A definição desta Fileira de trabalho foi claramente influenciada pelo recente desenvolvimento à escala internacional de uma área de estudo científico sobre a valorização das relações entre Cultura e Economia, sobre a identificação do potencial da Cultura enquanto valor económico.

É muito volumosa e rica investigação realizada no âmbito deste novo domínio. Para além de vários documentos no âmbito europeu, deve ser mencionado, em Portugal, o estudo “O Sector Cultural e Criativo em Portugal”, produzido para o Ministério da Cultura por Augusto Mateus, em julho de 2009.

Em Portugal, o aproveitamento económico da Cultura está muito abaixo da média europeia; basta saber isto para justificar uma aposta institucional nesta área.

Guilherme de Oliveira
Reitor


Destaques

Cultura e Criatividade com Conselho Consultivo de referência

Abílio Hernandez Cardoso, titular da “Cátedra Manoel de Oliveira, Cultura e Criatividade”, anunciou o plano de atividades e as personalidades que aceitaram integrar o Conselho Consultivo da nova fileira de conhecimento da Universidade Portucalense.

“A diversidade das atividades planeadas, a transversalidade programática, o pendor criativo, a procura de públicos alargados e o estabelecimento de parcerias com entidades nacionais e internacionais” constituem-se os principais traços da “Cátedra Manoel de Oliveira Cultura e Criatividade”, revela Abílio Hernandez Cardoso.

Com a missão de ser um “lugar onde se cruzam saberes transdisciplinares e se combinam atividades de docência, investigação e divulgação da maior relevância para o panorama cultural português em geral e para o ensino universitário em particular”, a Cátedra tem como principais objetivos “o estudo da obra de Manoel de Oliveira e o desenvolvimento dos estudos fílmicos e da imagem em geral; a promoção, valorização e disseminação da cultura Portuguesa e a reflexão sobre as relações entre a cultura, as artes e a economia criativa”.

O plano de atividades irá integrar: os “Encontros Internacionais Manoel de Oliveira”; o “Prémio Manoel de Oliveira” que premiará uma “personalidade de indiscutível relevo nacional ou internacional no domínio da criação artística ou da atividade académica”; Exposições; Seminários; Debates; Ciclos Temáticos de Cinema; Clube de Cinema Manoel de Oliveira, Biblioteca e Filmoteca e um Centro de Investigação.

Está prevista ainda criação da unidade curricular “História e Estética do Cinema” de opção para os cursos de 1º e 2º ciclos da UPT e no formato de curso livre, que abrange não só a obra de Manoel de Oliveira, mas também o cinema português e a área dos estudos fílmicos e da imagem em geral.

A “Cátedra Manoel de Oliveira, Cultura e Criatividade” conta com um Conselho Consultivo, responsável por se pronunciar sobre a sua estratégia e o seu plano de atividades, constituído por Alexandre Alves Costa (arquiteto e professor universitário), Ana Luísa Amaral (escritora e professora universitária), António Roma Torres (médico e crítico de cinema), João Botelho (cineasta), Leonor Silveira (atriz) e Maria João Seixas (diretora da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema).

De destacar que esta fileira de conhecimento foi anunciada formalmente na cerimónia de doutoramento ‘honoris causa’ à sua figura tutelar - Manoel Oliveira, em novembro de 2011, no âmbito da celebração dos 25 anos de vida da Universidade Portucalense.
 


Docente da Portucalense vence “Prémio LeYa”

Nuno Camarneiro, docente da Universidade Portucalense, é o vencedor da 5ª edição do “Prémio LeYa” com o romance "Debaixo de algum céu" que chegará às livrarias em março próximo.

A obra vencedora foi escolhida, em 270 obras originais a concurso, “por maioria” do júri constituído por Manuel Alegre, Nuno Júdice, Pepetela José Castello, José Carlos Seabra Pereira, Lourenço do Rosário e Rita Chaves,.

Nuno Camarneiro, professor do curso de Conservação e Restauro da UPT, nasceu em 1977 na Figueira da Foz, licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra e concluiu o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural em Florença. “No Meu Peito não Cabem Pássaros” foi o seu primeiro romance, editado no ano passado.

O “Prémio LeYa” tem o valor pecuniário de 100 mil euros e distingue um romance inédito escrito em português. “O teu rosto será o último” de João Ricardo Pedro venceu no ano passado, tendo sido o primeiro autor português a receber o prémio.




“Dedicamos o nosso conhecimento e inovação à região”

"O risco dos empresários é muito grande, é muito maior do que o risco banal a que nos habituámos" no quotidiano. "As más decisões e orientações estratégicas das empresas são penalizadas severamente", enquanto “os cidadãos, nos seus contextos sociais, têm sempre uma segunda oportunidade, beneficiam de tolerância e podem corrigir as trajetórias. As empresas morrem e definham mais facilmente porque o mercado não é tolerante e não lhes dá segundas hipóteses".

Foi com este elogio à profissão de empresário que o reitor da Universidade Portucalense, Guilherme de Oliveira, deu as boas-vindas à II Conferência “O Norte Faz Bem”, promovida pelo “Jornal de Notícias” que decorreu na Aula Magna, em dezembro último.

Coube ao moderador do debate Júlio Magalhães, Diretor Geral do Porto Canal, chamar os representantes dos quatro casos de sucessos a norte: António Portela da Bial, Luís Meneses da Unilabs Portugal, Jorge Baptista da Primavera Software e Armando Jorge de Carvalho da Universidade Portucalense que explicou como a Universidade se tornou num caso de sucesso ao nível da gestão e do aumento de número de alunos em época de crise.

“Não somos navegadores, mas tentamos descobrir. Dedicamos o nosso conhecimento e inovação à região de onde somos oriundos” e “queremos ter um papel relevante no desenvolvimento económico, social e cultural da região”, afirmou Armando Jorge Carvalho.

Já Mira Amaral, Presidente do Banco BIC, na qualidade de orador principal, defendeu “a reindustrialização do país” como receita para sair da crise, com “os setores agrícola, agroindustrial e industrial” a assumirem a responsabilidade nos bens transacionáveis exportados”.

Para o ex-ministro da Indústria e Energia, o peso das exportações deverá ser superior a 60% (atualmente fixado em 30%) e o “norte continuará a diferenciar-se por manter as instalações industriais que sobreviveram à globalização e ao ‘desenrascanço’ que os alemães não têm”.
 


Quando a solidariedade é já tradição

O Jantar de Natal e a Festa de Natal solidários dirigidos a pessoas apoiadas por instituições da cidade do Porto são já uma tradição na Portucalense. Cerca de 40 voluntários da Universidade prepararam e ofereceram um jantar a mais de 200 pessoas e os estudantes do 1º ciclo de Educação Social organizaram uma festa que fez as delícias das crianças.

O jantar de Natal solidário realizou-se pelo segundo ano consecutivo e contou com a oferta de diversos alimentos por parte das empresas Continente, Rui Costa e Sousa, Irmão, S.A. e do contributo particular de Jorge Santos, enquanto as sobremesas foram oferecidas pelos colaboradores da Universidade.

Já a Festa de Natal Solidário, que se celebra desde 2005, reuniu centenas de crianças na Aula Magna que assistiram a peças de teatro e momentos musicais proporcionados por estudantes da Portucalense. Durante a festa, os mais pequenos foram ainda presenteados com pinturas faciais.

Ambas as iniciativas inserem-se no âmbito da UPT Social, unidade orgânica da Universidade, que pretende intervir no terceiro setor, promovendo os direitos civis, políticos, económicos, sociais, culturais e ambientais, consolidando a cidadania individual e coletiva, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável em direção a uma comunidade mais justa e solidária.
 


“Juntos poderemos fazer mais”

Bruno Sousa Rocha, estudante da licenciatura em Gestão, sucede a Tiago Gonçalves na presidência da Associação de Estudantes da Universidade Portucalense e revela à “Comunica UPT” as principais ações que pretende desenvolver durante o mandato.

Comunica UPT: Qual a principal razão que o levou a candidatar-se à presidência da Associação de Estudantes da UPT?

Bruno Rocha: O momento que atravessamos em termos sociais é complexo, exigindo de todos a máxima eficácia perante as dificuldades. Estou consciente do cenário calamitoso que os estudantes do Ensino Superior Privado/Cooperativo irão enfrentar em 2013 e, por isso, aceitei o desafio de unir uma equipa de estudantes da Universidade Portucalense capaz de fazer mais pelo outro, unidos por um ambicioso sentimento de progressão da AEPortucalense. A impressionante adesão dos estudantes ao sufrágio do último dia 13 de dezembro, provou que os alunos da Universidade Portucalense estão atentos e conscientes de que todos juntos poderemos fazer mais pela nossa Universidade.

Quais são as principais linhas de orientação da nova direção?

Desde o início que consideramos que a ação social direta, o auxílio mais próximo ao estudante do pós-laboral, a comunicação interna e externa, o voluntariado, a criação de um ciclo de conferências ambicioso e a maximização das potencialidades recreativas/culturais, serão os pilares fundamentais do nosso mandato. Confesso-me surpreendido pela "adesão" de alguns professores às linhas principais do nosso plano.

Quais são as principais ações que pretende desenvolver enquanto presidente?

Seguindo as nossa linhas, iremos realizar todos os projetos a que nos propusemos. Pessoalmente, entusiasma-me todos os projetos que iremos realizar no âmbito direto ao aluno - o apoio através de bolsas, o enriquecimento curricular através de conferências e ‘workshops’ e o projeto relacionado com o voluntariado.

Qual a mensagem que gostaria de deixar aos estudantes da UPT?

A confiança será a motivação para que este mandato seja memorável, mas não podemos deixar que a chama se apague. O futuro faz-se naturalmente, mas peço a todos a liberdade de propor ideias inovadoras que façam a UPT mexer! Vamos fazer com que a nossa passagem pela Universidade não seja apenas algo para contar aos netos. No início deste ano estará disponível uma nova página da Associação no Facebook com os próximos passos e os projetos que iremos iniciar no final de janeiro.

O que espera fazer depois de concluir o curso?

Tenho imensos projetos para um futuro próximo, no entanto prefiro encarar o presente com realismo, nunca perdendo a ambição. Pelo facto de ser trabalhador/estudante sei que o futuro é volátil e que é utópico pensar que um emprego é um dado adquirido.
 


Percurso

“O futuro da Economia está nas nossas mãos”

Cláudia Teixeira venceu o prémio “Golden Assets” ao ser a melhor aluna do Mestrado em Finanças na edição 2011/2012. No mês passado iniciou um estágio no Banco do Brasil, uma experiência que “está a gostar por colocar em prática alguns dos conhecimentos absorvidos”.

Começou a estudar Economia na Venezuela, na Universidade Católica, mas quando regressou a Portugal concluiu a licenciatura na Universidade Portucalense em 2011. Ao longo do percurso académico teve sempre contacto com o mercado de trabalho, o que, a seu ver, lhe permitiu desenvolver competências profissionais e o interesse pela economia. Ainda em Caracas, colaborou com o Consulado Geral de Portugal, onde tratou de processos de legalização de documentos entre os diferentes países.

Concluída e licenciatura na UPT, decidiu continuar a investir na sua formação porque quando “a economia mundial está cada vez mais fragilizada, existe uma necessidade crescente de formação especializada para fazer face a todas as adversidades que nos possam aparecer no caminho. A grande competitividade no mercado de trabalho leva a que o desenvolvimento de competências específicas possa ser uma mais-valia e faça a diferença na escolha de um emprego”, considera Cláudia.

Ao longo do Mestrado em Finanças, indica que procurou e encontrou diversas ferramentas que podem ser úteis no futuro profissional, destacando “a sensibilidade para pormenores que anteriormente passavam um pouco despercebidos, mas que agora, com conhecimento de causa, são grandes pormenores. Essa sensibilidade permite-me estar muito mais à vontade na área das finanças em termos teóricos e práticos”.

No seu entender, os fatores críticos do sucesso académico são “o empenho, a dedicação e os bons professores”. Explica: “o empenho e a dedicação são muito importantes e os sacrifícios acabam por valer a pena, na medida em que sentimos que o que estamos a absorver é do nosso interesse e pode ser uma mais-valia no futuro. Não menos importante, os professores, pela disponibilidade e forma de lecionar, facilitam e tornam mais interessante cada matéria nova abordada”.

Cláudia tem um objetivo - “sentir-me realizada profissionalmente; de momento quero concluir o meu percurso académico e aproveitar ao máximo a experiência que estou a ter na área da banca. Obviamente, com o passar do tempo, tenderei a procurar projetos mais exigentes e que se enquadrem com as experiências que irei acumulando”.

Aos colegas de Economia e Gestão que se preparam para entrar no mercado de trabalho, deixa uma mensagem “ser persistente; o mercado de trabalho é muito competitivo mas, com as competências que adquirimos, temos as ferramentas necessárias para vencer. Temos de ser otimistas, empreendedores e ajudar o país a desenvolver e a crescer. O futuro da economia do nosso país está nas nossas mãos”.
 


COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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