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Artigos da Newsletter Institucional janeiro 2015

Nº42 – janeiro 2015
Destaques

“A reputação e os valores não se profissionalizam”

No âmbito de uma mesa-redonda que assinalou o lançamento do Programa Executivo de Empresas Familiares, no dia 15 de janeiro, quatro empresários partilharam a experiência na gestão de empresas familiares e defenderam que “a educação e os valores” são fundamentais no sucesso do negócio.

António Nogueira da Costa da Ef Consulting defendeu que a “profissionalização é essencial para que na empresa se tomem decisões racionais sobre as pessoas da família, atendendo aos laços contratuais e não aos afetivos”.

Artur Queiroz Machado da ITEN (ex CPC) considerou que o desafio que se coloca hoje às empresas, na globalidade e não apenas às familiares, é a gestão simultânea do risco e da incerteza. Destacou ainda a importância da empresa familiar se profissionalizar, embora, a seu ver, “a reputação e os valores, enquanto pilares do negócio, não se profissionalizem”.

Paulo Vallada da Hipercentro sublinhou que “a entrada de um familiar na empresa deve acontecer sempre por mérito” e entende que a chave do sucesso passa por “colocar em prática o código de valores”.

Já Fátima Marques da Aqualongo revelou que quando constituiu a empresa com o pai foram estabelecidas regras muito claras, entre as quais não permitir que outros elementos da família trabalhassem na empresa. “Sabendo que uma desvantagem das empresas familiares é o lado emotivo, decidimos que não poderíamos deixar outros familiares interferir”.

Por seu turno, Manuel Krug de Noronha da SMIC Radiologia (ex Krug de Noronha) afirmou que “voltaria a criar uma empresa familiar, desde que a família tivesse competência para estar à frente do negócio”. Atualmente, trabalha na Luz Saúde (antiga Espírito Santo Saúde), que resulta de um “negócio familiar que viveu os seus problemas. A família pode ser um problema”, referiu.

Os estudos indicam que, em Portugal, metade das empresas familiares não passam para a segunda geração e apenas 20% atingem a terceira. Uma questão que não é apenas portuguesa, uma vez que, segundo o “Family Business Network”, 83% das empresas francesas, 85% das espanholas e 95% das norte-americanas são familiares. Por outro lado, somente cerca de 10% destas empresas chegam à mão da terceira geração.


Estudo desafia proximidade entre universidades e empresas

A Universidade Portucalense participou no estudo “Preparados para Trabalhar?”, desenvolvido no âmbito do Consórcio “Maior Empregabilidade”, criado em 2013 por 13 instituições de ensino superior e a Fórum Estudante. Participaram na análise 6.444 diplomados, com uma média etária de 29 anos, e 781 empregadores. Intensificar a transição entre a universidade e o mercado de trabalho é o maior desafio.

A investigação concluiu que o diploma é perspetivado como positivo e assume ser a “porta de entrada” ou “cartão de visita” para o mercado. A média de tempo para a obtenção do primeiro emprego situa-se em 12 meses ou mais, sendo fatores de influência a área científica do curso, as experiências prévias profissionais e a ausência ou não de um estágio curricular.

Diplomados e empregadores sinalizam competências transversais focadas na dimensão comportamental, com destaque para “qualidades”, “predisposições” ou “traços de personalidade”.

As competências transversais para o futuro passam, na perspectiva dos diplomados, pela aplicação dos conhecimentos em “inputs para as empresas”, “atualização constante de conhecimentos e para toda a vida”, “flexibilidade”, “adaptação e “responsabilidade”, “análise, pensamento estratégico, criatividade” e “humildade, espírito crítico e ética”.

O mestrado é apontado como um investimento que vale a pena, na medida em que facilita o acesso ao mercado de trabalho e aumenta a probabilidade de conseguir um trabalho remunerado.

Os resultados reforçam a importância dos estágios e a participação em atividades extracurriculares, durante o percurso académico, para o desenvolvimento de competências transversais e profissionais.

Refere-se que cerca de 73% dos diplomados estão a trabalhar, mais de 80% indicam que o trabalho enquadra-se na área do curso e cerca de 90% estão satisfeitos com a função.

Os empregadores avaliam positivamente a preparação dos diplomados em todas as competências transversais e profissionais, sendo as cinco competências mais bem classificadas: Tecnologias da Informação e Comunicação; Trabalho em Equipa; Adaptação e Flexibilidade; Aprendizagem ao longo da vida; e Ética e Responsabilidade Social.

Já as quatro competências eleitas como as mais importantes no exercício profissional, para os próximos cinco anos, foram: “Análise e resolução de problemas”; “Criatividade e Inovação”, “Adaptação e Flexibilidade”; e “Planeamento e Organização”.

O estudo concluiu que os diplomados “estão preparados para trabalhar” e que os empregadores o reconhecem, sendo fundamental a aprendizagem ao longo da vida e a melhoria das competências transversais e profissionais.

Para 2015 está já prevista a colaboração da Universidade Portucalense no Consórcio Maior Empregabilidade 2.0, que continuará a estudar estas temáticas, abordando também algumas áreas em concreto, como a área da informática.
http://maiorempregabilidade.forum.pt


NET-UPT procura empreendedores

Com a missão de incentivar a inovação e o desenvolvimento económico e social, através do empreendedorismo, a Universidade Portucalense convida alunos e alumni a apresentarem projetos inovadores, na 2ª edição do “Núcleo de Empresas de Tecnológicas UPT” até 27 de fevereiro.

A iniciativa irá premiar três projetos que serão acolhidos na universidade e apoiados ao nível logístico, de informação e de consultoria, nos próximos dois anos.

Na primeira edição foram selecionados dois projetos empresariais, criados por atuais alunos e um antigo aluno, associados às tecnologias móvel e “web” e à área dos serviços. Até 2017 estima-se que sejam apoiadas oito empresas.

“O nosso objetivo é, anualmente, estimular a criação de negócios inovadores que cruzem as diferentes áreas de conhecimento da universidade”, sublinha Filomena Castro Lopes, diretora do Departamento de Economia, Gestão e Informática.

A informação detalhada do NET-UPT encontra-se disponível aqui.


Seminário “Inovação no Turismo”

A inovação, enquanto elemento diferenciador dos negócios e do aumento da competitividade dos destinos turísticos, estará em destaque no seminário “Inovação no Turismo”, agendado para o próximo dia 12 de fevereiro.

Docentes e profissionais irão abordar as recentes tendências e dinâmicas do Turismo e apresentar alguns exemplos de boas práticas de empresas e organizações.

Programa:
9h30: Sessão de Abertura
10h: “Gestão e Desenvolvimento da Inovação no Turismo: abordagens conceptuais”

Oradores: Joaquim Borges Gouveia, Professor Catedrático Aposentado da Universidade de Aveiro, e Carlos Costa, Professor Catedrático da Universidade de Aveiro

11h30: Coffee Break
11h45: Inovação nas organizações do Turismo
Oradores: Oriol Juvé, Casa da Calçada, Isabel Castro, Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal, e Gabriel Gomes, Câmara Municipal de Amarante

13h: Almoço
14h30: Produtos e Serviços Turísticos Inovadores
Oradores: Nuno Lopes, idtour, Vicente Bento, Green Stays, Joana Valle Pereira e Luís Campos, Portgall
16h: Debate e Encerramento
Entrada livre, sujeita a inscrição através do endereço de email: netur.upt@gmail.com


Provedor do Estudante quer “estar mais próximo”

José Manuel Tedim foi nomeado para mais um mandato como Provedor do Estudante. “Continuar próximo dos alunos na resolução dos seus problemas, contribuindo para um melhor funcionamento da Universidade Portucalense e alargar ao maior número de estudantes o lugar e a importância do Provedor do Estudante” são os principais objetivos para os próximos quatro anos.

José Manuel Tedim está na universidade desde a sua fundação, em1986. Ao longo deste período foi responsável pela criação de novas áreas científicas, nomeadamente Conservação e Restauro do Património, Secretário-Geral da Universidade, entre 2000 e 2004, e vice-reitor entre 2006 até 2012.

É doutorado em História na Universidade Portucalense e Investigador no Centro de História da Sociedade e da Cultura, sendo um dos mais reputados estudiosos da História da Arte Portuguesa, nomeadamente da Arte Barroca, em Portugal, durante o reinado de D. João V (1705-1750).


Vice-campeã mundial quer ser gestora

Iara Rocha consagrou-se campeã da Europa de Patinagem Artística aos nove anos. A estreia vitoriosa em competições internacionais foi decisiva. “Naquele momento, percebi que a beleza deste desporto era uma paixão”. Hoje, estuda Gestão, define-se como “uma atleta com princípios e objetivos bem definidos” que “valoriza as oportunidades”.

Na época normal treina quatro dias por semana, em fase de competição treina seis dias, com duas sessões diárias, no pavilhão de Custóias.

Considera que a prática deste desporto lhe mudou a vida. “Com o passar do tempo, sentimos que a responsabilidade que nos é atribuída, ajuda-nos a ser mais independentes e comprometidos. O trabalho obriga-nos a saber aproveitar e a organizar o tempo, de uma forma mais cuidada, a ter uma melhor capacidade de relação com os outros e a valorizar o companheirismo. O lado negativo é que o tempo livre é pouco, tornando difícil a conciliação dos estudos com a vida social”, explica.

No ano passado cumpriu o ambicioso objetivo de sagrar-se vice-campeã mundial, tendo sido a primeira atleta portuguesa a conquistar um lugar no pódio em campeonatos do mundo de Patinagem Artística.

A próxima meta é participar nas competições mundiais, no escalão de sénior, e ser campeã do mundo. Quando está a competir deseja “demonstrar todo o trabalho realizado, ao longo de meses, e oferecer um espetáculo único que permita às pessoas desligarem-se um pouco do seu dia-a-dia”.

Concilia a vida académica com a desportiva, “graças ao esforço e à dedicação”, com a consciência que “nos dias que correm, estamos, cada vez mais, preparados para ser polivalentes”.

A frequentar o primeiro ano da licenciatura em Gestão, Iara Rocha considera a universidade como a “segunda casa” e está surpreendida com o solidário “espírito académico”.Os pais são a sua inspiração diária, porque “são eles que tornam possível a vida que levo e me ajudam em tudo o que preciso. São pessoas incansáveis e lutadoras e muitos dos meus sucessos devem-se à confiança que me dão”.


Erasmus abre as portas da Diplomacia

Os estudantes que pretendem candidatar-se a estágios curriculares nas embaixadas e serviços consulares de Portugal em países abrangidos pelo Programa Erasmus Estados-membros da União Europeia, Noruega, Turquia, Liechtenstein, Macedónia e Islândia) podem, pela primeira vez, candidatar-se à obtenção do Programa.

A candidatura está sujeita às condições gerais de acesso ao Programa ERASMUS , assim como às condições e procedimentos de candidatura ao PECMNE. Para mais informação contacte o Gabinete de Relações Internacionais.





Percurso

“Não tenham medo de arriscar”

Ricardo Santos conquistou o terceiro lugar no ranking dos “Melhores Gestores de Pessoas 2014”, em Portugal. Atualmente, acumula a direção financeira e de recursos humanos da multinacional Hilti e tem como “hobbies” correr e fazer surf. A “Comunica UPT” falou com o gestor que em 1995 entrou na Universidade Portucalense para estudar Gestão.

Comunica UPT: Vinte anos depois, quais são as principais memórias que guarda da vida académica?
Ricardo Santos: Guardo memórias extremamente positivas e alegres. Sinto alguma nostalgia quando penso nesses anos. Recordo-me de uma frase que o meu pai me disse quando entrei na universidade: “aproveita estes anos, podes ter momentos fantásticos. Depois começam as responsabilidades maiores e nunca mais as coisas serão iguais”. Segui este sábio conselho e, de fato, aproveitei ao máximo, tendo sido presença habitual em eventos académicos, principalmente nas famosas “Festas de Garagem” e na “Queima das Fitas". Isto não significa que não tivesse igualmente momentos de estudo e trabalhos de grupo intensos. Os professores foram também marcantes, sendo um grupo docente de referência nacional e extremamente competente. Tudo isto contribuiu decisivamente para ter bases académicas sólidas que me deram boas competências para enfrentar os desafios profissionais posteriores. Pelas vicissitudes da vida, confesso ter perdido contacto com a Portucalense, mas admito que este fator diferenciador se mantenha. É também obrigatória a referência aos colegas de turma - na altura eram mais de 100 -, com quem mantenho, ainda hoje, o contacto com alguns.

Qual o ensinamento/lição de vida que retirou da sua vida académica?
Aproveitar todas as oportunidades para colher o máximo de experiências possíveis, sejam elas académicas, sociais, de “networking” ou da vida empresarial.

Após a licenciatura, como decorreu a sua incursão no mercado de trabalho?
Comecei por fazer um estágio numa empresa ligada ao mercado acionista. Foi uma experiência fantástica e motivadora. Era um dos responsáveis pelos conteúdos. A função consistia em estar atento aos temas relacionados com a bolsa de valores para escrever artigos de opinião, análise diária de mercados e, numa fase posterior, análises técnicas. O ambiente de trabalho era informal e intelectualmente muito estimulante. Após seis meses, e por ter dúvidas sobre a perspetiva de desenvolvimento minha e da empresa, aceitei uma proposta para trabalhar, também como estagiário, na direção de títulos do BCP (atual Millennium). Este segundo desafio foi bastante diferente do primeiro, sendo o ambiente mais formal e o dia-a-dia mais balizado. Aprendi muito nesta passagem pelo banco, em termos técnicos e de “modus operandi” de uma grande organização. Optei por sair no final do estágio, por considerar que o meu perfil se ajustava mais a uma organização com uma flexibilidade maior e que desse maior autonomia aos colaboradores de base. Assim surgiu a Hilti e, enquanto aguardava pela primeira entrevista, senti um ambiente energético que me contagiou de imediato. Felizmente, consegui a posição nesta grande organização, na altura mais um estágio.

Como caracteriza o seu dia de trabalho?
Não posso dizer que tenha um dia igual ao outro e isso é motivador. Sendo uma multinacional bastante dinâmica, é recorrente termos sempre projetos novos apresentados pela casa-mãe, sendo que a própria organização em Portugal e o nosso Centro de Serviços Partilhados em Paris são extremamente pró-ativos. A cultura da Hilti é orientada para o desempenho e para o cuidar das pessoas, e assegurar que estas duas dimensões base da nossa estratégia sejam vividas e aplicadas na organização, consome bastante tempo.

Qual o segredo para ser um dos melhores “Gestores de Pessoas”?
Ter consciência que os interesses da organização e das pessoas têm que estar alinhados. Tendo este alinhamento em consideração, comunicar e atuar de forma clara e consistente em toda a organização.

Durante o seu percurso profissional, destaca algum momento particular que tenha sido decisivo e que ainda hoje esteja presente?
Todos os momentos em que mudei de funções foram decisivos. Todas as mudanças foram desejadas, incorporavam risco e em todas cresci profissionalmente e pessoalmente.

Enquanto gestor, quais as características que mais valoriza num profissional?
A integridade, a coragem, o trabalho de equipa e o compromisso.

Quais os conselhos que daria a um recém-licenciado ou a jovem profissional?
Não tenham medo de arriscar e de colocar a fasquia bem alta. Sejam claros nas vossas ambições. Só assim conseguem atingir os objetivos.

Qual é o seu lema de vida?
Cometer sempre erros novos.




COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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