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Artigos da Newsletter Institucional dezembro 2014

Nº41 – dezembro 2014
Destaques

Certificação autentica a qualidade

A Universidade Portucalense é a primeira universidade em Portugal a receber a certificação de qualidade ISO 9001:2008 para as atividades de ensino e serviços. A auditoria levada a cabo pela APCER culminou com a entrega da certificação pelas mãos do presidente Jorge Leitão, no Jantar de Natal.

Jorge Leitão considerou que a instituição “fez o caminho mais difícil ao pretender certificar o ensino e os serviços e teve a coragem de melhorar a forma de trabalhar. É, sem dúvida, um relevante processo de transformação”, assinalou.

Armando Jorge de Carvalho, presidente da Cooperativa, começou por citar “I have a dream” de Martin Luther King para revelar que “há três anos sonhou certificar a universidade e esse sonho concretizou-se, sendo uma vitória coletiva”.

O dia 18 de dezembro de 2014 constitui-se um marco na história da Portucalense pela autenticação do rigor e empenho da instituição na qualidade dos serviços prestados. Com a certificação ISO 9001, com validação anual, pretende-se eliminar ineficiências e aumentar a eficiência interna e, consequentemente, a satisfação da comunidade - estudantes, docentes e colaboradores.

O processo da certificação teve início em setembro de 2012 e envolveu uma equipa permanente constituída por Paula Morais, vice-reitora, Ana Machado, gestora de Recursos Humanos, Natacha Silva, gestora da Qualidade, e Domingas Martins, consultora externa, que geriu os 18 processos submetidos à certificação, que resultaram na validação e codificação de 400 documentos.

Esta certificação reflete a cultura de excelência, a resiliência, a abnegação e a determinação da Universidade Portucalense, desafiando-a para um compromisso de todos os dias. “Este será sempre o início de um processo de melhoria contínua”, sublinhou Armando Jorge de Carvalho.


União para resistir à pressão

O Átrio do Infante foi o palco do tradicional Jantar de Natal da Universidade Portucalense, que reuniu mais de 100 docentes e colaboradores, no dia 18 de dezembro. Uma celebração emotiva marcada pelos discursos de Alfredo Marques e Armando Jorge de Carvalho, reitor em exercício e presidente da cooperativa, e pela atuação de um dueto do “Coro Genésis” que interpretou alguns clássicos da música lírica.

Alfredo Marques começou por abordar o atual contexto adverso do ensino superior privado, caracterizado pela estagnação da procura e a concorrência acrescida, para indicar que a Universidade Portucalense tem “reagido bem, procurando crescer e expandir-se”. Porém, no seu entender, o futuro coloca-lhe mais desafios, nomeadamente: “uma maior qualificação do corpo docente”; “uma oferta formativa adaptada às necessidades do mercado”; “a internacionalização através da investigação”; “a criação de parcerias internacionais”; e “a globalização, saindo da Europa e dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa)”.

Já Armando Jorge de Carvalho, presidente da Cooperativa, sublinhou que o Natal, enquanto símbolo de renascimento, deve ser “um tempo de preparação para um futuro para o qual todos devem estar preparados com esperança e espírito vencedor”. Antevê que “os próximos tempos sejam difíceis e plenos de desafios”, sendo “fundamental a união da Portucalense para resistir à pressão e ultrapassar todos os obstáculos”. Concluiu, reforçando a confiança que “a universidade está no caminho certo”.

Durante o Jantar de Natal foi ainda divulgado o “Prémio Boas Práticas de Acesso à Investigação Científica” que distingue os membros da comunidade académica com mais recursos disponibilizados anualmente no Repositório UPT. Os vencedores foram: 1º lugar - Paulo Jesus, Departamento de Psicologia e Educação, com 23 recursos depositados; 2º lugar - Sónia Rolland Sobral, Departamento de Economia, Gestão e Informática, com 20 recursos depositados; 3º lugar - Fátima Silva, Departamento de Turismo, Património e Cultura, com 13 recursos depositados; 4º lugar - Dora Alves (Departamento de Direito), com 9 recursos depositados.

A Tuna Académica encerrou o evento com as mais famosas músicas do repertório que foram acompanhadas pela maioria dos presentes.


Estudantes experimentam um “Shark Tank”

Nos dias 11 e 15 de dezembro, 20 empresários e gestores avaliaram 40 ideias de negócio de 200 estudantes da UPT. A iniciativa é inspirada no programa norte-americano “Shark Tank”, em que os empreendedores apresentam as ideias de negócio a potenciais investidores - denominados por “tubarões” - com o objetivo de obter financiamento.

Qual o volume previsto de vendas para o primeiro ano ou quais as características que diferenciam o produto, foram algumas das questões colocadas pelo júri aos candidatos a empreendedores.

Paulo Vallada, gestor da Hipercentro e antigo aluno da UPT, na qualidade de avaliador advertiu que “já não chega ter uma ideia, um projeto e boa vontade. É preciso desenvolver e fazer acontecer, sendo o entusiasmo, o empenho e a emoção cruciais”. Já César Gonçalves, gestor da Astrolábio, focou na necessidade de alavancar e sustentar os negócios através de parcerias.

Miguel Magalhães, um dos docentes responsáveis pela iniciativa, referiu que “esta é preparação para o mundo global e para a vida, na lógica de se aprender fazendo” e que “os projetos só são válidos se venderem”.

Recorde-se que a criação de negócios e os “pitches” têm como objetivo “levar os estudantes a encarar o empreendedorismo como uma opção concorrente ao mercado de trabalho tradicional, num contexto fortemente inovador e único no país”.


Novo programa de gestão de empresas familiares

No contexto em que as empresas familiares representam cerca de 80% do tecido empresarial nacional e contribuem para 60% da empregabilidade, a Universidade Portucalense lança, em 2015, o “Programa Executivo de Empresas Familiares” (PEGEF) que visa fomentar a inovação nas organizações para responder à competitividade do mercado global.

Das microempresas aos grupos empresariais, o que distingue as empresas familiares é o controlo acionista por parte de dois ou mais membros de uma família e o seu poder de decisão na gestão do negócio.

Os estudos indicam que, em Portugal, metade das empresas familiares não passam para a segunda geração e apenas 20% atingem a terceira. Uma questão que não é apenas portuguesa, uma vez que, segundo o “Family Business Network”, 83% das empresas francesas, 85% das espanholas e 95% das norte-americanas são familiares.

Por outro lado, somente cerca de 10% destas empresas chegam à mão da terceira geração. Atenta à realidade, o Departamento de Economia, Gestão e Informática apresenta o “Programa Executivo de Empresas Familiares” (PEGEF) que reúne o essencial da gestão aplicada ao contexto específico das empresas familiares.

O curso reúne um grupo de docentes e profissionais com grande experiên¬cia na intervenção em empresas familiares, dinamiza sessões com carácter prático, baseadas em casos reais de sociedades maioritariamente portuguesas, e inclui uma sessão privada e exclusiva de duas horas de aconselhamento para cada empresa ou família participante.


Short-Master em “Escanção e Vinhos”

No início do ano, a Universidade Portucalense estreia o Short Master em “Escanção - Especialização em Vinhos”, que contará com a participação de profissionais e de empresas de referência cujo contributo será a promoção da qualidade do serviço do vinho em Portugal.

A origem dos vinhos em Portugal remonta a cerca de 2000 a.C. e a cultura da vinha tem desempenhado um papel crucial na vida e na economia portuguesas, sobretudo no norte do país.

Filomena Castro Lopes, diretora do Departamento de Economia, Gestão e Informática, considera que “é urgente sensibilizar e educar os profissionais da área do Turismo para as características distintivas dos vinhos, em especial os nacionais, para os temas relacionados com o serviço, em associação à gestão das garrafeiras e a correta elaboração de cartas de vinhos”.

O curso dará a conhecer os diversos vinhos produzidos em Portugal e no estrangeiro, passando pelas principais regiões demarcadas, caracterizando-as e explorando-as, fazendo a ligação dos vinhos com a gastronomia.

“Pretendemos abordar estratégias de melhoria e de rentabilização do serviço, que permitam ao profissional de restauração aconselhar o consumidor para a escolha mais correta, levando-o a experimentar a diversidade e incentivando ao consumo ‘educado’ de vinho”.


Natal solidário leva sorrisos

A cantina da Universidade Portucalense recebeu cerca de 200 pessoas da freguesia de Paranhos, onde a universidade se insere, para oferecer um “Jantar de Natal Solidário” que trouxe muitos sorrisos, sobretudo às cerca de 70 crianças.

Colaboradores, docentes e estudantes prepararam e serviram o jantar que reuniu os tradicionais pratos de um jantar de Natal tradicional português, em que todos os produtos foram oferecidos por voluntários e amigos da universidade.

A quarta edição da iniciativa ficou marcada pela animação dos palhaços, as pinturas faciais e a entrega de prendas que levaram a felicidade às crianças presentes.

O Jantar de Natal Solidário enquadra-se na política de responsabilidade social da Portucalense e junta-se a várias ações de solidariedade de ajuda à comunidade local que contribuem para o crescimento e desenvolvimento de uma cidadania crítica e interventiva.


Parcerias estratégicas no Turismo

O seminário “Turismo e Operações: ‘players’ e tendências”, no último dia 10, revelou que o sucesso do setor do Turismo se deve, em parte, às parcerias estratégicas, apoiadas em empresas que evoluem em torno da inovação, trabalhando cooperativamente e competitivamente na oferta de novos produtos.

Carlos Brighton, “Senior Key Account Manager” da Lufthansa, apresentou a evolução do sector, em termos de perfil da procura e da oferta de destinos, e explicou a importância da qualidade e segurança dos serviços prestados, assim como das experiências singulares proporcionadas aos clientes.

Augusto Cardoso, CEO do Operador Turístico Jade Travel, revelou os desafios das operações e dos relacionamentos com os diversos “players” da distribuição turística. Defendeu que “o sucesso é determinado: pela resiliência face aos ciclos económicos, sociais, ambientais e políticos; diversidade da oferta, à inovação dos destinos e produtos turísticos; relação transparente com os parceiros de negócio; e a compreensão de que o mundo está em constante mudança”.

Por último, Jorge Bastos, Administrador Just Stay Hotels, apresentou um novo conceito de hotelaria baseado no conceito “value for money” para o cliente e na importância da qualidade dos Recursos Humanos, enquanto catalisadores do êxito organizacional.



UPT integra RCAAP

Em 2013, a Universidade Portucalense integrou o RCAAP - Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal e, a partir deste mês, os conteúdos da universidade estão disponíveis no portal que permite a recolha, a agregação e a indexação de conteúdos científicos, em acesso aberto, de entidades nacionais de ensino superior e organizações de Investigação e Desenvolvimento.

O RCAAP possibilita a pesquisa, a localização e o acesso a artigos de revistas científicas, comunicações a conferências, teses e dissertações, de 20 universidades, 14 politécnicos, 4 laboratórios e 5 hospitais, e acolhe um repositório de dados científicos, 38 revistas, entre as quais a Revista Jurídica Portucalense, e o Oásis, repositório científico do Brasil.

Já o “Repositório UPT” foi criado em 2008, com o objetivo de preservar e divulgar a produção científica da universidade, dando visibilidade ao trabalho de docentes, estudantes e investigadores. Com o estreito trabalho de equipa entre a Biblioteca Geral e o Departamento de Informática, este foi adaptado aos “standards” do RCAAP e da OAI (Open Archives Iniciative), culminando, este mês, com a validação e integração completa no RCAAP.


Estudo analisa a integração do “Magalhães” em sala de aula

Segundo um estudo de João Silva Miguel, no âmbito do Doutoramento em Educação, o computador “Magalhães” registou uma fraca integração nas atividades letivas, na medida em que a sua utilização foi esporádica no contexto de sala de aula.

A investigação analisou 682 agentes educativos do 1º ciclo do ensino básico do concelho de Matosinhos - 400 alunos, 181 encarregados de educação e 101 professores.

“A primeira grande ilação que podemos retirar é de que o portátil ‘Magalhães’ serviu mais como um apoio simples e não como um recurso central de inovação pedagógica. Os resultados deste estudo permitem-nos verificar que 89,1% dos professores, 84,5% dos encarregados de educação e 86% dos alunos consideram que nunca ou raramente o computador é utilizado nas salas de aula”, afirma o autor.

A segunda conclusão foi que os alunos descobriram novas competências de forma autónoma, intuitiva e produtiva, como se pode demonstrar pela facilidade na exploração das interligações entre várias realidades mediáticas, tais como jogar, fazer pesquisas, ouvir música ou navegar na internet.

A terceira está relacionada com os professores, que precisam de adquirir e desenvolver competências para poderem utilizar o portátil, em especial, e as TIC na educação em geral.

Por último, o estudo revela, por um lado, a dificuldade dos alunos em preservar o equipamento em termos funcionais, e por outro, os professores indicam a falta de coordenação do projeto. “Houve, também, falta de liderança, envolvimento e incentivo por parte dos diretores dos agrupamentos, falta de salas apetrechadas com tomadas e com ligação à internet, falta de assistência técnica aos portáteis, que avariam com frequência e facilidade, e falta de modelos/tipos de planificação que integrem o ‘Magalhães’ nas atividades letivas e nos currículos dirigidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico”, explica João Silva Miguel.

O estudo demonstra que o acesso a ambientes tecnológicos, por si só, não é suficiente para o sucesso, uma vez que existe necessidade que a escola forme alunos autónomos, críticos e criativos dotados de capacidade para usarem as tecnologias.




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Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
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