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Artigos da Newsletter Institucional novembro 2014

Nº40 – novembro 2014
Destaques

"Crescimento das TI sugere reconversão de desempregados "

As contratações no sector das Tecnologias de Informação (TI) devem crescer 30% nos próximos três anos, revela o estudo "Necessidades específicas de RH nas TI - reconversão de desempregados" da Associação Nacional das Empresas de Tecnologias de Informação e Electrónica (ANETIE), em que a Universidade Portucalense colaborou.

Em termos gerais, concluiu-se que o recrutamento de profissionais de TI aumentará a uma média de 10% ao ano e serão as pequenas empresas a liderar este incremento da empregabilidade.

As funções de programador, consultor de Sistemas de Informação/Tecnologias de Informação, técnico de hardware/software, técnico de helpdesk, gestor de projeto e comercial surgem como as profissões mais procuradas.

Face a este aumento da procura são sugeridos sete cursos de reconversão dirigidos a profissionais de outras áreas de conhecimento, nomeadamente professores, psicólogos e engenheiros civis, com a formação adequada, de modo a poderem abraçar uma nova profissão na área das TI.

Vítor Rodrigues, presidente da ANETIE, considera que as conclusões do estudo são "úteis para as empresas do sector tecnológico e para a população desempregada”, uma vez que o diagnóstico revela as necessidades e prioridades das empresas e “permite lançar um plano de ação com vista à qualificação e ao emprego".

A apresentação pública do estudo aconteceu no último dia 12 de novembro, na UPT, e contou com a intervenção da docente Carla Santos que fez o enquadramento da pesquisa.


Negócios “by UPT” avaliados por docentes

No âmbito da unidade curricular “Empreendedorismo”, presente em todos os planos curriculares das licenciaturas da Portucalense, 220 estudantes do 3º ano criaram 40 modelos negócios e fizeram um "Pitch" de 15 minutos a um júri de docentes. Já em dezembro, nos dias 11 e 15, repetem o exercício para um painel de 20 empresários e gestores.

A criatividade, a iniciativa, o trabalho de equipa, a comunicação e a sustentação do modelo de negócio atrativo para investidores são alguns dos fatores críticos de sucesso na avaliação destes projetos que envolveram estudantes das diferentes licenciaturas.

Entre as 40 ideias de negócio destacaram-se - “O mundo à sua mesa”, “Make you way” e “C Green”. Os três inspiraram-se no turismo e na restauração, áreas de negócios que têm alavancado as economias nacionais e regionais.

“O mundo à sua mesa” visa organizar Festivais Gastronómicos, cujos eventos envolvem a participação de restaurantes de referência provenientes de 15 países, a comercialização de produtos típicos de cada uma das nacionalidades e “workshops” gastronómicos e vínicos, adianta Catarina Magalhães, estudante de “Gestão Hoteleira”.

A “Make your way” é uma plataforma de informação turística que permite ao utilizador elaborar a sua própria rota turística. Na primeira fase, estará disponível apenas para a cidade do Porto mas, posteriormente, irá englobar o país, revela David Moura, estudante de Gestão.

Já o “C Green” é um conceito de loja que permite viver experiências com produtos biológicos - batidos, sumos, iogurtes e frutas - em que as sementes de várias partes do mundo são omnipresentes. O “décor” do espaço recria os ambientes frios do ártico e os quentes exóticos e explica a origem dos produtos utilizados.


“Ambicionamos uma cultura de inovação”

A criação de negócios e os “pitches” têm um objetivo claro: “levar os estudantes a encarar o empreendedorismo como uma opção concorrente ao mercado de trabalho tradicional, num contexto fortemente inovador e único no país”, explica o docente Júlio Faceira que, em conjunto com Miguel Magalhães, está por detrás da iniciativa.

Comunica UPT: Quais as motivações que estão na base do lançamento destas atividades empreendedoras?
Júlio Faceira:
Face aos desafios que se colocam à economia nacional e europeia, assim como à evolução do mercado de trabalho e ao reconhecimento de que o empreendedorismo pode potenciar a transferência de conhecimento para o mundo empresarial e a sua consequente valorização, decidimos desenvolver, no âmbito da unidade curricular “Empreendedorismo”, um conjunto de atividades para motivar os alunos, estimular a iniciativa e reforçar as competências técnicas e comportamentais, para que reconheçam no empreendedorismo uma opção concorrente ao mercado de trabalho tradicional.

Quais os principais objetivos subjacentes?
Queremos reforçar a sustentabilidade da universidade, com base numa cultura de inovação, reconhecendo que criar conhecimento é fundamental, mas valorizá-lo é um imperativo. Temos a certeza que os nossos alunos estão, a partir deste momento, mais mobilizados e entusiasmados para se assumirem como empreendedores, para explorarem empresarialmente as suas ideias, para reconhecerem que empreender é uma opção que não deve ser desprezada e adiada. Temos o sonho que alguns destes jovens se tornem empreendedores e que os seus negócios floresçam e sejam um exemplo no mundo social e empresarial.

Qual a avaliação que faz do primeiro “pitch”?
Confesso que ficamos muito surpreendidos e sensibilizados com a maturidade, rigor e consistência de alguns dos modelos de negócio apresentados aos avaliadores, tendo sido uma experiência motivadora para as próximas fases.


Cidadãos responsáveis pela Gestão do Património

Técnicos, operadores turísticos e académicos internacionais concluíram, no âmbito do Seminário Internacional “Património Cultural e Desenvolvimento Territorial”, que a democratização da cultura, a gestão do património e a sua valorização pela população local são fatores decisivos para o desenvolvimento do território.

“A gestão do património e o desenvolvimento territorial são fundamentais para o Turismo. Hoje, o turista procura, por um lado, a autenticidade e a originalidade da cultura dos destinos e, por outro, espaços com estética e serviços personalizados”, introduziu Isabel Freitas, Diretora do Departamento de Turismo, Património e Cultura.

António Ponte, Diretor Regional da Cultura do Norte, considerou que “os lugares de interesse cultural devem ser encarados como veículos de dinamização e de desenvolvimento do território, de envolvimento da comunidade local na gestão do património e da democratização da cultura”.

Por seu turno, Paula Cardona, em representação do Departamento de Turismo da Câmara Municipal do Porto, enfatizou que “a atividade turística deve ultrapassar a visão económica para se focar no desenvolvimento social e cultural, envolvendo os cidadãos, enquanto os primeiros beneficiários”.

O debate estendeu-se ao tema da não discriminação no acesso à cultura pelas pessoas com mobilidade reduzida, tendo João Cottim, provedor dos cidadãos com deficiência da área metropolitana do Porto, denunciado a não aplicação de orientações supranacionais na maioria das realidades locais, impedindo o usufruto pleno dos espaços por quem está fisicamente condicionado.

No âmbito da herança cultural e da sua preservação, Fabio Carbone, docente da UPT, defendeu a necessidade de incluir indicadores de qualidade na gestão do património e do envolvimento ativo da comunidade local. “Deve ser da responsabilidade dos gestores do património sensibilizar a população para o sentimento identitário e o cuidado com o património”, salientou.

Uma tese posteriormente defendida por Fabio Fabrizio, investigador da Universitá del Salento (Itália), que demonstrou como a ligação da população local aos recursos culturais do território pode levar à responsabilização pela salvaguarda do património cultural, tendo exemplificado com o estudo de caso de uma área arqueológica de Taranto, no sul de Itália, recuperada do abandono pelos cidadãos locais.

Luís Henrique Souza, do Departamento de Hotelaria e Turismo da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil, abordou a conservação do património integrado na arquitetura, no processo de revitalização e atividade turística do Bairro do Recife, em que a não aplicação das recomendações supranacionais, tornaram o património cultural inacessível a turistas e à comunidade local, retirando-lhe a identidade.

O seminário decorreu no dia 5 de novembro e foi aberto a estudantes e a profissionais das áreas do Turismo e do Património.


Estratégias educativas e interventivas para incluir

Ao longo de três dias, 180 participantes estiveram reunidos no I Congresso Ibérico “Entre a Psicologia e a Educação Especial”, orientado pela fusão necessária entre a Psicologia e a Educação na intervenção no campo dos transtornos de desenvolvimento e da Educação Especial.

No decurso das 30 comunicações e 13 conferências concluiu-se que o trabalho de interligação entre as duas áreas de conhecimento incidirá “na persistência e no rigor profissional, consciente das limitações estruturais significativas na intervenção e apoio junto das crianças e jovens com necessidades educativas especiais (NEE)”.

Destacaram-se duas ideias-chave: a necessidade de dotar os psicólogos de maior autonomia científica na avaliação, acompanhamento e intervenção nas NEE, e a educação, enquanto pilar fulcral no desenvolvimento e no processo de autonomia destas crianças e jovens.

O docente Nuno Cravo Barata, Presidente do Congresso, concluiu que “se conseguiu fomentar a partilha e a discussão integrada da Psicologia, da Educação e da Educação Especial, no âmbito da intervenção precoce nos transtornos de desenvolvimento, e debater as estratégias educativas e interventivas essenciais para a inclusão”.

No congresso que aconteceu entre 13 e 15 de dezembro estiveram presentes 25 oradores, 10 universidades ibéricas, profissionais e alunos de Psicologia, Educação, Medicina, Enfermagem, Serviço Social, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional e Fisioterapia.


Docente Mouteira Guerreiro lança livro

A trabalhar na área do Direito há cerca de 50 anos, o ex conservador e docente Mouteira Guerreiro apresenta, no dia 27 de novembro, o seu recente livro “Ensaio sobre a Problemática da Titulação e do Registo à luz do Direito português”, que pretende ser um apoio aos juristas no conhecimento jurídico global e na aplicação do ordenamento jurídico.

A obra, ampliada e atualizada da tese de doutoramento de Mouteira Guerreiro, aborda a problemática dos Registos e do Notariado no seu enquadramento jurídico, conciliando “o conhecimento jurídico, em diferentes ramos, espírito crítico e analítico e abertura a experiências internacionais”.

José Mouteira Guerreiro licenciou-se em Direito em 1963 e enveredou pela carreira de conservador, em Celorico de Basto, Vila Verde, Esposende e Porto. Desempenhou outros cargos, nomeadamente de advogado, juiz de instrução criminal e inspetor dos registos e notariado. Foi fundador do CENoR (Centro de Estudos Notariais e Registrais – Faculdade de Direito de Coimbra), da Associação Portuguesa de Conservadores dos Registos (hoje Associação Sindical dos Conservadores dos Registos) e da ELRA (European Lan Registry Association). É docente na Universidade Portucalense desde 2007.

A apresentação do livro será conduzida por Virgílio Félix Machado, conservador e docente de Direito, a partir das 18h, na Sala de Atos, no piso 6.



101 empresas recrutaram na UPT

Ao todo, 101 empresas estiveram na Portucalense, entre as quais a Google, a BMW, o Facebook e a Fidelidade, a recrutar jovens para funções, estágios e mentorias, no âmbito do “Pitch Bootcamp”, uma organização conjunta da UPT e da Spark Agency, a 21 e 22 de novembro.

"A empregabilidade é uma das grandes preocupações da Universidade. Esse fator aliado ao feedback dos jovens e das empresas acerca das edições anteriores, levou-nos, mais uma vez, a ambicionar organizar esta ação. É um ótimo espaço para ‘networking’ e foram já muitos os jovens que conseguiram uma oportunidade de trabalho através do Pitch Bootcamp", afirma João Silva, coorganizador e estudante da UPT.

O primeiro dia do evento foi dedicado às 'lessons learned', com um painel de profissionais que partilharam as suas experiência e o 'feedback' de recrutadores. O segundo e o último dia compreendeu os “pitches” dos participantes e as ações de “networking” com as empresas.


Antigos alunos comprometidos com a universidade

No dia 13 de novembro, Paula Morais, vice-reitora, e Filomena Lopes, Diretora do Departamento de Economia, Gestão e Informática, receberam 18 antigos alunos dos cursos de Gestão e de Economia da universidade, com o objetivo de estabelecer uma colaboração em diversas atividades, nomeadamente em estágios curriculares, cursos graduados e seminários.

Paulo Vallada, um dos estudantes na estreia da licenciatura em “Gestão”, foi um dos presentes na reunião dos “Alumni”. Matriculou-se em 1979 e concluiu os estudos em 1984. Sente que foi um “privilegiado - naquele tempo tínhamos aulas e explicações dos professores, o que não acontecia nas universidades públicas”.

A escolha pela Gestão foi óbvia: “queria um curso prático que obrigasse a puxar pela cabeça”. E assim foi ao longo de cinco anos. Paralelamente aos estudos fez uns “ganchos” (denominação que utiliza para os trabalhos extra) - distribuiu jornais, andou na apanha do morango e foi vendedor de “passe-partout’s”.

Acredita que o facto de ter entrado cedo no mercado de trabalho e ter trabalhado intensivamente a vertente comercial o “ajudou muito”. Foi há mais de 30 anos, mas “a decisão de fazer acontecer e ir à luta, continua a fazer diferença nas vidas das pessoas”.

Hoje, gere uma sociedade de investimentos imobiliários – EPRI e faz investimento em mercados de capitais. Paulo Vallada será um dos antigos alunos a partilhar a sua experiência e o seu dia-a-dia com os atuais alunos da universidade, na lógica “de portucalense para portucalense”.


Voluntários da UPT oferecem ceia de natal solidária

Pelo quarto ano consecutivo, a Universidade Portucalense, através do seu núcleo de voluntariado, oferece uma Ceia de Natal solidária a 220 famílias economicamente carenciadas de Paranhos (freguesia onde a universidade se insere), no dia 12 de dezembro.

Colaboradores, docentes e estudantes juntam-se, em regime de voluntariado, para proporcionar uma ceia natalícia tradicional portuguesa. Os ingredientes da época, como o bacalhau e os legumes, são oferecidos por algumas empresas e as sobremesas são confecionadas pela comunidade UPT.

Esta iniciativa resulta da política de Responsabilidade Social da universidade, de fomento de valores de cidadania e de solidariedade e de partilha de valores sociais e humanos.



COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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