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Artigos da Newsletter Institucional dezembro 2012

Nº19 – dezembro 2012
Linhas de Rumo

Investigação organizada

O esforço continuado em direção ao estabelecimento de núcleos de investigação continua.

O Departamento de Ciências Económicas e Empresariais constituiu o Núcleo de Investigação em Pequenas e Médias Empresas, dirigido por Luís Pacheco, que está a procurar relações académicas com grupos de investigadores mais antigos e experientes de outras instituições.

O Departamento de Ciências da Educação e do Património organizou o Núcleo de Investigação em Desenvolvimento Pessoal e Social, dirigido por Dores Formosinho e por James Day, que seguirá um caminho idêntico ao procurar uma associação técnica duradoura com uma estrutura externa e consolidada de investigação.

O Departamento de Direito renovou o Instituto Jurídico Portucalense, agora dirigido por José Caramelo Gomes, que iniciou os contactos para cooperar com grupos estrangeiros e visará também manter relações estreitas com parceiros portugueses.

O Departamento de Inovação, Ciência e Tecnologia está a reformular ligeiramente o Centro de Tecnologia e Inovação.

E estamos a organizar um grupo na área da Cultura. Para quê? Para valorizar os docentes; para valorizar os ciclos de estudos; para prestar serviços à comunidade; para tornar a Portucalense uma instituição indispensável para o desenvolvimento do Norte.

Guilherme de Oliveira
Reitor


Destaques

“Nova lei das rendas é mais justa”

Assunção Cristas, ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, defendeu na Portucalense que a nova lei das rendas traduz uma “preocupação social” de “proteger os mais desfavorecidos”.

A 16 de novembro, Assunção Cristas encerrou a conferência “As alterações ao regime do Arrendamento Urbano”, onde apresentou a nova lei das rendas promulgada a 30 de julho, enumerando um conjunto de vantagens, nomeadamente: “contribuir para a colocação no mercado de arrendamento de casas fechadas; maior segurança jurídica para proprietários e maior acessibilidade ao mercado de arrendamento em Portugal”.

A ministra destacou também que o novo regulamento jurídico traduz uma "preocupação social", no sentido de "proteger os inquilinos mais carenciados e os mais idosos, acima dos 65 anos, bem como os portadores de deficiência em grau acima dos 60%". Relativamente às rendas antigas, na maioria dos casos baixas, Assunção Cristas afirmou ser possível “fazer uma atualização moderada dos montantes cobrados, sendo que nos próximos cinco anos se chegará a preços de mercado, com a entrada em vigor de um mecanismo de compensação, suportado pelo Estado”.

Já durante a manhã, o presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, Menezes Leitão, indicou que “o novo regime de arrendamento continua a tratar os proprietário como agentes da segurança social, dado que continua a ser difícil, com as novas exceções da lei, cobrar e despejar”. Uma crítica que obteve a resposta de Assunção Cristas: "não se vai mais além nos despejos, porque é preciso agir com total respeito pela legalidade e pela Constituição", considerando que as críticas de senhorios e inquilinos à nova lei das rendas significam, "provavelmente", que se procurou o "justo equilíbrio" entre os interesses de ambos.
 


Sucesso da Portucalense na conferência “O norte faz bem”

No próximo dia 11 de dezembro, a partir das 9h30, a Aula Magna da Universidade Portucalense irá receber a conferência “O Norte Faz Bem” promovida pelo “Jornal de Notícias”.

A farmacêutica Bial, a tecnológica Primavera, a empresa de prestação de serviços auxiliares do diagnóstico médico Unilabs e a Universidade Portucalense serão os ‘case sudies’ em destaque. Mira Amaral, Presidente do Banco BIC, será o orador principal da conferência e por Júlio Magalhães, Diretor-geral do Porto Canal, será o moderador.

A gestão da cooperativa, entidade instituidora da Universidade Portucalense, liderada por Armando Jorge Carvalho desde 2009, é reconhecida pela afirmação em contraciclo com o mercado de ensino superior privado em Portugal. A consolidação financeira e o aumento do número global de estudantes traduzem o êxito da Portucalense e serão partilhados no evento.

A conferência contará ainda com as comunicações dos patrocinadores – Staples e Randstad. O evento será aberto a todos interessados que se devem inscrever até 10 de dezembro através do email marketing@upt.pt.
 


“No futuro todos os negócios serão internacionais”

“Os Sistemas de Informação na estratégia de negócio” trouxe Jorge Santos Silva, vice presidente da Downstream Portfolio da Shell, e Bruno Padinha, ‘Partner’ da Critical, à Portucalense para abordarem o tema numa perspetiva pessoal.

O quadro superior da Shell começou por dizer que “no futuro todos os negócios serão internacionais” e que o papel das Tecnologias da Isnformação (TI) na estratégia de negócio deve “contribuir para criar uma sustentável e vantajosa vantagem competitiva num mundo globalizado e volátil”. Sustentou que “a correta integração da TI facilita uma máxima eficiência, embora não a garanta”. Em jeito de conclusão, Jorge Santos Silva afirmou que “é mais divertido ser um gestor com um conhecimento sólido em TI do que apenas um especialista de TI”.

Já o ‘Partner’ da Critical considera que as TI desempenham várias funções na estratégia de negócio, nomeadamente de “tomada de decisão, de melhor conhecimento dos clientes e de antecipação das tendências de mercado”. Encara-as como uma “ferramenta de colaboração, de comunicação e de mobilidade” potenciadora de modelos de negócios inovadores, criando novos e radicais negócios, de que é exemplo o Facebook.

Paula Morais, vice reitora da UPT, fez a sessão de abertura do seminário moderado por Jorge Coelho, Presidente do Instituto Português de Business Process Management, sócio da Sis Consult e docente da Universidade Portucalense.
 


Nasceu a C&M UPT Junior Consulting

Um conjunto de 12 estudantes decidiu começar a empreender a partir das cadeiras da sala de aulas e criou a Consulting&Management (C&M) UPT Junior Consulting. Cláudio Meireles, aluno da Licenciatura em Gestão, foi o mentor do projeto que nasceu para “estabelecer a ponte entre o mundo universitário e o mundo empresarial”.

Têm como missão “executar com sucesso e eficiência a ponte entre o mercado de trabalho e o mundo universitário, serem reconhecidos pelo mercado empresarial como uma entidade capaz de proporcionar uma preparação de qualidade a universitários e formar melhores profissionais”. Já para os próximos dois anos, existe uma meta definida: “ser a terceira empresa júnior nacional certificada”.

A C&M UPT Junior Consulting nasceu da constatação que “apesar da exigente e diversa formação académica dos cursos de Ensino Superior, os alunos graduados têm dificuldade de entrada e de adaptação às condições do mercado de trabalho”. Neste contexto, a ideia foi “completar a formação teórica com uma componente prática, que permita obter um ‘know-how’ e competências profissionais que apenas podem ser desenvolvidas e formadas em ambiente profissional”.

Após uma fase de recrutamento que decorreu em outubro último, atualmente integram o projeto 20 membros que se encontram a trabalhar na sala 512 da UPT, escritório-sede do projeto, na formação e definição de métodos de serviços de consultoria e planeamento dos primeiros projetos. Em breve irão iniciar as ações de divulgação e venda de serviços.

O primeiro projeto chave será o Uportour que visa acolher os estudantes de Erasmus e dar a conhecer o Porto. O serviço será gratuito e consistirá na apresentação de três roteiros turísticos.

Já em fevereiro do próximo ano preveem arrancar com uma nova fase de recrutamento e, durante o segundo semestre e em conjunto com o Gabinete de Apoio ao Aluno, organizar a Feira de Emprego da Universidade.

Daqui a um ano, gostariam de encontrar o projeto “como uma força fresca no horizonte das empresas juniores, sentir o resultado da perspetiva ambiciosa e do compromisso de crescimento cultivado nos últimos meses e sentir que este projeto tenha começado a fazer a diferença para estudantes universitários e empresas”.
 


Gabinete de Apoio ao Aluno com nova dinâmica

Os estudantes da Universidade Portucalense têm à sua disposição o Gabinete de Apoio ao Aluno (GAA) que dará acompanhamento psicopedagógico, consulta psicológica, apoiará na procura ativa de emprego e aconselhamento de carreira e apoio à decisão vocacional. A “Comunica UPT” falou com a sua responsável, Sofia Andrade.

Comunica UPT: Quais são os principais objetivos do GAA?

Sofia Andrade: O GAA tem como missão proporcionar aos estudantes as melhores condições de acesso e frequência dos cursos na Universidade Portucalense e de integração social e académica, através da promoção de condições que facilitem o bem-estar psicossocial, o desenvolvimento pessoal e a realização académica dos estudantes. Um dos objetivos estratégico do gabinete é promover o desenvolvimento pessoal, académico e profissional dos alunos; um outro é a monitorização da empregabilidade dos antigos alunos à UPT com a criação de um observatório de emprego.

Qual a sua importância para o dia-a-dia dos alunos?

Pretendemos, fundamentalmente, ser uma “porta aberta”, onde o aluno sabe que pode sempre entrar para encontrar apoio em todas as dificuldades sentidas durante o seu percurso académico, para que consiga ultrapassar as adversidades com que se vai confrontando.

Este apoio tem como principal objetivo ajudar os alunos no ingresso - a integração na entrada da universidade, na frequência - o acompanhamento do aluno durante o período que se encontra na universidade e na saída – a transição para o mercado de trabalho.

Neste momento quais as ações que estão a ser desenvolvidas?

Continua a ser desenvolvido um serviço de apoio psicológico aos alunos que já existe na universidade há mais de 10 anos (antigo Gabinete de Apoio Psicológico) e cujo objetivo é o aconselhamento psicológico individual.

Neste momento, estão a ser realizados ciclos de ‘workshops’, no âmbito psicopedagógico para a promoção do sucesso académico, que visam promover competências de estudo para a otimização da aprendizagem.

Quais são os projetos de curto e médio prazo?

Realçamos dois projetos fundamentais: a monitorização da empregabilidade dos antigos alunos e a inserção dos jovens na vida ativa. Neste último, contamos com a colaboração da C&M UPT Júnior Consulting na criação de um portal de emprego inovador, que entrará em funcionamento em breve, e na realização da Feira de Emprego que acontecerá em maio de 2013.

Pretende-se também realizar ações dirigidas à promoção de competências de empregabilidade, procura ativa de emprego, ações de formação que promovam as ‘soft-skills’, divulgação de ofertas de trabalho e de estágios profissionais.

Como gostaria de encontrar o projeto em dezembro de 2013?

Gostaria, essencialmente, que os alunos aderissem a todas estas iniciativas e percebessem o quanto é fundamental marcarem a diferença num mundo cada vez mais competitivo onde é determinante, cada vez mais, o desenvolvimento de competências transversais.


Nota: O GAA encontra-se na sala 313, piso 3, e tem o seguinte horário de atendimento: segunda-feira e sexta feira, entre as 14h30 às18h30, e à quarta-feira, entre as 17h às 19h. Qualquer informação ou marcação fora deste horário pode ser feita para o email gaa@upt.pt.
 


O êxito de quem procurou uma formação transversal

Às 17h, Helena Gonçalves tira a bata branca de técnica de farmácia do Hospital de São João e atravessa a rua em direção à Universidade Portucalense para assistir às aulas da licenciatura em Gestão. Se tudo correr bem terminará o desafio este ano letivo.

Licenciou-se em Farmácia na Escola Superior de Tecnologia de Saúde do Porto e tem emprego desde que concluiu o curso. No entanto, a busca de conhecimento noutras áreas levou-a a estudar Gestão na Portucalense, porque acredita que “cada vez mais é necessário uma formação transversal do que uma formação vertical”.

Está no terceiro ano da licenciatura e é aluna com bolsa de mérito com a média final do 2º ano fixada nos 17,9 valores. Considera que o êxito se deve a uma “interligação de conhecimentos” e também “à formação de base nas ciências” que lhe permitiu “desenvolver, em particular, o cálculo e o raciocínio” de que gosta muito, a par dos “métodos quantitativos” e da “estatística”.

Revela que acumular o trabalho e o estudo “é fácil, porque está extremamente motivada”. Acrescenta: “Não é tão difícil como parece, se tivermos apoio na universidade, no trabalho e em casa”. Ao fim-de-semana dedica-se a outras paixões, a família e a culinária.

Quando terminar o curso, não coloca a ideia de “emigrar” de parte, juntamente com o namorado, enfermeiro e licenciado em Economia na Portucalense.

Enquanto profissional da Saúde e estudante de Gestão, Helena Gonçalves sustenta que “o Serviço Nacional de Saúde, tal como está, não se aguenta, pelo que tenderá a evoluir para o modelo de sistema de saúde norte-americano”.
 


Portucalense repete Jantar de Natal Solidário

A 14 de dezembro, os colaboradores da Universidade Portucalense irão repetir o gesto solidário de 2011 e irão oferecer, em regime de voluntariado, um Jantar de Natal a cerca de 150 pessoas apoiadas pelas diversas instituições do terceiro setor da cidade do Porto.

A oferta de alimentos da época natalícia, como o bacalhau ou os frutos secos, é assegurada pelas empresas Continente, Rui Costa e Sousa, Irmão, S.A. e pelo contributo particular de Jorge Santos, enquanto as sobremesas serão confecionadas e oferecidas pelos colaboradores da Universidade. No ano passado reuniram-se mais de 200 sobremesas e este ano promete-se superar a fasquia!

Às 17 horas prevê-se a reunião da equipa de voluntários no restaurante UPT, onde agrupados em várias equipas de trabalho irão cozinhar, decorar a sala e organizar as entradas, as sobremesas e as bebidas.

A exemplo do ano passado, a iniciativa está integrada no âmbito da UPT Social, unidade orgânica da Universidade, que pretende intervir no terceiro sector, promovendo os direitos civis, políticos, económicos, sociais, culturais e ambientais, consolidando a cidadania individual e coletiva, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável em direção a uma comunidade mais justa e solidária.

Sílvia Azevedo, responsável pela UPT Social, espera “conseguir oferecer um jantar de Natal, ainda mais recheado de afetos e sorrisos, a um maior número de pessoas que infelizmente se encontram em situação de grave fragilidade social e económica. Sabemos que não será um jantar de natal que mudará a vida das pessoas, mas pelo menos, proporcionamos uma noite de convívio quente, acolhedora e agradável”.
 


Percurso

“A História é perceber onde estamos e para onde não queremos ir”

António Freitas de Sousa concluiu a licenciatura em Ciências Históricas na Universidade Portucalense, em 1987, com uma média final de 16 valores. É jornalista há mais de 20 anos, mas o seu sonho era outro: ser professor universitário.

O gosto pela história aliado ao “jeito para os números” faziam dele um aluno completo. Conta-nos que um dia apresentou na aula uma súmula estatística que surpreendeu o docente. Estava numa turma com “cerca de 50 alunos, com apenas quatro ou cinco homens”.

Foi uma época em que “foi muito feliz”, desenvolveu uma “visão muito crítica da História” e aprendeu: “conhecer a História é perceber onde estamos e para onde não queremos ir, sendo essa leitura que nos dá perspetiva”.

Nesse sentido, defende que todos os cursos deveriam ter “uma cadeira de História”, na medida em que se trata de uma “disciplina que se constitui fundamental para sermos intelectualmente válidos. Estamos a criar gente escravizada que não entende nada do que se está a passar no mundo”. É, por isso, uma “grande tristeza ver a História diminuída”, sobretudo quando ela “ajuda a perceber o mundo”, afirma.

António não tem dúvidas: “a vida universitária corresponde ao melhor tempo da nossa vida”, embora seja “bom que os estudantes não saibam disso, para não se manterem por muitos anos na Universidade”, diz-nos, soltando uma gargalhada.

O seu primeiro emprego foi na Fundação Engº. António de Almeida durante um ano, depois foi dar aulas de História na Escola Secundária de Ermesinde, mas a experiência não o convenceu e tomou a decisão da sua vida: contar a história do quotidiano através do olhar e da “pena” de jornalista.

Começou no jornal “Vida Económica”, depois seguiram-se o “Comércio do Porto”, a revista “Valor” e o jornal “Liberal”. Há 12 anos que está no “Diário Económico”, na redação do Porto.

Já entrevistou inúmeras personalidades, mas as conversas com o arquiteto Siza Viera continuam a ter um gosto particular. Relembra recentemente uma entrevista a José Maria Aznar, presidente do governo da Espanha entre 1996 e 2004, à ETV (Económico TV), “uma conversa franca e aberta”, com a “fraca opinião [em relação a Aznar] a manter-se”.

António Freitas de Sousa prefere a reportagem à entrevista e considera que o “desafio do jornalismo de resistir à autocensura está perdido à cabeça, pelas dificuldades económicas do setor e fragilidade da profissão”.

As “verdades insofismáveis” talvez, assim, tendam a aumentar e a História seja fundamental para nos dizer para “onde não queremos ir”.
 


COMUNICA UPT FICHA TÉCNICA

Periodicidade: Mensal
Coordenação Editorial: Ana Aires Duro
Email: comunicaupt@upt.pt

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